Carta desde prisom da jornalista e feminista curda Zehra Doğan

770x500cc-zehra-dogan-odul-mansetZehra Doğan era editora da agência feminista de notícias Jinha Ajansa Nûçeyan a Jinê  que escriviu umha carta desde a sua cela na prisom de Mardin (Curdistam turco). Entre as acusaçons que lhe fai o régime turco está a de retratrar, com os seus debujos, a violenta repressom de Ankara no território do Curdistam do Norte.

Durante cinco meses, Zehra Doğan estivo informando desde Nuseibin (província de Mardin). O dia em que ela deixou a cidade, foi detida pola polícia e encarcerada, enquanto aguarda julgamento. Na sua cobertura das notícias e as suas pinturas de cidades sitiadas como Cizre, Derik, Dargeçit e Nuseibin, Zehra retrata mulheres que tentam recuperar as suas crianças sob bandeiras brancas; cidades queimadas e destruídas; lamentos de mulheres; e a luita nas cidades. Eis, a carta de Zehra:

“Sempre tentei a existir através das minhas pinturas, as minhas notícias, e a minha luita como mulher. Agora, embora eu estou presa entre quatro paredes, eu ainda acho que absolutamente cumprim o meu dever integramente. Neste país, escuro como a noite, onde todos os nossos direitos foram riscados com o vermelho do sangue, eu sabia que ia ser presa.

Quero repetir o ensinamento de Picasso: realmente acha que alguém que usa os pinceis é simplesmente alguém que usa os seus seus pinceis para pintar insetos e flores? Nengum artista dá as costas à sociedade; um pintor tem que usar o pincel como uma arma contra os opressores. Nem mesmo os soldados nazistas julgarom a Picasso por causa das suas pinturas, e eu estou sendo julgada por causa dos meus debujos

DoganVou continuar a debujar. Quando uma mulher assume essa profusom de cores, pode sair da prisom às pinceladas. Mas elas som só pinceladas …. Nom esqueças, que é a minha mao quem segura o pincel!”

Recolhida da web de Jinha.

 

 

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