“O PKK nunca permitirá a institucionalizaçom do fascismo de Erdogan-MHP na Turquia”

cemil-bayikEntrevista a Cemil Bayik, co-presidente do Conselho Executivo da Uniom de Comunidades do Curdistam (KCK)

O co-presidente do Conselho Executivo da Uniom de Comunidades do Curdistam (KCK), a organizaçom gardachuva do movimento curdo, Cemil Bayik, falou à ANF sobre os acontecimentos na Turquia, a aliança entre o AKP e o MHP, bem como umha possível operaçom transfronteiriça contra o PKK.

Bayik dixo que umha onda de fascismo estava varrendo a Turquia e que a prisom de parlamentares do Partido Democrático do Povo (HDP) era a última prova disso.

Eles estam fundindo nacionalismo e religiom

“Erdogan e Devlet Bahceli [líder ultra-nacionalista do MHP] uniram-se na Turquia e estam tentando institucionalizar o fascismo. Para fazer isso estam tentando remover todos os obstáculos no seu caminho.

“Se eles estam aprisionando deputados do HPD, bloqueando sedes do HDP para impedi-lo operar, aprisionando membros do HDP, apreendendo municípios no Curdistam através da nomeaçom de administradores, destruindo cidades, deslocando centos de milheiros de pessoas, abusando dos curdos, democratas e intelectuais, torturando presos, executando prisioneiros de Guerra, amarrando-os à parte de trás dos veículos e arrastando os seus cadáveres, expondo os corpos nus das mulheres mortas, permitindo que os animais “dizimem os cadáveres das pessoas que matarom; é porque querem institucionalizar o fascismo.

“Para conseguir isso, precisam silenciar os meios de comunicaçom, intelectuais e artistas. É por isso que eles fecharom as mídias da oposiçom e prenderom jornalistas. Eles querem impor a sua propaganda e fazer as pessoas acreditarem nela. Estam fundindo nacionalismo e religiom para formar as bases sociais para o fascismo. Todo o  mundo precisa estar ciente disso.”

Eles querem tomar a todos como reféns

Bayik continuou a afirmar que o governo e os seus aliados estavam realmente fracos e recorrendo a essas políticas por causa disso.

“Estam praticando umha guerra psicológica muito intensa. Eles estam muito fracos; é por isso que estam fechando associaçons, mídias e partidos e tentando silenciar a todos. Se fossem fortes, eles nom fariam isso.”

A luita intra-curda está a ser provocada

Bayik também observou que o governo e o MHP estavam tentando avançar os sistemas de guarda de aldeia e vigia na regiom curda da Turquia para fortalecer o que el chamou de “traiçom”.

“Eles querem organizar umha força traiçoeira que esteja em colaboraçom com eles e levá-los a atacar curdos. Desta forma, querem transformar a questom curda em umha questom intra-curda, em vez de um problema entre os curdos e o Estado.”

Umha luita alternativa precisa ser desenvolvida

O co-presidente do KCK dixo que o regime na Turquia entraria em colapso se os setores progressistas da sociedade se juntassem.

“Os jovens e as mulheres em particular tenhem um papel importante; intelectuais, artistas, escritores, acadêmicos, jornalistas e trabalhadores também. Alauitas, diferentes grupos nacionais e culturais e democratas sunitas também. Todos os que estam preocupados com este regime precisam de unir-se e formar umha aliança. Se o figeram, esse regime entraria em colapso. Este regime nom tem apoio internacional; o seu apoio interno é fraco. Eles estam tentando retratar-se como tendo um monte de apoio, mas isso nom é verdade.

“Eles tenhem medo de perder o poder, sendo aprisionados e julgados; É por isso que estam recorrendo a essas açons. Erdogan quer transformar o AKP no partido fundador do novo regime e el próprio no seu chefe. Isso significará repressom, prisom, tortura e afrontas para todos os povos e religions. É por isso que todos os círculos que estam contra a institucionalizaçom do fascismo fundado sobre a unificaçom do nacionalismo e a religiom precisam formar umha luita alternativa.

O estado de emergência nom tem legitimidade

Bayik também comentou sobre o estado de emergência na Turquia e dixo que estava sendo armado contra as pessoas.

“O governo usou a tentativa de golpe de Estado do 15 de julho como umha oportunidade para declarar o estado de emergência. Eles figeram isso para adicionar legitimidade às políticas que iriam implementar. Erdogan tem o estado de emergência militar. Está tentando enganar as forças internas e internas dessa maneira. O estado de emergência nom tem qualquer legitimidade.”

Os curdos nom vom cumprimentar o exército turco com flores

Bayık também mencionou declaraçons recentes das autoridades turcas que sugerem umha operaçom em áreas controladas polo PKK na regiom do Curdistam (KRG), ressaltando que Erdoğan nom seria capaz de derrotar o PKK apesar do provável apoio que receberia.

“Erdogan di que vai erradicar o PKK. Com isso, el está tentando fortalecer o nacionalismo, o chauvinismo e o fascismo na Turquia. El quere o genocídio dos curdos. Quere eliminar os círculos seculares, socialistas e democratas para construir um regime baseado no nacionalismo e na religiom. É por isso que Erdogan está a tentar demonizar o PKK e os curdos aos olhos da sociedade turca e da comunidade internacional.

“É claro que el quere erradicar o PKK, que sabe é a única maneira de perpetrar um genocídio curdo e institucionalizar o seu próprio regime fascista. Considera o PKK um grande obstáculo para este objetivo e ataca o PKK e qualquer pessoa relacionada a el com grande raiva. No entanto, Erdogan só trará a sua própria queda dessa maneira, assim como Hitler fixo.

“El nunca poderá erradicar o PKK. El nom é forte o suficiente para fazer isso, mesmo se usa todos os meios do estado e recebe o apoio de algumhas forças internacionais e regionais, e até de alguns curdos. O PKK é um movimento apoiado e formado por milhons de pessoas. Nom está composto apenas por um pequeno quadro, nem por um pequeno movimento de guerrilha. O PKK tem um lugar nos coraçons e mentes do povo curdo, democratas, patriotas e socialistas. O PKK é a esperança dos oprimidos, de todos os oprimidos fora da Turquia também. Se Erdoğan quer erradicar o PKK, terá de massacrar todos os curdos, todos os oprimidos, todos os intelectuais, democratas, escritores e artistas que simpatizam com el.

“Eles [as autoridades turcas] falarom recentemente em conduzir umha operaçom em Qandil (base do PKK). Deixe-os vir, se podem. O povo curdo nom vai cumprimentá-los com flores. A Turquia provavelmente experimentará a maior derrota da sua história.”

O PKK jamais permitirá que o fascismo se torne institucionalizado na Turquia

O co-presidente do Conselho Executivo do KCK, Cemil Bayik, encerrou a entrevista dizendo que nom poderia haver democracia, liberdade ou justiça ou um futuro seguro na Turquia a menos que o AKP e o MHP fossem eliminados.

“Se as pessoas querem garantir o seu futuro, devem luitar contra o fascismo de Erdogan-Bahceli. O PKK jamais permitirá que o fascismo se torne institucionalizado na Turquia. O PKK nom luita apenas para si e para os curdos, mas sim para a humanidade, a democracia e a justiça. Esta é umha luita por todos e haverá umha vitória definitiva se for apoiada por todos.”

Publicada em ANF – Ajansa Nûçeyan a Firatê e KurdishQuestion.

 

“A Paz e umha soluçom da Questom Curda só é possível através da luita”

a-paz-e-a-solucom-da-questom-curdaReproducimos o artigo publicado nos jornais curdos Azadiya Welat e Yeni Özgür Politika, e  traduzido ao inglês por ANF English do co-presidente do Conselho Executivo da Uniom de Comunidades do Curdistam (KCK), Cemil Bayık sobre a posiçom da KCK (organizaçom garda-chuva que inclue ao PKK) da última mensagem do lider do PKK, Abdullah Öcalan e a apreensom de municípios curdos.

Cemil Bayik escribiu:

“Nom lembro de outro líder fascista na história do mundo que admita abertamente a sua crueldade como o Presidente da Turquia Erdoğan. Erdoğan agora di que vai eliminar o povo curdo, sem necessidade de oculta-lo. Alguns dos adeptos curdos de Erdogan tentam encobrir a sua mentalidade fascista, mas Erdoğan rasga através dessas tampas. El di que vai eliminar os curdos. Di que nom pode haver naçom, vontade política, nem nengumha administraçom na regiom [curda] com exceçom da turca. A repetiçom constante de que existe so umha naçom, umha bandeira, um estado e um pvo todos os dias, Erdoğan desnuda a sua mentalidade monolítica e rejeita os curdos, a sua vontade política e o seu país; o Curdistam. Todos as autoridades turcas estam a dizer agora que eles vam continuar a guerra até que eliminar a todos os guerrilheiro curdos.

Ninguém deve esperar umha soluçom para a questom curda do governo do Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP). Aqueles que esperam quaisquer passo do AKP seguem esse discurso e essas práticas seram enganandos. Quando o AKP e os seus aliados fascistas [MHP, CHP, Ergenekon], dim que vam destruir e exterminar os curdos, nom se pode cair presa ao descuido ou baixar a guarda. A democratizaçom da Turquia e umha soluçom para a questom curda nom é possível sem dificuldades. A resposta [negativa] do governo aos esforços de Öcalan para a paz estám aí para todos as  verem. Atualmente, a vontade do povo curdo está sob um ataque mais direto. Eles querem completar o genocídio quebrando essa vontade. Nom há dúvida sobre isso. Esta é a decisom, abordagem objetiva, e a prática da política colonialista genocida [do Estado turco].

O que é importante, porém, é a posiçom do povo curdo e as forças democráticas contra esta política. Umha cousa deve ser considerada: A questom curda só pode ser resolvida através de umha luita pola democracia e a administraçom democrática. A mentalidade dominante na Turquia nega os curdos e quer eliminá-los; esta é a política do estado e do governo, portanto, é impossível resolver a questom curda com os partidos políticos e governos atuais. O problema nom é que as reivindicaçons políticas [dos curdos] sejam muito grandes ou pequenas; o problema é a política em curso do Estado turco de negaçom e genocídio. Assim, somente através do estabelecimento de umha administraçom democrática na Turquia, através de umha luita pola democracia e a liberdade, pode a questom curda ser resolvida. Caso contrário, com a mentalidade anti-democrâtica e de governo, esse problema nom pode ser resolvido. Umha abordagem racional nom se pode esperar com esses governos. Neste sentido, é apenas possível aumentar a luita contra eles. Nada se pode fazer pola democracia, a liberdade e a paz antes de compreender este feito e agir em conformidade. Qualquer pessoa com qualquer expectativa fora deste quadro estará enganando a si mesmo e ao povo. E isso permitirá ao colonialismo genocida a implementarem das suas políticas, sem qualquer resistência.

Durante a mais recente visita a Imrali [o 11 de setembro do 2016], Öcalan dixo novamente que, se o estado quisesse, a questom curda poderia ser resolvida em seis meses. Isto é um feito. Öcalan procura resolver a questom curda sem problematizar fronteiras estatais e manifestar essa autonomia democrática no âmbito da democratizaçom da Turquia. Isso é a atribuçom da democracia. Mas a mentalidade na Turquia nom aceita a libertaçom, existência, língua ou cultura dos curdos e, portanto, nom permite a autonomia democrática; e utiliza todas as armas de guerra ao extremo para quebrar a vontade do povo pola liberdade e a democracia.

Há duas maneiras de soluçom para a questom curda e ambas estam interligadas. Umha  é democratizar Turquia em umha luita conjunta com as forças democráticas do país e a outra é que o povo curdo crie a sua própria soluçom democrática e a defenda. Se esta dupla luita é realizado, em seguida, a Turquia irá democratizar e a questom curda será resolvida. Nom podemos esperar na expectativa de que quem está no poder dea os passos.

Sem dúvida, todos querem umha soluçom sem dificuldades, sem conflito e guerra. O Movimento de Libertaçom Curdo tentou esse caminho com paciência, mas nom foi possível. Nós mostramos as abordagens mais razoáveis, mas nom funcionou. Nas condiçons actuais, quem pensa que a liberdade e da paz pode ser alcançada sem resistência, está enganando a si mesmos e colocando o seu pescoço para fora sob a lâmina do colonialismo genocida. A paz e a umha vida livre e democrática nom pode ser conquistada sem resistência.

A paz e umha soluçom só som possíveis através da luita. Tayyip Erdoğan dixo que a opressom e ataques até agora forom so o começo; eles nom estám parando, estám em marcha e vam fazer mais. Assim, todo aquel que fale de outra cousa senom a luita, está a servir os objectivos do colonialismo genocida. Neste sentido, qualquer discurso de paz que nom exija do desenvolvimento da luita ou nom se está esforçando ativamente para desenvolver a luita nom deve ser atendido. Neste sentido, o único pensamento na mente de quem quer a paz e umha soluçom deve ser luita, luita, luita.”

 

 

“Nós nom seremos levados ao matadouro.” Entrevista com Cemil Bayik co-lider do KCK

Nós não serão Conduzido até ao matadouro Artigopor Wieland Schneider, Qandil

O líder curdo Cemil Bayık compara a Erdoğan com Assad, critica a ajuda militar da OTAN para a Turquia, e demanda que a UE exerza pressom para parar a guerra.

As ruas acabam entre os campos em curvas estreitas. Em seguida, a visom abre-se a umha cadeia de montanhas cobertas de neve. Penhascos marrons escuros sobre nós. Em um deles está pendurado umha grande imagem do líder curdo Abdullah Öcalan. Aqui nas montanhas Qandil do norte do Iraque, perto da fronteira iraniana, entramos no território da organizaçom guerrilheira PKK.

Desde 1999 o líder ideológico do PKK está em umha prisom turca. Em 2013 Öcalan, desde a sua cela na prisom, pediu um cessar-fogo. Seguido de um processo de paz, que pretendia acabar com a guerra de décadas entre o Estado turco e a organizaçom clandestina curda PKK. Agora esse processo encontra-se em um caos tremendo com o o governo turco tentando destruir o PKK com umha ofensiva militar. Avions de combate turcos conduzem repetidamente ataques aéreos contra os refúgios do PKK nas montanhas de Qandil.

“Cerca de duas vezes por semana eles venhem e lançam bombas. Pode durar até seis horas “, di um jovem luitador do PKK. Um Kalashnikov e um mais velho rifle de assalto americano M-16 encostar num canto da pequena casa. Nas paredes cinzentas penduram cartazes com fotos de combatentes do PKK martirizados. Os homens bebem chá para se aquecer antes de retornar os seus postos no exterior do recinto. Este edifício é a primeira estaçom em um caminho para a área dos combatentes clandestinos curdos. Em um lugar secreto, a nossa entrevista com Cemil Bayık, o chefe do PKK- realizara-se.

Depois de umha hora de espera, o porta-voz de imprensa internacional do PKK aparece. Os nossos telefones celulares, mochilas e laptops devem ser entregues. Empilhando em um veículo todo-o-terreno, somos levados para as montanhas. Dirigimos-nos ao longo de pistas cujos profundos sulcos som preenchidos com a água marrom das choivas de inverno. Umha vez que sair, imos esperar mais umha hora em outro abrigo do PKK. Caminhamos a pé por montanhas cobertas de florestas e através dos pequenos vales que se encontram entre elas. Finalmente chegamos ao ponto onde o líder do PKK, Cemil Bayık nos espera com os seus guarda-costas.

* * *

Die Presse: Desde o Verao, forom atacados pola força aérea turca. Como conseguem sobreviver aqui nas montanhas?

CB: Nós resistimos a esses ataques porque o nosso movimento tem umha vontade forte. A Turquia nom pode quebrá-lo. A Turquia nunca vai obrigar-nos a nos submeter. Queremos viver em liberdade e de acordo com os nossos próprios valores, ou nom imos viver. Podemos pagar um preço elevado e sofrer perdas, mas o nosso movimento vai-se tornar mais forte. A Turquia é um país da OTAN e quer aderir-se à UE. Os EUA, a UE e os Estados membros da OTAN dim que cumprem certos valores. Turquia, com sua açom militar contra os curdos, está violando todos esses valores. No entanto, os EUA e a UE permanecem em absoluto silêncio e nom condenam os ataques turcos.

O que exatamente querem dos membros da Uniom Europeia, como a Áustria e a Alemanha que fagam?

Eles tenhem que intervir e avisar o governo de Ancara contra a continuaçom das violaçons dos valores europeus. Os membros da OTAN nom devem dar nengum apoio militar mais a Turquia. Áustria e Alemanha devem exercer pressom sobre o Estado turco para umha soluçom pacífica para a questom curda. A Turquia isolou o nosso líder, Abdullah Öcalan, na prisom desde abril de 2015. Desde entom, nom recebemos nengumha informaçom sobre el.

Como maciços som os ataques?

Turquia está atacando cidades no Norte do Curdistam [sudeste da Turquia] com tanques, artilharia e helicópteros. O exército turco está destruindo casas e matando qualquer pessoa que nom observe o toque de recolher. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, umha vez condenou o presidente sírio, Bashar al-Assad, por ter feito isso, por infligir terror de Estado na sua própria povoaçom. Mas agora Erdoğan está usando os mesmos métodos que Assad.

Realmente quer comparar a Erdoğan com Assad?

Sim. A Áustria e a Alemanha devem enviar delegaçons para as cidades sitiadas, como Silopi e Cizre. Dessa forma, eles vam testemunhar em primeira mao os crimes que forom cometidos lá contra os curdos. Se a UE nom intervém, esso significa que considera a devastadora situaçom nas cidades curdas como normal. A UE condenou as políticas de Assad. Por que nom fazer o mesmo com a Turquia?

Mas a Turquia é um parceiro mais importante para a UE, especialmente agora, para evitar umha emigraçom de mais refugiados sírios para a Europa. A chanceler alemá, Angela Merkel visitou o Presidente Erdoğan antes das eleiçons na Turquia. A UE precisa da Turquia.

Nós nom queremos que os membros da Uniom Europeia ou da OTAN cortem os seus laços com a Turquia. E esperamos que os países da UE cuidem dos seus próprios interesses vis-a-vis com Ankara. Mas eles nom podem promover os seus interesses à custa dos curdos.

Como pode a OTAN acabar com a sua colaboraçom militar com a Turquia? A Turquia é também um importante aliado na guerra contra o ISIS. Jatos turcos decolam de bases aéreas militares turcas e lançam bombas aqui em Qandil. Nom só isso, avions de combate norte-americanas decolam de Incirlik, como fazem os Tornados alemaes, para as suas missons contra o ISIS na Síria.

Os Estados Unidos, a UE, e a OTAN todos dim que estam luitando contra o ISIS. Eles também aceitarom a Turquia nesta aliança e usam Incirlik. Mas há aqui umha contradiçom: a Turquia é um importante apoio do ISIS, e os que luitam mais efetivamente o ISIS som os curdos.

Foi inteligente que a juventude do PKK iniciara umha rebeliom nas cidades do sudeste da Turquia? Agora todos os moradores civis estam sofrendo lá sob condiçons onerosas.

As açons do PKK nas cidades nom justificam que os militares turcos matem civis. Que o PKK apoia os rebeldes nas cidades nom dá ao Estado turco o direito de cometer os crimes que se cometem. Se se cometeu um erro, esso nom dá direito a Ankara para cometer outro erro. Os jovens nas cidades nom começarom a guerra. Eles defenderom o povo lá contra as massacres do exército. Öcalan e o PKK tenhem tentado resolver a questom curda por meio de negociaçons. Ao mesmo tempo apoiamos grupos democráticos que participam das eleiçons para entrar no parlamento e ser capazes de resolver a questom curda lá.

As eleiçons saiurom-lhe pola culatra a Erdoğan.

As eleiçons do 7 de junho foi um ponto de viragem. É privou a Erdoğan, com as suas idéias anti democráticas, da sua república presidencial. E do outro lado o HDP e outros grupos democráticos trabalharom para construir umha república democrática. O resultado das eleiçons foi que o AKP de Erdogan perdeu a maioria absoluta. El nom aceitou esse resultado e, basicamente, decidiu, dar um golpe de Estado.

Mas simpatizantes do PKK matarom dous policiais turcos em vingança polo ataque do ISIS em Suruç. E Ancara acusa o PKK e os seus seguidores da criaçom de umha administraçom paralela nas áreas curdas.

Quando vimos que Erdoğan estava a criar dificuldades à democracia em Ancara, tentamos construir estruturas democráticas ao nível local. Nom é sobre a separaçom da Turquia-é umha luita contra as idéias neo-otomana de Erdogan. O Estado turco usou a auto-gestom democrática e os políciais assassinados como umha desculpa para atacar os curdos. O planeamento militar para isso vinha acontecendo desde setembro do 2014.

Rússia tem-lhes oferecido ajuda?

Rússia compreende que os curdos som umha das forças mais importantes na regiom. Se a Rússia tivera a ajuda dos curdos, poderia aplicar as suas próprias políticas na Síria de forma mais eficaz e, ao mesmo tempo exercer pressom sobre a Turquia. O caos prevalece no Oriente Médio agora, e todo poder regional ou internacional está tentando promover os seus próprios interesses. Há, por exemplo, umha frente xiita e umha frente sunita. Rússia apoia a frente xiita, e os EUA a sunita. Os curdos nom apoiam nengum frente – nós temos o nosso próprio terceiro caminho. Mas nós queremos manter laços com integrantes individuais dessas frentes.

Se a Rússia oferecesse armas o PKK, a fim de enfraquecer Erdoğan, iriam aceitá-los?

Nós aceitaremos qualquer companheiro que aceite a soluçom democrática para a questom curda.

Se a situaçom no leste da Turquia agrava-se ainda mais, o PKK vai enviar as suas forças de guerrilha às cidades?

A Turquia já intensificou a guerra. Ninguém nesta situaçom pode negar-nos o nosso direito de autodefesa. Mesmo quando um animal é levado ao matadouro, el luita pola sua vida até o último momento. As unidades da guerrilha tenhem o direito de ir as cidades. Se as pessoas estám sendo assassinadas diante dos seus olhos, eles nom podem ficar de braços cruzados e observar.

O que deve ser feito para reiniciar o processo de paz?

Turquia deve terminar a sua política de guerra. O exército turco deve cessar os seus crimes nas cidades e regressar à mesa de negociaçons.

O presidente do Governo Regional do Curdistam, Massoud Barzani, exigiu que o PKK se retire das áreas jáziges em Sinjar, no norte do Iraque. Mas o PKK quere ficar. Nom existe o perigo de que esta situaçom poderia levar a umha luita entre o PKK e os Peshmerga da KRG?

Turquia quer provocar um conflito entre os curdos, mas nós nom imos deixar que aconteça. Já faz tempo que um congresso de unidade nacional, em que todos os partidos curdos participem.

Mas Barzani deixou claro que Sinjar deve continuar a ser parte do KRG.

Shengal [nome curdo para Sinjar] é a pátria dos jazidis, que som os curdos ancestrais. A questom de Shengal é, portanto, umha questom de todos os curdos- nom é umha questom apenas de Barzani, o KDP ou o PKK. Quando o ISIS atacou os Jazidis em Shengal, eles foram deixados indefesos. Nem os Peshmerga da KRG nem o exército iraquiano tomou a sua defesa. Foi o PKK quem enviou as suas forças guerrilheiras a Shengal para resgatar essas pessoas. Sem o PKK, todos os Jazidis teriam perecido. Sem o PKK também, os Peshmerga nom estariam em umha posiçom para depois poder voltar para Shengal.

Como apoiam os Jazidis agora?

Shengal ainda nom está inteiramente libertado. Ainda existem aldeias controladas polo ISIS. E o ISIS ainda está por perto, em Tal Afar e Mosul. Queremos ajudar os Jazidis lá para construir a sua própria administraçom e as suas próprias forças de defesa. Até que isso seja implantado, as nossas forças guerrilheiras permanecerám no lugar.

Qual lhe parece que deveria ser o futuro político da regiom?

Oficialmente, o governo central iraquiano ainda é responsável por Shengal. De facto, no entanto, a área está administrada pola KRG no norte do Iraque. O status de Shingle é, portanto, claro. Em nossa opiniom, seria bom se Shengal continua a fazer parte do Curdistam. Mas isso vai significar que adoptem um tipo de auto-administraçom. As pessoas de lá tenhem que decidir sobre o futuro estatuto de Shengal. Nengum partido curdo pode determinar um modelo para os Yazidis.

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Cemil Bayık. Sob o nome de guerra de Cuma, co-lidera, com Bese Hozat, a KCK (Coordinadora de comunidades do Curdistam), a principal organizaçom global do PKK e os seus partidos irmaos na Síria e no Iram. As forças militares da guerrilha do PKK estam subordinadas ao KCK. Bayık é a cabeça do movimento e é o número dois, após o líder ideológico preso Abdullah Öcalan.

Bayık tem sido um membro do PKK desde a sua fundaçom, em 1978, por isso é um dos seguidores mais longos de Öcalan. O PKK originalmente marxista luitou na Turquia por um Estado curdo. Agora procuram um tipo de autonomia a nível local.

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Este artigo foi publicado em alemao em Die Presse, 16 de janeiro de 2016 e traduzido por Janet Biehl e publicado em Kurdishquestion.

 

O Plano de Erdogan era contra o PKK e o HDP, mas a armadilha falhou

cemil-bayik-kckpor Deniz Yücel

Esta entrevista com Cemil Bayik, co-presidente da Uniom Comunidades do Curdistam (KCK), foi realizada para o alemao Die Welt e publicada o 23 de agosto. Foi republicada no diário turco BirGun e traduzido do turco para o Inglês para ser publicado em Kurdish Question.

– Turquia começou as operaçons contra o PKK e o ISIS há um mês. O ISIS ficou mais fraco desde entom?

Cemil Bayik (CB): O ISIS sofreu pesados golpes. Umha das razons por trás dos ataques da Turquia contra o PKK é defender o ISIS. A Turquia nom está luitando contra o ISIS.

– Nom esta a luitar contra o ISIS?

C.B.: Definitivamente nom. Erdogan pretende ser soberano no Oriente Médio, el quer ser o califa. O ISIS é umha parte da frente sunita contra os curdos, contra Assad. E o ISIS nom é so um instrumento de Erdogan, eles tenhem umha proximidade ideológica. A única cousa é que houvo muita pressom sobre a Turquia e tinham que fazer algumha cousa para salvar a sua reputaçom.

– Mas o ISIS acaba de lançar um vídeo ameaçando a Turquia.

C.B.: Nesse vídeo, o ISIS está dizendo que a Turquia está cercada polo PKK e os “cruzados”. O AKP di quase exatamente as mesmas cousas. O ISIS está protegendo a Erdogan e advertindo a Turquia dos mesmos inimigos.

– O PKK sofreu alguns golpes?

C.B.: Nom. Nós tomamos as precauçons necessárias. No entanto, a guerra afeta-nos e à nossa luita contra o ISIS.

– Quem terminou o cesse-fogo?

C.B.: Erdogan. Esta guerra nom começou com o assassinato de dous policias em Ceylanpinar. Depois do 05 de abril eles cortarom todas as reunions com o nosso líder Ocalan. Erdogan negou e rejeitou todas as medidas que foram tomadas anteriormente: El dixo: “Nom há negociaçom, nom há lados e nengumha questom curda”. Entom el pensou que poderia ganhar as eleiçons, aumentando as tensons. Pensou que os guerrilheiros vingariam-se polo atentado no comício eleitoral do HDP em Amed. El ia usar isso como umha desculpa para cancelar as eleiçons. Mas nós nunca caimos nesse truque. Nas eleiçons o HDP arruinou os sonhos de Erdogan de se tornar presidente e ainda conseguiu garantir que o AKP nom poderia formar governo por si so. Eles agora estam continuando os seus ataques como vingança por isso.

– O PKK matou os policias em Ceylanpinar?

C.B.: Nom. Um grupo que se autodenomina “Apocu” (Apoistas) fixo-o.

– Mas nom condearom os assassinatos.

C.B.: Condenar os assassinatos entre todas aqueles ataques poderia ter tido resultados ruins para nós.

– Mas agora entrarom em umha guerra.

C.B .: Nós ainda nom entramos em umha guerra. Nós só estamos usando o nosso direito de represália.

– Houvo cenas de guerra em algumhas cidades curdas como Silvan.

C.B.: Os civis e os jovens estam tentando de proteger-se dos ataques do estado. O estado está atacá-los com os meios à sua disposiçom. É por isso que advertimos o estado: Se atacam as pessoas como estam fazendo, vamos pedir a guerrilha de entrar nas cidades para defender o povo.

– Isso significa que vam entrar em guerra?

C.B.: Se a Turquia insiste nestas políticas, entom os guerrilheiros poderiam entrar em guerra. Mas isso nom é o que nós desejamos. Porque estamos conscientes de que o principal objetivo por trás desses ataques som anular o projecto do HDP.

– Que quere dizer?

C.B.: Todas as identidades na Turquia estavam prestes a ser aniquiladas com as políticas de negaçom da Turquia. Somente os curdos ficarom. Mas os curdos resistirom e revitalizarom as outras identidades junto com eles mesmos. Finalmente, todas estas identidades forom capazes de representar-se a si mesmas no parlamento. Agora, Erdogan está a comportar-se como se nom existissem as eleiçons e está tentando demonizar o HDP para que nom passe a barreira eleitoral.

– O ganho em importância do HDP significa que o PKK perde significado?

C.B.: Se nós temeramos a ascensom do HDP nom teríamos mostrado qualquer esforço no sentido de assegurar que as eleiçons tiverem lugar. O HDP surgiu como resultado da luita do PKK. O nosso líder Ocalan levou os democratas, esquerdistas e curdos ao Parlamento, a fim de resolver os problemas do país. Esta é a missom da HDP. É por isso que nom pode haver soluçom sem o HDP.

– Existe umha relaçom hierárquica entre o PKK e a HDP?

C.B.: Nom há. O movimento curdo está constituído por três unidades fundamentais: o nosso líder Ocalan, o PKK e a HDP. Cada um tem um papel diferente.

– Quando di “o nosso direito de represália” nom está prejudicando à HDP?

C.B.: Nom. Foi o plano de Tayyip Erdogan: “Eu podo atacar eo PKK nom pode fazer nada contra isso. Se isso acontece, vou usar isso contra os curdos. “Em outras palavras, o plano era tanto contra o HDP e o PKK, que ganharam reconhecimento internacional polo seu sucesso contra o ISIS. Eles pensam que nós puxaramos dentro de umha armadilha. Eles estam enganados.

– Este é um plano bem sucedido.

C.B.: Nom. Porque todo mundo entendeu por que Erdogan começou a atacar o PKK. Mas el involuntariamente deu início a um novo processo. O desprezo do parlamento por Erdogan tem empurrado o povo estabeleçam as suas próprias democracias locais.

– O co-presidente do HDP Selahattin Demirtas instou a ambas as partes a levar os seus dedos fora dos gatilhos.

C.B.: Nós acreditamos que todas as chamadas som valiosas. Porque estamos bem do feito de que nem nós, nem a Turquia podem resolver os problemas através da guerra. Até agora, temos declarado oito cesse-fogo unilateral, durante a última até começamos a retirar os nossos guerrilheiros. No entanto, primeiro o estado atrasou todo, em seguida, negou todos os passos que tinham sido tomados como parte do processo de soluçom.

– Que precisa acontecer para que declaredes um cesse-fogo?

C.B.: A partir de agora nom haverá mais cesse-fogo unilateral. O Estado também deve declarar um cesse-fogo oficial. Deve formar-se umha comissom para monitorar o cesse-fogo em ambos os lados. Depois disso, as negociaçons devem ser realizadas em umha atmosfera livre e igual, o nosso líder Ocalan precisa ser aceito como o principal negociador. É preciso haver um terceiro envolvido, também. Todas as operaçons devem cessar e todas as pessoas detidas em operaçons recentes ser liberadas. Caso contrário, como podemos ter a certeza de que a Turquia nom só vai negar tudo como fazia antes?

– Quem pode ser esse terceiro? Os Estados Unidos?

C.B.: Propusemos isso em inúmeras ocasions.

– Realmente acredita nisso?

C.B.: Por que nom? Os EUA forom intermediários na Irlanda do Norte.

– Tenhem relaçons com os EUA?

C.B.: Sim.

– O governo americano rejeitou essa possibilidade.

C.B.: O EUA está tentando persuadir o Governo turco a tomar parte na guerra contra o ISIS e é por isso que eles estam usando linguagem diplomático, a fim de acomodar as sensibilidades da Turquia.

– Os EUA aprovam as operaçons contra o PKK?

C.B.: Eles nom estam aceitando isso abertamente, mas acho que se eles nom tivessem dado luz verde, em seguida, a Turquia nom poderia ter realizado umha operaçom tam abrangente. Por outro lado, o EUA sabem que a força mais eficaz contra o ISIS é o movimento de libertaçom do Curdistam. A coalizom internacional precisa tanto de nós: a Turquia e o PKK. Este é o ponto onde a contradiçom é que vem.

– Como pode ser alcançada umha soluçom permanente?

C.B.: Antes de todo, a Turquia tem de aceitar que há umha questom curda. Erdogan sempre falou “dos problemas dos meus cidadaos curdos”, mas nunca reconheceu que esta é umha questom de liberdade de um povo.

– Mas hoje há canais de TV estatais que estam transmitindo em curdo, o curdo é falado em conselhos locais …

C.B.: Nós temos luitado por quase 40 anos. Claro, o Estado turco tivo que tomar algumhas medidas. No entanto, todos estes eram pequenos passos para evitar passos maiores. Em outras palavras, a questom curda tem de ser constitucionalmente reconhecida. A cultura curda deve ser permitida a florescer, o curdo deve ser aceite como língua na educaçom e os curdos devem ser autorizados a administrar-se por meio do governo local. Nós nom queremos so esto para os curdos, queremos este modelo para toda a Turquia.

– Se todo isso acontece, vam-se desarmar?

C.B.: Chamar o fim da luita armada e o desarmamento som cousas diferentes. Sem umha soluçom para a questom curda e a erradicaçom da ameaça ISIS, ninguém deve esperar que nos desarmemos. Nós nom estamos so luitando para o povo curdo. Luitamos contra o ISIS, e luitamos pola humanidade.

– Levantarom-se para estabelecer um Curdistam independente, unido e socialista. Que resta desses objectivos?

C.B.: Naquela época havia um paradigma de socialismo-real que dominou o mundo e o PKK aceitou este paradigma. No entanto, na prática, vimos os defeitos desse paradigma e desenvolvimos um novo paradigma. Por exemplo, vimos que para formar umha sociedade livre, de pessoas livres, o Estado nom é um instrumento adequado, a ditadura do proletariado nom o é definitivamente.

– Qual é o maior sucesso do PKK ate a data?

C.B.: O maior sucesso é a libertaçom das mulheres.

– Por outro lado, o seu maior erro?

C.B.: Todo mundo que luita está obrigado a cometer erros.

– De acordo com o ex-comandante do PKK Selim Curukkaya, mais militantes do PKK morrerom em execuçons internas do que por guerra ou tortura.

C.B.: Nom é verdade. Sim, as execuçons internas acontecerom. No entanto, a maioria dos nossos amigos que foram vítimas dessas execuçons tiverom os seus nomes e status restaurado. E sabes quem conduziu a maior parte destas execuçons? Aqueles que agora estam-nos acusando destes. Mas, na época, eles estavam no PKK. No entanto, assumimos a responsabilidade por eles.

– Também assume a responsabilidade polos vigilantes de aldeia e as suas famílias que forom mortos, assim como professores?

C.B.: Nengumha dessas pessoas que forom responsáveis polas mortes dos guardas de aldeia estam no PKK hoje. No nosso 4º Congresso, em 1990, demos uma extensa auto-crítica para todas essas açons e abertamente desculparamos-nos. Estamos agora a propor umha comissom da verdade, assim como a que existia na África do Sul. Queremos que estes sejam investigados: Que fixo o PKK? Que fixo o Estado? Que figerom os agentes secretos infiltrados no PKK? Mas só nós traemos estas propostas à mesa, nom o Estado.

– Que língua se fala no PKK?

C.B.: Antes costumava ser principalmente o turco. Hoje, o 70% dos estudos estam redigidos em língua curda.

– Os relatórios escritos som frequentes no PKK?

C.B.: Sim. Todo o mundo escreve relatórios: Administradores, luitadores … eu também.

– Som estes relatórios, em seguida, destruídos ou estam guardados em um arquivo?

C.B.: Som a nossa história. Como poderiamos destruí-los?

– É verdade que você mesmo aprendeu curdo de adulto?

C.B.: Sim. Estudei em um colégio interno e eu estava Turkificado. No entanto, após o meu amigo Kemal Pir apresentou-me o nosso líder Ocalan eu aprendim que eu era curdo. Eu sempre sentim-me em débito com Kemal Pir por isso.

– Kemal Pir era turco e morreu em uma greve de fome na prisom em 1982.

C.B.: Esse é o momento em que eu sentim mais dor.

– Quixo chorar?

C.B .: Um pouco. Mas eu nom queria mostrar isso para os nossos amigos.

– Você estivo nas montanhas por 35 anos. Você já esqueceu o seu país?

C.B.: Eu nom deixei o meu país. Mas gostaria de ir à minha aldeia.

– Você tinha 23 quando foi fundado o PKK. Qual é a diferença entre a sua geraçom e os jovens de hoje?

C.B.: Diferentes do nosso tempo, os efeitos das tribos e o feudalismo é quase inexistente no Curdistam. Os jovens de hoje estam mais conscientes do que está acontecendo no mundo, tenhem mais autoconfiança. Eles às vezes enfrontam-se muito com nós. Esta geraçom é mais radical. Muitos deles forom obrigados a fugir das suas aldeias, juntamente com as suas famílias e crescerom na pobreza. É por isso que eles estam cheios de raiva e às vezes canalizam essa raiva na direçom errada.

– Nessa guerra, polo menos 35 mil pessoas perderom as suas vidas, dos quais a maioria eram das suas fileiras. Assumes a responsabilidade por isso?

C.B.: As pessoas morrerom por os nossos erros, assumimos a responsabilidade por estes. Mas, fundamentalmente, o Estado turco é responsável. Se a Turquia nom tivera negado a existência do povo curdo, nengumha mágoa teria ocorrido.

Publicado em Die Welt em alemao, em turco por BirGun e Kurdish Question em inglês.

 

A revoluçom Democratizara Síria

BayikO Co-Presidente do Conselho Executivo da KCK (Uniom de Comunidades do Curdistam) Cemil Bayık falou no programa Rojeva Welat em Sterk TV).

“A Revoluçom da Rojava vai levar à democratizaçom da Síria ‘

Comentando sobre os ataques do ISIS sobre a Síria e Iraque, Bayık ressaltou que a atitude das potências internacionais mudou com a resistência de Kobanê, acrescentando; “Aqueles que permaneceram em silêncio diante dos ataques do ISIS e ainda os apoiaram mudarom a sua abordagem e levou a sua parte com a resistência de Kobanê. Isso aconteceu porque eles perderiam em todo o Oriente Médio, se nom se ficaram na resistência de Kobanê. ”

Bayık comentou que a vitória em Kobanê descobrera umha nova situaçom e reforçou a Revoluçom da Rojava que provou ser capaz de liderar a luita pola democratizaçom na Síria.

“Nós luitaremos contra o ISIS em todos os lugares”

Também falando sobre a operaçom do exército iraquiano para libertar Mosul, Bayık apontou para os equilíbrios de poder na libertaçom de Mosul dos quais -Ele sublinhou- nom forom procurados pola Turquia. El observou que alguns círculos que impulssarom tomar Mosul e dirigir as gangues do ISIS para aqui, em Rojava.

Referindo-se ao ministro turco de Defesa de visita no Iraque, Bayık dixo que isto também estava relacionado com este plano. Chamando a atençom para a importância da libertaçom de Til Hemis e Til Barak para a Rojava e Sinjar, Bayık alertou que o perigo permanece.

Cemil Bayık apontou que eles estavam prontos para luitar contra o ISIS quando solicitaram a fazê-lo, acrescentando; “Podemos luitar contra o ISIS em todos os lugares. Estamos determinados a luitar contra estes inimigos da humanidade e nós podemos participar na operaçom de limpeza em Mosul quando for necessário. Estes inimigos da humanidade nom deve estar presentes em ningum lugar.”

‘A HDP é o único poder para enfrentar à AKP’

Finalmente falando sobre as eleiçons gerais do 7 de junho na Turquia, O Co-Presidente do Conselho Executivo da KCK enfatizou que o governo do Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP) quere fortalecer a sua hegemonia com estas eleiçons.

“O objetivo da AKP é ganhar as eleiçons. Ela quer alterar os principais atos da constituiçom, para preparar um acordo para si e trazer um sistema presidencial. Em caso de sucesso neste, pretende reforçar a sua ditadura e hegemonia. Ela quer silenciar e eliminar à oposiçom. Esta é a sua finalidade “.

Lembrando que as eleiçons gerais irám determinar o destino de todos, Bayık dixo que as condiçons eram favoráveis para os círculos democráticos ganhar um bom resultado. Ele enfatizou que todos os círculos democráticos devem-se unir com o Partido Democrático Popular (HDP) e criar uma luita conjunta, e que esta é a única maneira de mudar o destino da Turquia.

Bayık sublinhou que o HDP era o único poder capaz de combater à AKP.
http://kurdishquestion.com/index.php/kurdistan/kck-co-president-bayik-rojava-revolution-will-democratise-syria.html