Jovens curdos unem-se ao PKK para pegar em armas contra o ISIS depois de ficar desiludidos com o seu governo

PKK KRG 01Por Cathy Otten

Um número crescente de jovens curdos iraquianos estam-se juntando ao Partido dos Trabalhadores do Curdistam (PKK), apesar da quebra do cesse-fogo do grupo rebelde com o governo turco, que desatou reiterados ataques aéreos contra as suas bases no norte do Iraque.

O PKK está considerado um grupo terrorista polos EUA e a UE, bem como pola Turquia, mas os jovens curdos dim que se querem juntar aos seus combatentes na batalha contra o Isis – em parte por causa da frustraçom com as falhas percebidas do seu próprio governo na semi -autonoma regiom do Curdistam. Jovens curdos nom parecem desanimar polo risco de ataques polas forças turcas – que enviou tropas terrestres ao norte do Iraque sem autorizaçom curda, por primeira vez desde 2011, no que foi descrito como umha operaçom de “curto prazo” para caçar rebeldes curdos.

Dous batalhons de forças especiais da Turquia segundo afirmarom autoridades turcos estavam na “perseguiçom” dos envolvidos em um ataque de bomba que matou 16 soldados o domingo. Umha outra bomba atribuída ao PKK matou 14 policiais no leste da Turquia o martes.

“O povo está aborrecido das promessas nom cumpridas do governo”, di um estudante de 23 anos, de Kirkuk que pediu nom ser identificada, e que estava planejando viajar para a regiom montanhosa de Qandil para se treinar como luitador com o PKK .

PKK KRG 02El di que razons semelhantes empurraram a outros jovens curdos a arriscar as suas vidas ao se juntar ao PKK. “Se eu acreditasse e confiasse nos partidos políticos no Curdistam, eu nom iria para Qandil”, dixo el.

A guerra com o ISIS está tendo um impacto crescente na regiom do Curdistam no norte do Iraque, agora sofre umha crise financeira causada pola paralisaçom de pagamentos do governo central de Bagdá. As disputas entre o governo iraquiano e a da regiom curda mais de orçamento e faturas de petróleo estam atrasando os pagamentos dos salários a funcionários do governo, e aos luitadores Peshmerga que luitam o ISIS nas linhas da frente.

A regiom prosperou durante mais de umha década depois da invasom liderada polos EUA do Iraque, quando companhias de petróleo aproveitarom a relativa estabilidade política. Mas a guerra contra o ISIS levou a projetos que estam sendo abandonados e o skyline da capital curda de Irbil tem dúzias de edifícios semi-acabados, enquanto toda a regiom está tensa acolhendo mais de um milhom de iraquianos deslocados e refugiados da Síria.

Os avanços democráticos no Curdistam forom frustrados pola corrupçom e o nepotismo, e os jovens curdos que vivem na idade do Facebook, smartphones e filmes americanos estam frustrados com os regulares cortes de energia e umha fraca infra-estrutura.

O porta-voz do PKK Zagros Hiwa afirma que esses fatores tenhem contribuído para um “grande aumento” no recrutamento do grupo de jovens curdos do norte do Iraque. O PKK luita umha sangrenta, e longa insurgência de 30 anos com o Estado turco poos direitos curdos antes de um cesse-fogo declarado em 2013. No final de julho a Turquia começou ataques aéreos contra o PKK após um atentado do ISIS na cidade de Suruc que matou a 30 ativistas pró-curdo, e os combatentes do PKK reagirom matando policias turcos. O PKK acusou o governo turco de ajudar o ISIS, algo que el nega.

Desde entom, a Turquia realizou centos de ataques aéreos contra alvos do PKK no norte do Iraque, e em troca os rebeldes matarom mais de 80 membros das forças de segurança turcas.

A renovada luita com a Turquia, a guerra na Síria e a ameaça existencial do ISIS estimularom o interesse no PKK, cujos recrutas som radicalizados através dos ensinamentos do líder preso do grupo, Abdullah Ocalan.

PKK KRG 03Os curdos, que somam mais de 30 milhons e vivem no Iram, Iraque, Síria e Turquia, sofrerom muito tempo de tortura, assassinatos e negaçom dos seus direitos por parte dos governos hostis. Combatentes do PKK estam entretanto na vanguarda das ofensivas contra os jihadistas do ISIS.

Serkeft, um luitador de 21 anos do PKK de Kirkuk, estava cuidando as feridas causadas por estilhaços nos seus braços e pernas em um ataque do ISIS enquanto falava ao The Independent em uma base ao suloeste de Irbil. El dixo que a nova guerra contra a Turquia nom era umha distraçom na luita com o ISIS; na verdade, afirmou, eles som umha e a mesma cousa. “Temos guerrilheiros suficientes” para ambas as frentes, dixo el, acrescentando: “o governo turco é a árvore e estamos lutando contra as polas”.

O Sr. Hiwa do PKK di que cerca de 100 jovens curdos do Curdistam iraquiano vinham as suas bases de Qandil todos os meses para se juntar ao grupo. The Independent nom puido verificar as suas declaraçons, mas as conversas com potenciais recrutas, as famílias de combatentes e organizaçons políticas ligadas ao PKK apontarom para o seu atrativo crescente em comparaçom com os partidos políticos curdos.

As autoridades de segurança em Kirkuk e a cidade de Halabja digerom que nom tinham dados sobre o número de residentes que se tinham aderido ao PKK. O Dr Saed Kakei, assessor do Ministro dos Peshmergas, afirmou que o seu ministério tinha “interesse” nas pessoas que tomam as armas com o PKK, mas que “as pessoas som livres para aderir a qualquer organizaçom”.

“A nossa missom é profissionalizar os Peshmerga, nom defender os jovens que se juntam a outras organizaçons que nom estam sob o controle do Ministério dos Peshmerga”, dixo el. Perguntado sobre o que motiva os jovens curdos para se juntar ao PKK, el respondeu: “. Nós nom tomamos partido em divergências políticas”

PKK KRG 04Amanj Hamid de Kirkuk foi morto polo ISIS na cidade síria de Hassakeh o ano passado, enquanto luitava com as YPG, as forças curdas lá que estam alinhadas com o PKK. “Ao vê-los na TV, el dixo:” Eles som os verdadeiros curdos, temos que ajudá-los”, di o irmao de Amanj Faridun na casa da família, no sul de Kirkuk. A casa que deixou há três anos, com 21 anos, o Sr. Hamid, sem uma palavra. Um dia depois, el enviou a sua mae umha mensagem de texto informando que el “escolhera o caminho certo”. Eles nem falarom com el, nem o virom vivo novamente.

Jwan (nome fictício), de 23 anos, di que ela estava muito influenciada polas guerrilheiras do PKK no início deste ano. “Eu vim como as guerrilheiras luitam e eu decidi que queria ser como elas”, dixo ela, “Quando as vi eu nom queria ir para casa. Eu pensei, ‘Como é que elas vinheram aqui para nos proteger, por que nom podemos proteger-nos? ”

Como membro de umha organizaçom da juventude ligada ao PKK em Kirkuk ela está aprendendo sobre a ideologia de Abdullah Ocalan. Todos os dias ela vê os jovens que chegam a juntar-se. “A maioria está com raiva e quer ir para a Europa, mas eles vêem que eles podem fazer algo polo seu país aqui”, di ela. “Eles estam com raiva por causa dos políticos […] Eu estou com raiva porque os partidos aqui tenhem muito dinheiro e o monopólio do poder. Eles nom fornecem ao povo.. Quando o povo vê os combatentes do PKK, sem salários vem que eles som bons. ”

Combatentes do PKK experientes raramente expressam dúvidas sobre a necessidade da luita violenta. Mas Jwan admite que a sua mente nom está totalmente afeita e ela ainda está pensando sobre a possibilidade de deixar a casa da família para os campos de treinamento do grupo em Qandil, “Eu nom decidim ir para sempre por causa da minha mae – quando es umha guerrilheira nom há tempo para visitar a família, nom há férias ou sinal de telefone na montanha “, dixo ela.

Publicado polo jornal britânico The Independent.

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