A questom turca

a-questom-turcaPor Ozkan Kocakaya

A questom de como resolver a crise causada pola deterioraçom das relaçons entre a UE ea Turquia está a ganhar intensidade cada dia. O venres, o presidente da Turquia Erdogan ameaçou com abrir as portas da fronteira para permitir que milhons de refugiados viajem para a UE em resposta ao voto nom vinculativo do jôves dos deputados europeus no Parlamento Europeu para congelar as negociaçons de adesom da Turquia. Foi o último (que nm derradeiro) capítulo que sublinhou a queda da Turquia em umha ditadura.

As negociaçons de adesom da Turquia à Comunidade Económica Europeia, antecessora da UE, começaram em 1987, com a ideia de que, ao mesmo tempo que serviam os interesses estratégicos e económicos da Europa, a Turquia poderia também ser modernizada através da adesom aos valores europeus. Embora o som principal, desta estratégia requer umha naçom que se esforça para umha evoluçom progressiva; e a Turquia nom se enquadra nesta categoria ainda.

A revelaçom de Erdogan do fascismo profundamente arraigado em todos os níveis da sociedade em Turquia é prova disso e os aliados internacionais de Turquia, pretendendo proteger os interesses acima mencionados na regiom, permitirom que a Turquia mantivesse umha fachada de democracia ao negar-se a fazer exame estrutural e social das reformas. A sua incapacidade de resolver a questom curda resultou, consequentemente, em que o membro da OTAN recorresse à extorsom e à supressom militar brutal do movimento curdo, juntamente com a propaganda sistemática sancionada polo Estado, tanto nacional como internacionalmente, por quase um século.

Os comprimentos a que a Turquia tem estado a negar o estatus curdo de qualquer tipo na regiom pode ser sintetizado polos acontecimentos dos últimos dous meses sozinho. É a insistência, e falha subseqüente, para ser-lhe permitido participar em operaçons para libertar Mosul e Raqqa foi destinado a travar o progresso dos curdos. Para distrair as suas políticas sírias e iraquianas, Erdogan acelerou as prisons contra os curdos em casa, prendendo deputados curdos. A natureza sinistra da mentalidade que resultou no feito de o Estado tome efetivamente prisioneiros deputados curdos eleitos foi revelada por Huseyin Kocabiyik, o deputado do AKP para Izmir, dizendo: “No caso de tentativas de assassinato de líderes estaduais, as pessoas iram invadir as prisons e ficarem presas os terroristas do FETO [Gulenistas] e do PKK “umha semana após essas prisons. É umha admissom categórica do desespero que toma a preensom entre círculos do AKP assim como umha derrota política.

Embora estes sejam indicativos da vontade da Turquia de recorrer a medidas tam desesperadas como a extorsom dirigida à UE e aos curdos, o que está a ficar claro é que a Turquia nunca tivo um problema curdo, mas a regiom sempre tivo um problema turco. Afinal, a Turquia tem legitimado os crimes que cometeu contra os curdos apontando o dedo para o PKK por quase quatro décadas. A questom curda é um sintoma do maior problema que está ligado a el, e a Turquia tem estado habilmente desviando a atençom dos seus próprios fracassos a nível estadual, despejando vastos recursos para apresentá-los como umha questom curda.

A decisom da Áustria de impor um embargo de armas à Turquia, o reconhecimento por parte dos tribunais alemaes do apoio da Turquia ao terrorismo e o reconhecimento de um tribunal belga da luita armada num caso histórico contra políticos curdos acusados de serem membros do PKK. O que deve seguir é o reconhecimento de que a UE e o Médio Oriente tenhem um problema turco. Até que este seja amplamente reconhecido e abertamente debatido a nível internacional, juntamente com umha forte liderança do Ocidente para negar a Turquia as plataformas de censura e propaganda no exterior, a Turquia nom vai mudar. Isto pode muito bem envolver sançons económicas e militares, mas considerando que foi necessária umha guerra mundial para combater o fascismo na Europa, será um preço menor a pagar.

A Turquia está empregando toda a força das suas capacidades militares e políticas para impedir que os curdos ganhem status em qualquer lugar, é indicativo o papel importante dos curdos em trazer estabilidade e reformas democráticas para o Oriente Médio. É também um reconhecimento da última batalha ideológica para a sobrevivência, apresentando-o como umha guerra contra os curdos, onde na verdade sempre foi uma guerra entre o fascismo e a democracia dentro da Turquia. Derrotar essa ideologia nom só serve os curdos, mas os próprios turcos.

Quando Hilary Benn deu o seu discurso apaixonado no parlamento do Reino Unido na sequência dos atentados de Paris em novembro passado, el estava-se referindo à ameaça crescente do Islamofascismo apresentado pola ISIS. No contexto do reconhecimento generalizado da cumplicidade da Turquia no surgimento do ISIS e dos paralelos na ideologia do AKP com o grupo terrorista mais vilipendiado da história, esse discurso é mais relevante para a crescente ameaça à segurança global proveniente da última casa remanescente do fascismo que é a Turquia. Assim, a questom curda da Turquia sempre foi umha cortina de fumaça para a verdadeira questom turca.

ozkan-kocakayaOzkan Kocakaya é originária da Turquia, de origem curda. Depois de ganhar umha licenciatura e um mestrado da Universidade de Liverpool em IT e assuntos relacionados com o mercado, el começou umha carreira na indústria financeira, onde ainda ganha a vida. Tendo um grande interesse na literatura e umha paixom polo Curdistam,  dedicao  seu tempo livre a escrever ficçom para promover a história e os valores curdos, bem como blogs sobre assuntos atuais no seu país de origem.

Publicado em Kurdish Question.

 

 

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