Anistia Internacional: Os civis curdos estam sob fogo da “oposiçom” síria em Aleppo

Civis em Sheijh Maqsoud de ARA NewsAnistia Internacional dixo que eles tenhem documentado graves violaçons do direito internacional por parte de grupos armados em Aleppo contra os curdos, que matarom e ferirom mais de 800 civis em bombardeios indiscriminados.

As violaçons forom realizadas principalmente por grupos que fam parte da coalizom Conquista de Aleppo (Fatah Halab).

A coligaçom de Conquista de Aleppo está composta por cerca de 31 grupos armados que coordenam ataques contra as forças do governo sírio, ISIS e os curdos na  governadoria de Aleppo.

“Incluem ataques entre fevereiro e abril de 2016 onde o bombardeio indiscriminado e o uso de bombas improvisadas matarom ou ferirom cerca de 800 civis que vivem em Sheikh Maqsoud, um bairro curdo defendido polas Unidades de Protecçom do Povo [YPG]”, dixo Anistia.

Anistia Internacional saudou a declaraçom de Conquista de Aleppo em maio de 2016 afirmando o compromisso dos grupos armados para respeitem o direito humanitário internacional e anunciando que iriam investigar os ataques, mas nom se sabe que medidas forom tomadas desde entom.

O bairro curdo de Sheikh Maqsoud sofreu, e foi rodeado polo oeste e o norte pola Divisom 16 desde o 2015.

Um trabalhador de um hospital de campanha local deu-lhe a Anistia Internacional, polo menos, os nomes dos 25 civis sequestrados que forom capturados pola Divisom 16 entre 2012 e 2016.

“Moradores de Sheikh Maqsoud tenhem que atravessar os bairros da cidade de Aleppo que estam sob o control da Divisom 16 antes de chegar a Afrin [o cantom curdo no norte da governadoria de Aleppo]. Muitas pessoas forom sequestradas entre 2013 e 2015 para que as pessoas finalmente deixaram de tomar o risco “, dixo o trabalhador de Anistia.

“Abriu-se um novo caminho cara Afrin desde Sheikh Maqsoud depois que o governo sírio recuperou o control de partes do norte da governadoria de Aleppo em 2016”.

Anistia Internacional conseguiu falar com duas mulheres que foram sequestradas pola Divisão 16. Lamia contou-lhe a Amnistia como a sua mae Farida Sleiman foi sequestrada pola Divisom 16 no bairro de Sakan al-Shababi na cidade de Aleppo, e desapareceu desde 21 de agosto de 2013.

Minha mae deixou Sheikh Maqsoud de manhá para assistir a umha consulta odontológica na parte da cidade de Aleppo, que estava sob o control da oposiçom. Ela saiu e nunca mais voltou “, dixo ela.

“Três dias após da liberaçom do meu vizinho, meu irmao foi a Sakan al-Shababi para perguntar sobre a nossa mae. El chamou-me dizendo que el fora capaz de localizar o centro de detençom administrado pola Divisom 16. Foi a última vez que ouvim falar del”.

“Até o momento, nom temos nenguhma novidade sobre o seu destino e estamos com muito medo de aproximarmos à Division 16”, acrescentou.

Hussam, que é curdo, contou como a sua mae, de 60 anos, foi seqüestrada pola Division 16 no início de 2013.

“Minha mae e minha irmá estavam em caminho a Afrin quando elas foram sequestradas em um posto no bairro de al-Ashrafieh”, dixo. “O taxista avisou a minha irmá que estavam se aproximando a um ponto de control controlado pola Divisom 16. O grupo detivo-as assim que descobrirom que eram de Sheikh Maqsoud”, acrescentou.

“Um homem curdo liberado há alguns meses dixo-me que a minha mae e outras duas mulheres curdas estavam trabalhando na cozinha em um dos centros de detençom sob a Divisom 16. Estou feliz de que ela esteja viva, mas estou com medo de ir e perguntar por ela “.

ARA News também conseguiu falar com outros civis curdos que forom capturados polo Exército Livre Sírio (ELS / FSA) no passado.

Ahmed Mahmud (29 anos), curdo de Kobane que foi preso polo famoso comandante da Divisom 16, Khaled Hayani, há alguns anos e ficou mais de dous meses na prisom.

Hayani foi morto no ano passado em combates com o governo sírio.

“Nós fomos presos polo FSA em Aleppo quando queríamos comprar carros”. “Quando nos digerom a onde iamos, eu digem Manbij, nom podíamos dizer Kobane porque seriamos presos, mas porque o meu Billhete de Identidade pom Kobane, fum capturado”, dixo Mahmud a ARA News.

Como resultado, todos os seus carros e dinheiro forom roubados. “Acusaram-nos de duas cousas: ou es um membro do PKK, ou es parte do regime sírio”, dixo.

Por mais de dous meses estivo em umha prisom do FSA onde foi torturado diariamente. Para ser liberado, o FSA pediu milheiros de dólares por el.

“35.000 dólares e meu carro desapareceram. Eles som só ladrons e saqueadores, nom é umha revoluçom, umha revoluçom nom é assim, eles saquearom todas as lojas dos mercados de Aleppo “.

De acordo com Idris Nassan, um ex-funcionário da administraçom Kobane, no começo, muitos curdos apoiarom a revoluçom síria e protestarom contra o regime sírio em 2011. “Nós estávamos torcendo polo FSA e pedimos-lhes de nos proteger”, dixo.

Mas cada vez mais os grupos tornarom influenciados polo islamismo e perderom a sua origem secularista, e os líderes da oposiçom síria figerom comentários racistas contra os curdos, e como resultado as manifestaçons nas áreas curdas pararom.

“Os grupos tiverom um control crescente das idéias religiosas e o chauvinismo e nós desistimos dessa revoluçom. Eu chamo-lhe crise agora, nom revoluçom. As demandas das pessoas eram pola liberdade,  a democracia e o secularismo, e nom por um califado ou o islamismo “.

Outro problema que el xomentou foi o apoio de paísesda  regiom, como Turquia, Arábia Saudita e Qatar a grupos islamistas. “Este é o grande problema, Turquia suporta só aos islamitas, que também estám sendo pagos pola Arábia Saudita e Qatar”, dixo el.

“Em Aleppo e Idleb hoje, os grupos armados tenem mam livre para cometer crimes de guerra e outras violaçons do direito humanitário internacional com impunidade. Surpreendentemente, nós também documentamos a grupos armados usando os mesmos métodos de tortura que rotineiramente som usados polo governo sírio “, dixo Philip Luther, diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.

“Os Estados membros do Grupo Internacional de Apoio a Síria, incluindo os USA, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, envolvidos nas negociaçons sobre a Síria, devem pressionar aos grupos armados para acabar com este tipo de abusos e que estejam em conformidade com as leis da guerra. Eles também devem interromper qualquer a transferência de armamento ou outros apoios a grupos implicados em crimes de guerra e outras violaçons graves “, concluiu Philip Luther.

Artigo de Wladimir van Wilgenburg para ARA News.