Breve resumo e análise da situaçom no Curdistam

Meninha palestiniano e bandeira YPGUmha aproximaçom geral à situaçom actual a cada umha das quatro regions do Curdistam

Anagrama das Forças Democraticas de SiriaRojava (Curdistam Sírio):
Os bombardeios russos sobre os jihadistas, sobre todo no norte de Aleppo, levou o enfondamento dessa frente dos jihadistas de Al Hursa e aliados, e também do FSA (Exército Livre Sírio). O que aproveitarom o SAA (Exército Sírio de Assad) e o ISIS para lançar umha ofensiva contra as suas posiçons. O FSA e o ISIS apenas se atacam entre si, e estam a ganhar territorio (Isto nom quer dizer que colabourem so que apreveitam umha situaçom que os beneficia a ambos). O ISIS está a uns 2 km da cidade de Aleppo e a 9 do Cantom de Efrîn. As YPG estam a preparar-se para o enfrontamento com o ISIS.
O plano de Turquia de criar umha zona de segurança sob o seu controlo ou de algumha milícia afim, deixou de ser um projeito viavel. Ainda assim, Turquia estivo a provocar às YPG bombardeando território sírio tentando que a resposta das YPG lhes dera umha desculpa para intervir militarmente com o seu exército frente a inoperáncia das suas milicias em território sírio.
Por outra banda, no bairro curdo de Seiq Maqsoud de Aleppo as YPG controlam duas rotas de abastezamento e reforzam as defesas.
No Monte Abdeziz, o leste de Hesekè, as YPG depois de retroceder voltou a recuperar o território e libertou alguns povos mas.
O feito mas significativo foi a formaçom das SDF (Forças Democrâticas de Síria), que é a unificaçom de operaçons de Jaysh Al-Thuwar, Burkan Al-Furat, Forças Al-Sanadid, Brigada de Grupos de Al-Jazira, Conselho Militar Assírio (MFS), YPG e YPJ. Que ainda que som os aliados que estiverom a ter as YPG/YPJ e com os que colabourarom em diferentes operaçons, é um salto qualitativo ao situar-se como alternativa o ISIS, os jihadistas vários e Assad. Os USA nom perderom o tempo é ja lhes entregarom toneladas de armas.
Na última semana as YPG estiverom enviando milicianos e armamento pesado cara o Monte Shengal de cara a começar a ofensiva da libertaçom da cidade.
Assim, o 1 de Novembro, o SDF lançou umha forte ofensiva em Al Hawl, o suleste da cidade de Hesekê e principal nó de comunicaçom entre Síria e Iraque, contando com apoio aéreo. Rompendo a linha de defesa do ISIS e avançando o travês de terreo minado.

Gente nas ruas de SIlopiBakur (Curdistam Turco):
Logo do atentado “sem reivindicar” de Ankara com mas de cem mortos, e em plena campanha eleitoral, o HDP fixo umha campanha de baixa intensidade, ou seja, nom fixo campanha de cara a evitar dar a possibilidade de mas atentados semelhantes. Logo de mas de 2000 políticos do HDP detidos, 500 encadeados, a queima de centos de locais e propriedades do HDP e sem quase fazer campanha, mália perder sobre o 15% dos votos, o HDP consiguiu manter a sua presença no parlamento curdo com 59 escanos nas eleiçons do 1 de Novembro; e por outra banda, o AKP e Erdogan, mália utilizar o assassinato, a guerra, a intimidaçom, o assédio de cidades… e as ilegalidades e irregularidades manifestas por observadores internacionais no dia das eleiçons, e conseguer o 49% dos votos e 312/316 escanos, nom consegiu nem expulsar o HDP do parlamento, nem obter os escanos necessários para cambiar a Constituiçom turca (com ou sem referendum, 330 e 367 respectivamente). O HDP e CHP mantenhem (mas ou menos) as suas zonas de influência (A histórica zona greco-assírica do Oeste o CHP e o leste o HDP) e o AKP medra a consta dos fascistas do MHP que queda por detrás do HDP em escanos como última força no Parlamento.
Sublinhar que nas cidades curdas que sufrirom assédio da polícia e exército turco o apoio ao HDP foi superior o 85%. Acoso à povoaçom civil curda que continuou e continua assim como a resistência do povo curdo. Reflexo desto é a detençom a dous dias das eleiçons de membros do HDP, incluindo um alcalde; o assalto à cidade curda de Silvan, o bombardeiro das abses do PKK em Quandil ou bombardear dentro de Síria posiçons das YPG em Girê Sipî /Tell Abyad.
A nivel militar os confrontos do HPG (guerrilha do PKK) com o exército curdo baixarom em intensidade ao longo das eleiçons . Mas com a mesma dinámica, o exército turco apenas pode entrar na zona da guerrilha e quando o consegue a resposta das HPG é contundente.

A crise económica que começou a afetar a Turquia (como a todos os paises produtores de matérias primas polo freo da economia chinesa) junto às diferências políticas (leste e oeste) e as tensons nacionais, sumado a proximidade a zonas de conflito, as tendeências autoritárias do presidente Erdogan (que o 3 de Novembro suspendou a 54 juizes e fiscais e proibiu-lhes sair de Turquia), a presença de milhons de refugiados, a involucraçom direta das super-potencias mundiais, a inclusom de Iram como potência Regional e a “persimividade” com o jihadismo apontam a umha situaçom de deterioramento da capacidade de Erdogan de controlar os ritmos dos acontecementos.

MUlheres das YBS Montanha Sinjar 02Basur (Curdistam Iraquiano):
À crise pola nom renovaçom da Presidência da KRG, sumou-se-lhe a crise económica que levou a nom pagar os salários dos funcionários e a greves destes. Os enfrontamentos entre grevistas e polícia (controlada polo KDP de Barzani) provocou vários mortos que derivou em acusaçons mas fortes entre o KDP e o Movemento Gorran, que foi expulso do governo de concentraçom da KRG (Governo da Regiom Curda do Iraque). Nestes enfrontamentos intra-curdos pode-se incluir a detençom de membros internacionais das YPG de regresso aos seus paises. A difiícil situaçom económica e as conversas para que o governo iraquiano ajude, alonjam os discursos independentistas nos dirigentes da regiom.
Nestas começarom os confrontos de cara a libertaçom de Shengal. Ao oeste do monte as forças das HPG e jazedis (YBŞ, HPŞ e YJÊ) começarom a libertaçom de Shilo.

Komala PeshmergaRojhelat (Curdistam Iraniano):
Em Rojhelat, aparte do diálogo entre grupos curdos (as duas ramas do PDKI, o PDKI com o PKK), pequenas acçons de guerrilheiros curdos no Iram de quando em vez e a continuidade da política iraniana de aforcar, literalmente, a disidência (curda ou nom). Nom há moita informaçom.

A longa história, convulsionada, da presidência do Curdistam iraquiano

BarzaniOs problemas do Curdistam iraquiano com o seu presidente em verdade nom é nada novo. Na verdade, o presidente aqui muitas vezes nom tivo fundamento legal ou democrático. Há umha longa história por trás do debate atual.

O prazo de duraçom do presidente curdo iraquiano expirou o 20 de agosto, e os atores políticos na regiom semi-autônoma do Curdistam debatem sobre se o atual presidente, Massoud Barzani, deveria ficar ou nom por mais de dous meses, no período que antecede a esta expiraçom. Ninguém foi capaz de chegar a algum tipo de acordo e parece que, apesar dos melhores esforços de muitos, o debate vai continuar.

Mas, na verdade este debate específico já se arrasta por muito mais tempo do que o episódio atual. A questom de quem deve levar o trabalho do presidente no Curdistam iraquiano tem sido umha fonte de atritos e controvérsias desde os anos 1990.

Em 1992, seis meses após a regiom curda do Iraque foi declarada parcialmente independente do regime de Saddam Hussein em Bagdá, forom realizadas as primeiras eleiçons. Isso também incluiu eleiçons para o cargo de presidente. Os candidatos incluídos Massoud Barzani, líder do Partido Democrático do Curdistam, ou KDP, Jalal Talabani, líder da Uniom Patriótica do Curdistam, ou PUK, Uthman Abdul-Aziz de um grande partido islâmico e o político curdo, Mahmoud Othman, que agora é independente, mas antigamente era o chefe do partido socialista curdo iraquiano. Nengum dos candidatos conseguiu obter mais de 50 por cento dos votos necessária necessários para se tornar presidente.

“Os votos de Barzani forom uns poucos menos que os de Talabani, mas nengum deles atingiu o limiar necessário,” Othman recorda em umha entrevista com Niqash. “Foi por isso que as eleiçons presidenciais forom realizadas novamente após duas semanas, em seguida, elas foram adiadas por dous meses, e no final elas nom se realizarom.”

O próprio Parlamento estava quase igualmente dividido entre deputados da PUK e deputados do KDP e muitas decisons eram batidas simplesmente fora entre as duas lideranças partidárias, antes que elas sequer chegaram o Parlamento. A única decisom que ninguém poderia fazer, porém, era sobre quem devia ser o presidente.

“O problema era entre Talabani e Barzani”, disse Othman Niqash. “Nengum deles teria aceitado o outro como líder – mesmo que umha segunda volta das eleiçons fôsse realizada.”

Em 1994, como resultado das tensons em curso entre a PUK e o KDP, umha guerra civil de quatro longos anos eclodiu no Curdistam iraquiano. Após este conflito terminou com a assinatura de umha trégua em 1998, a regiom semi-autônoma estava basicamente dividida em dous. Embora as duas partes concordaram em dividir o poder e renda, na realidade, eram dous governos no poder em duas zonas relativamente separadas, com zona “amarela”do KDP em Erbil e Dohuk e zona “verde” do PUK em Sulaymaniyah; as zonas foram descritas como essas cores após as próprias cores simbólicas dos partidos.

A questom da presidência tomou umha rota diferente nesta fase, e durante a época dos dous pares de governos, o cargo realmente tomou forma – mas sem qualquer justificaçom legal real ou estrutura.

Em Erbil, a maioria do KDP aparentemente queria a Barzani para ser o seu presidente. “Pedimos a Massoud Barzani muitas vezes para assumir o cargo, mas el nunca aceitou”, lembra Jafar Sheikh Ali, que era membro do KDP presente no Parlamento no momento.

Embora Barzani digera que nom queria o cargo, na verdade, el era a mais poderosa personalidade política e administrador superior na zona do KDP, onde o seu partido era influente.

Entom em 1999, declarou-se presidente Talabani da zona verde, Sulaymaniyah, onde p seu partido, o PUK, era mais influente.

“Talabani deu esta mensagem, a fim de aprovar umha série de leis importantes”, explica Fareed Asasard, um antigo membro da PUK. “Porque naquela época os políticos na área de Sulaymaniyah nom tinham poder.”

“Entom Talabani ocupou o cargo de Presidente da regiom na área de Sulaymaniyah e Barzani era tratado como um presidente na área de Erbil”, explica Latif Sheikh Mustafa, um jurista e membro de outro dos maiores partidos políticos do Curdistam iraquiano, o movimento Mudança (Gorran), que se separou da PUK. “Eles figeram isso porque ambos queriam satisfazer o seu desejo de poder. Nom porque existira qualquer tipo de vazio jurídico. ”

Em 2005, tendo dous líderes tornou-se insustentável – o sistema político no Curdistam iraquiano também se tinha desenvolvido – e a PUK e o do KDP concordarom que Barzani poderia tornar-se o presidente de toda a regiom, graças a umha lei elaborada no Parlamento.

Claro, havia um preço a ser pago. A PUK forçou o KDP para apoiar a nomeaçom de Talabani como presidente de todo o Iraque, um dos cargos mais importantes em todo o país. E o acordo que foi elaborado, em seguida, ainda está em vigor hoje.

Em 2005, o Parlamento nomeou a Barzani no cargo e, em seguida, em 2009 el foi eleito presidente por meio de eleiçons gerais. De acordo com as leis de 2005, o presidente só pode permanecer no poder por dous mandatos. Um mandato é de quatro anos.

Assim, o segundo mandato de Barzani deveria terminar em 2013 e as leis curdo iraquianas também dim que nom se poderia apresentar novamente. A situaçom política tinha mudado muito desde entom – embora já nom eram so as disputas entre o KDP e a PUK sobre a partilha do poder. Agora havia também partidos islâmicos e o movimento de rompimento Mudança, que foram eleitos em umha plataforma anti-corrupçom, a considerar. E estas partes nom querem ver a Barzani no cargo novamente.

No entanto Barzani agarrou-se à Presidência através da fraudulência inteligente da legislaçom que muitos consideram ilegal. Esse jogo inteligente deu-lhe mais dous anos – e estes terminarom à meia-noite, do mércores 20 de agosto de 2015.

Se Barzani quer ficar no poder de novo, tem umha luita ainda maior a frente. Agora mesmo a PUK, o antigo parceiro de justa e partilha do poder “inimiga” do KDP, di que nom querem vê-lo permanecer como presidente. Que é o mesmo, juntamente com todos os outros partidos no Parlamento.

Para complicar ainda mais as coisas a Constituiçom curdo-iraquiana está incompleta. A Constituiçom, que permanece em fase de projecto, actualmente procura limitar os poderes do Presidente iraquiano do Curdistam e mover todo o sistema político mais perto de um parlamentar, onde os deputados elegem o Presidente. O desacordo sobre a Presidência está retardando o trabalho sobre a Constituiçom e alguns chegaram a sugerir que buracos legais relativos à Constituiçom podem ser usados para manter a Barzani no poder.

“A ausência de um acordo entre os diferentes partidos no poder e a posiçom do presidente criou umha série de problemas para nós também”, diz Khamoush Omar, um membro da comissom encarregada de redigir a nova Constituiçom.

O principal argumento que muitos no Curdistam iraquiano tenhem atualmente para querer manter Barzani no poder é o feito de que, em tempos de crise, é importante ter um líder forte. Barzani nom é tímido sobre fazer afirmaçons fortes e agressivas e el ainda é visto por muitos no Curdistam iraquiano como a melhor pessoa para o cargo agora, apesar da ausência de vontade democrática por trás de um novo mandato para el.

O sociólogo local Abdul-Qader Baymand di que muitos no Curdistam preferem um líder carismático que se considere forte, sobre um líder justo e democraticamente eleito.

“Os membros das sociedades tribais podem considerar a remoçom de um líder da sua posiçom superior como um ato de degradaçom”, avisa. Os curdos mais comuns no Iraque só podem esperar que nom se chegue a esse ponto.

Por Histyar Qader em Slemani, Curdistam

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Vencer nas batalhas e perder a guerra?

YJA Estrela em QantilPolo Dr. Rashid Karadaghi

Eu temo polo Curdistam. Temo polo futuro do meu povo – os curdos. Em virtude de passadas experiências e as indicaçons atuais, temo que, ao final, quando esta guerra sangrenta com o ISIS chegue ao fim – e vai ser algum dia – vamos sair de maos vazias, apesar dos enormes sacrifícios que o nosso povo fixo para derrotar ao ISIS , incluindo, mais notavelmente, as preciosas vidas dos nossos heróis caídos, os Peshmerga, e o acolhimento de cerca de dous milhons de refugiados e pessoas deslocadas do Iraque e as chamadas “áreas disputadas” apesar da escassez de recursos, devido à recusa do governo iraquiano para dar ao Curdistam a sua parte do orçamento constitucionalmente atribuída como castigo por ter ousado nom se ajoelhar ante o Iraque árabe, mas esforçamos-nos para ser os mestres do nosso próprio destino.

Na sua essência a situaçom curda é o anseio milenário humano por libertar-se da opressom e a dominaçom. É a história do esforço heróico dos curdos de ser livres da relaçom senhor-escravo a que foi forçado todo o Grande Curdistam polos seus cruéis vizinhos ajudados polas potências coloniais desde longe. A questom é se as democracias ocidentais, que incorporam a idéia de liberdade e da dignidade humana e dos direitos humanos para o seu próprio povo, vam ser o suficiente corajosas para ficar com os oprimidos ou continuaram nas suas formas vergonhosas de um século e fazer de opressor. O Ocidente nom é apenas um espectador nesta luita; que determina o resultado de umha grande extensom. Eu acredito que é a obrigaçom moral da Gram-Bretanha e a França, as duas potências ocidentais que pugerom aos curdos na caixa, contribuir à sua libertaçom, em vez de ficar contra el.

Temo que as braverias dos Peshmerga e das nossas e nossos combatentes em Rojawa (Curdistam ocupado por Síria) e as lendas do heroísmo em Kobani e em outros lugares no território ocupado do Curdistam contra as forças do mal e da escuridade em breve tornaram umha cousa do passado, algo para os livros de história – e talvez um filme ou dous, algo que esta geraçom vai contar à próxima. Mas, tanto quanto ganhos concretos para o nosso povo, apesar dos seus sacrifícios e o seu papel crucial na guerra contra o ISIS, temo que vai fazer pouca diferença. Tem sido sempre assim: fazemos o suor e outros colhem os benefícios.

Continuaremos a perguntar por que as democracias ocidentais, que querem a liberdade e a democracia para as suas próprias povoaçons, independentemente de raça, cor, gênero e origem nacional, optarom por um século inteiro por apoiar regimes ditatoriais ocupando o Curdistam, em vez de apoiar aos curdos na sua busca pola liberdade. O que é ainda mais surpreendente é que os opressores dos curdos nom estam escondendo os seus sentimentos anti-ocidentais profundamente enraizados e o seu ódio pola maioria dos valores ocidentais de liberdade e de igualdade de direitos. Por outro lado, aos curdos, como um todo, som conhecidos por abraçar os valores ocidentais de liberdade e democracia e os direitos humanos. O Ocidente está escolhendo o ódio dos opressores dos curdos sobre o amor dos curdos. Desafiamos ao Ocidente para fazer umha cousa certa polos curdos, assim como eles tenhem feito em muitas partes do mundo.

Umha naçom de mais de quarenta milhons ainda está em cautiveiro por causa de um mapa sem sentido atraído por alguns colonialistas britânicos e franceses, que nom tinham respeito polos direitos do povo curdo. Esse regime de cem anos atrás é o principal responsável por todo o sangue curdo que foi derramado polos ocupantes do Curdistam. É este mapa que é utilizado hoje como justificaçom para nom fornecer armas diretamente aos Peshmerga. Os governos e os povos britânicos e franceses tenhem a obrigaçom moral de compensar o crime que foi perpetrado nos seus nomes cem anos atrás, apoiando um Curdistam independente hoje.

O conceito de “integridade territorial” tem sido um dos principais obstáculos no caminho dos curdos de receber o seu direito legítimo de um Estado. O Ocidente está-se agarrando, contra toda a lógica, à integridade territorial de um Estado que foi criado em conjunto por engano por pessoas de fora para reunir pola força um grupo de pessoas muito diferentes que se odeiam e nom querem viver juntos sob o mesmo telhado! Nom devemos esperar que os herdeiros das civilizaçons que produzirom a Carta Magna e a Revoluçom Francesa e a Constituiçom dos EUA para desfazer o nó que assola a regiom há um século?

Políticos e líderes governamentais elogiam aos curdos e aos Peshmerga por luitar contra o ISIS em nome de todo o mundo para que eles nom tenham que luitar contra eles no seu solo, mas os países ocidentais entregam armas e muniçons para os Peshmerga, quem estam fazendo a maior parte da luita contra o ISIS e pagando o preço mais alto por ela, através de Bagdá, sob o pretexto de que eles nom podem tratar com os curdos e Bagdá diretamente envia aos Peshmerga apenas uma fraçom das armas destinadas a eles por causa da sua profunda inimizade para com aos curdos. Se o Ocidente age assim quando ele precisa aos curdos mal, seria reconhecer os seus direitos e recompensar o seu papel indispensável quando o perigo passe?

Como os próprios curdos, devem manter as suas posiçons nas negociaçons, como tenhem feito no campo de batalha. Tem-se dito que o que os curdos ganham no campo de batalha perdem-no na mesa de negociaçom. Isto é devido à sua natureza de confiança, polo que pagarom caro. Para alcançar o seu objetivo, devem manter-se firme nas demandas curdas e nom cair nas manobras que o outro lado joga. Os curdos, por exemplo, agora estam pagando o preço pola sua posiçom indecisa durante a elaboraçom da constituiçom do “novo” Iraque em 2003-2004 sobre umha série de questons, tais como a forma como recebem a parte do orçamento, a designaçom de áreas historicamente curdas como “territórios disputados”, e a realizaçom de um referendo no Curdistam para ver se o povo curdo queria ficar como parte do Iraque. Ao dar em sobre estas e outras questons, os negociadores curdos pugerom em perigo o futuro do seu povo. A participaçom da Curdistam no orçamento deveria ter vindo diretamente a eles a partir dos rendimentos do petróleo e nom deixa-lo aos caprichos de Bagdá, que é o caso agora. Igualmente importante, quando os árabes nom aceitarom realizar um referendo no Curdistam no praço de doze meses, os delegados curdos deveriam-se ter erguido e voltar para casa. O povo curdo nom se pode permitir fazer mais nengum erro. É tempo que negociem com a mesma confiança e determinaçom que exibem no campo de batalha.

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