Abordagem do Estado turco e Por que o Isolamento de Öcalan é motivo de preocupaçom

ypj-com-foto-ocalanPor Amed Dicle

O jornal pró-curdo Özgür Gündem publicou umha entrevista muito importante sobre a situaçom na Ilha Prisom de Imrali e a abordagem do estado sobre Öcalan, vários dias antes de ser fechado (por um tribunal turco). A entrevista datada o 22 de agosto com Çetin Arkas e Nasrullah Kuran, (que estiveram ambos presos em outra seçom da prisom antes de serem forçosamente trasladados) som bastante surpreendentes e informativas em termos da compreensom das condiçons atuais sobre Imrali e a ameaça contra Öcalan.

Outro artigo de Çetin Arkas, publicado por Özgür Gündem antes desta entrevista, o 22 de Julho, mencionou umha carta anônima enviada a Öcalan, que o ameaçava.

Çetin Arkas e Nasrullah Kuran estiverom presos na Ilha de Imrali, até o 25 de Dezembro de 2015, o que torna as suas declaraçons sobre a situaçom lá importantes.

A evoluçom ao longo dos últimos anos e algumhas informaçons trazidas à luz por Arkas e Kuran oferece-nos umha visom sobre os perigos que enfrentamos hoje.

29 de novembro de 2014. À medida que as fortes luitas estavam ocorrendo em Kobanê, um grupo de membros do ISIS tentou entrar dentro do centro da cidade depois de cruzar a fronteira entre Suruç-Kobanê através do passo fornteiriço de Mürşitpınar. Este grupo foi repelido depois de confrontos pesados. Mais tarde, eles refugiaram-se nos celeiros de trigo do governo turco na fronteira. As primeiras imagens em tempo real desde o começo do ataque foram divulgadas pola agência nacional de notícias da Turquia AA (Agência Anadolu).

Logo verificou-se que umha delegaçom do Estado visitara Imrali no mesmo dia e durante as mesmas horas para manter conversaçons com Öcalan. Eles foram para dar-lhe a mensagem, ‘Kobanê caiu’.

No entanto, Kobanê foi salva e as conversas com Öcalan continuarom até o 5 de abril de 2015.

As negociaçons entre a Delegaçom de Imrali do Partido Democrático do Povo (HDP) e Öcalan foram impedidas após esta data.

A entrevista acima mencionada dá detalhes importantes sobre o período posterior ao 5 de abril, quando o isolamento agravado de Öcalan começou. Por tanto;

Umha Delegaçom do Estado encontra-se com Öcalan na Ilha de Imrali o 25 de Junho de 2015, após as eleiçons gerais do 7 de junho.

No mesmo dia (25 de Junho), militantes do ISIS entrar no centro da cidade Kobanê desde a fronteira turca e massacram 243 civis, a maioria delas crianças.

Durante esta reuniom, a delegaçom do Estado pede a Öcalan de escrever umha carta para a Uniom de Comunidades do Curdistam (KCK) para ” diminuir as tensons’. Öcalan dixo-lhes que ia avaliar a sua proposta e depois dixo-lhe a um funcionário, “Quanto tempo mais quere que escreva a Qandil (KCK / PKK)? Pergunte a delegaçom para vir aqui a umha reuniom, se o Estado tem um projeto destinado a umha resoluçom da questom curda. Se o estado quer recorrer ao envio de cartas ou qualquer outra cousa para adiar a questom mais umha vez, eles nom precisam de vir, eu nom me vou reunir com eles “.

Cerca de 4 meses depois desta reuniom, em Outubro de 2015, umha “carta anônima ‘ chega-lhe a Öcalan.

Normalmente, todas as cartas enviadas a Öcalan passam porumha  inspeçom e a maioria nom lhe som entregadas, no entanto, este “carta” foi-no. Está escrito por alguém de Berlim que a introduz como um “oráculo”. A carta di: ‘Erdoğan era de feito umha boa oportunidade [de resoluçom] vocé deveria ter aceitado. Vocé vai morrer de “causas naturais” este ano “.

Çetin Arkas resume a atitude Ocalan como segue;

“Öcalan compartilhou o conteúdo da carta connosco, e pediu a nossa opiniom. Nós [seis presos] digemos que criamos que era umha ameaça. Quando Öcalan pediu informaçom à administraçom da prisom sobre a carta, eles digerom:” Escapou à nossa atençom. Foi um erro porque nom cha teriamos dado umha carta com este tipo de conteúdo “. No entanto, sabemos que nom é possível que algumha cousa escape à atençom no Sistema Penitenciário de Imrali. Todo foi desenhado em conformidade. A carta devia chegar a Öcalan.

A resposta de Öcalan foi: “Seria simplista a tomar essas cousas a sério Somos revolucionários eu já tenho jogado o meu papel até agora e vou continuar a desempenhar o meu papel após a morte, bem como dixo Che Guevera, eu digo. “Onde quer que a morte poda-nos surpreender, bem-vinda seja ‘. Eu sei que eles estam ouvindo a nossa conversa, e eu estou a dizer isto em voz alta para ter certeza de que eles me ouvem.”

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Öcalan e a entrada Prisão de máxima Segurança de Imrali

Vários dias após esta carta o 10 de outubro de 2015, o dia em que a KCK se preparava para declarar um cessar-fogo, polas eleiçons do 1 de novembro, a massacre de Ancara matando 102 pessoas tivo lugar. A declaraçom foi adiada para o dia seguinte.

Vários dias antes das eleiçons do 1 de novembro, a delegaçom do Estado fixo outra visita a Imrali.

A delegaçom estava chefiada polo vice-secretário de Segurança Pública do Estado turco, que fixo a seguinte ameaça a Öcalan:

” Vocé está exagerando a questom de Rojava. Podemos ter 300 avions bombardeando-a  e destrui-la ate o cham, se quigermos “.

Nom é segredo que a Turquia queria sufocar as demandas dos curdos de Rojava ‘ de direitos e liberdades desde o início da guerra na Síria. As massacres em Kobanê e o suporte ao ISIS tinham como objetivo isso. As recentes operaçons de Jarablus e Al-Rai iniciados de acordo com o ISIS estam sendo realizadas como extensons da política mencionada polo Secretário Adjunto.

Claro, nom há nada estranho na política do Estado que ameaçava Öcalan com o esmagamento de Rojava.

O que causa grande preocupaçom entre os curdos agora, porém, é a forma como esta política está sendo implementada em Imrali, especialmente após a tentativa de golpe do 15 de junho de 2016.

Membros do HDP digerom que um helicóptero controlado por golpistas atacou a Ilha de  Imrali e confrontos eclodiram entre eles e os soldados leais ao governo em torno da prisom na noite da tentativa de golpe.

Foi igualmente declarado que os soldados golpistas, em seguida, fugiram para Grécia.

O governo turco nom fixo nengumha declaraçom satisfatória sobre este incidente.

Conforme 50 políticos e ativistas curdos estam em umha greve de fome por tempo indeterminado em Diyarbakir (Amed) com umha única demanda: Um encontro direto com Öcalan, o ministro da Justiça da Turquia Bekir Bozdağ declarou: “Nom há nengum problema com relaçom à segurança de Öcalan”.

El contudo, di que os soldados que fugirom para a Grécia, nom atacarom Imrali.

Quando um estado que envia assassinos do ISIS a Kobanê e, ao mesmo tempo tem umha reuniom com Öcalan; um estado que “permitiu” o envio de umha carta de ameaças anônimas e ameaçou Rojava com 300 avions di: “Nom há nengum problema com a segurança de Öcalan”, isso é um motivo de grande preocupaçom, nom de alívio.

Apesar das exigências básicas dos Curdos sobre Öcalan, o Estado turco vê-o so como um “prisioneiro”. Esta mentalidade, que recentemente declarou que há umha “guerra total, e nengumha soluçom”, vai fazer todo o que poida contra Öcalan em Imrali, em Rojava e em qualquer outro lugar onde poidam.

Publicado por Kurdishquestion.com

 

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