Vencer nas batalhas e perder a guerra?

YJA Estrela em QantilPolo Dr. Rashid Karadaghi

Eu temo polo Curdistam. Temo polo futuro do meu povo – os curdos. Em virtude de passadas experiências e as indicaçons atuais, temo que, ao final, quando esta guerra sangrenta com o ISIS chegue ao fim – e vai ser algum dia – vamos sair de maos vazias, apesar dos enormes sacrifícios que o nosso povo fixo para derrotar ao ISIS , incluindo, mais notavelmente, as preciosas vidas dos nossos heróis caídos, os Peshmerga, e o acolhimento de cerca de dous milhons de refugiados e pessoas deslocadas do Iraque e as chamadas “áreas disputadas” apesar da escassez de recursos, devido à recusa do governo iraquiano para dar ao Curdistam a sua parte do orçamento constitucionalmente atribuída como castigo por ter ousado nom se ajoelhar ante o Iraque árabe, mas esforçamos-nos para ser os mestres do nosso próprio destino.

Na sua essência a situaçom curda é o anseio milenário humano por libertar-se da opressom e a dominaçom. É a história do esforço heróico dos curdos de ser livres da relaçom senhor-escravo a que foi forçado todo o Grande Curdistam polos seus cruéis vizinhos ajudados polas potências coloniais desde longe. A questom é se as democracias ocidentais, que incorporam a idéia de liberdade e da dignidade humana e dos direitos humanos para o seu próprio povo, vam ser o suficiente corajosas para ficar com os oprimidos ou continuaram nas suas formas vergonhosas de um século e fazer de opressor. O Ocidente nom é apenas um espectador nesta luita; que determina o resultado de umha grande extensom. Eu acredito que é a obrigaçom moral da Gram-Bretanha e a França, as duas potências ocidentais que pugerom aos curdos na caixa, contribuir à sua libertaçom, em vez de ficar contra el.

Temo que as braverias dos Peshmerga e das nossas e nossos combatentes em Rojawa (Curdistam ocupado por Síria) e as lendas do heroísmo em Kobani e em outros lugares no território ocupado do Curdistam contra as forças do mal e da escuridade em breve tornaram umha cousa do passado, algo para os livros de história – e talvez um filme ou dous, algo que esta geraçom vai contar à próxima. Mas, tanto quanto ganhos concretos para o nosso povo, apesar dos seus sacrifícios e o seu papel crucial na guerra contra o ISIS, temo que vai fazer pouca diferença. Tem sido sempre assim: fazemos o suor e outros colhem os benefícios.

Continuaremos a perguntar por que as democracias ocidentais, que querem a liberdade e a democracia para as suas próprias povoaçons, independentemente de raça, cor, gênero e origem nacional, optarom por um século inteiro por apoiar regimes ditatoriais ocupando o Curdistam, em vez de apoiar aos curdos na sua busca pola liberdade. O que é ainda mais surpreendente é que os opressores dos curdos nom estam escondendo os seus sentimentos anti-ocidentais profundamente enraizados e o seu ódio pola maioria dos valores ocidentais de liberdade e de igualdade de direitos. Por outro lado, aos curdos, como um todo, som conhecidos por abraçar os valores ocidentais de liberdade e democracia e os direitos humanos. O Ocidente está escolhendo o ódio dos opressores dos curdos sobre o amor dos curdos. Desafiamos ao Ocidente para fazer umha cousa certa polos curdos, assim como eles tenhem feito em muitas partes do mundo.

Umha naçom de mais de quarenta milhons ainda está em cautiveiro por causa de um mapa sem sentido atraído por alguns colonialistas britânicos e franceses, que nom tinham respeito polos direitos do povo curdo. Esse regime de cem anos atrás é o principal responsável por todo o sangue curdo que foi derramado polos ocupantes do Curdistam. É este mapa que é utilizado hoje como justificaçom para nom fornecer armas diretamente aos Peshmerga. Os governos e os povos britânicos e franceses tenhem a obrigaçom moral de compensar o crime que foi perpetrado nos seus nomes cem anos atrás, apoiando um Curdistam independente hoje.

O conceito de “integridade territorial” tem sido um dos principais obstáculos no caminho dos curdos de receber o seu direito legítimo de um Estado. O Ocidente está-se agarrando, contra toda a lógica, à integridade territorial de um Estado que foi criado em conjunto por engano por pessoas de fora para reunir pola força um grupo de pessoas muito diferentes que se odeiam e nom querem viver juntos sob o mesmo telhado! Nom devemos esperar que os herdeiros das civilizaçons que produzirom a Carta Magna e a Revoluçom Francesa e a Constituiçom dos EUA para desfazer o nó que assola a regiom há um século?

Políticos e líderes governamentais elogiam aos curdos e aos Peshmerga por luitar contra o ISIS em nome de todo o mundo para que eles nom tenham que luitar contra eles no seu solo, mas os países ocidentais entregam armas e muniçons para os Peshmerga, quem estam fazendo a maior parte da luita contra o ISIS e pagando o preço mais alto por ela, através de Bagdá, sob o pretexto de que eles nom podem tratar com os curdos e Bagdá diretamente envia aos Peshmerga apenas uma fraçom das armas destinadas a eles por causa da sua profunda inimizade para com aos curdos. Se o Ocidente age assim quando ele precisa aos curdos mal, seria reconhecer os seus direitos e recompensar o seu papel indispensável quando o perigo passe?

Como os próprios curdos, devem manter as suas posiçons nas negociaçons, como tenhem feito no campo de batalha. Tem-se dito que o que os curdos ganham no campo de batalha perdem-no na mesa de negociaçom. Isto é devido à sua natureza de confiança, polo que pagarom caro. Para alcançar o seu objetivo, devem manter-se firme nas demandas curdas e nom cair nas manobras que o outro lado joga. Os curdos, por exemplo, agora estam pagando o preço pola sua posiçom indecisa durante a elaboraçom da constituiçom do “novo” Iraque em 2003-2004 sobre umha série de questons, tais como a forma como recebem a parte do orçamento, a designaçom de áreas historicamente curdas como “territórios disputados”, e a realizaçom de um referendo no Curdistam para ver se o povo curdo queria ficar como parte do Iraque. Ao dar em sobre estas e outras questons, os negociadores curdos pugerom em perigo o futuro do seu povo. A participaçom da Curdistam no orçamento deveria ter vindo diretamente a eles a partir dos rendimentos do petróleo e nom deixa-lo aos caprichos de Bagdá, que é o caso agora. Igualmente importante, quando os árabes nom aceitarom realizar um referendo no Curdistam no praço de doze meses, os delegados curdos deveriam-se ter erguido e voltar para casa. O povo curdo nom se pode permitir fazer mais nengum erro. É tempo que negociem com a mesma confiança e determinaçom que exibem no campo de batalha.

Publicado em ekurd.net

 

 

 

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