Rojava inicia novo curriculum em Curdo, Árabe e Assírio

criancas-escola-artigoO ano escolar 2016-2017 começou na Federaçom do Norte da Síria – Rojava (NSR) e a auto-administraçom introduziu um novo currículo em curdo.

De acordo com a Comissom de Educaçom de Rojava, o velho currículum baathista foi substituído e a educação primária será agora ensinada em três idiomas: curdo, árabe e siríaco-assírio.

A grande maioria das escolas no nordeste da Governadoria de Hasakah da Síria estam controladas pola administraçom da NSR. As exceçons som um punhado de escolas dentro das áreas controladas polo regime e algumhas escolas privadas cristianas em Hesekê e Qamishli.

Nisirin Anez, diretor de escola em Qamishli dixo: “Na verdade, muitos estudantes começarom as aulas na regiom este ano. Muitos deles tiveram que parar de estudar por anos devido à crise em curso, enquanto outros tiveram que ir a escolas privadas. Agora, um grande número desses alunos estam matriculados nas escolas públicas [de Rojava].

Mohamed Salih Abdo, Co-Presidente da Comissom de Educaçom de Rojava, dixo que o currículum do regime foi completamente removido das escolas primárias do Cantom de Cizire. “Três curriculums substituírom o antigo, para incluir o ensino em três idiomas: Curdo, Árabe e Assírio ”

Publicado em Ara News.

 

De Kobanê a Cizre: A resistência curda

De Cizre a Kobane artigopor Duran Kalkan

Os curdos entrarom no 2015 com a histórica resistência de Kobanê contra o fascismo do ISIS ‘(Daesh). A resistência em Kobanê foi umha questom de vida ou morte para os curdos, a sua grande importância afetava à definiçom e determinaçom do destino da Revoluçom de Rojava. Neste sentido, a Revoluçom de Rojava como um todo foi definitiva para a existência e a liberdade dos curdos.

Agora os curdos estam entrando em 2016 na resistência histórica polo auto-governo contra o fascismo do Partido da Justiça e o Desenvolvimento (AKP) no norte do Curdistam (Leste/Suleste de Turquia). Este povo, principalmente em Cizre, Silopi, Nusaybin, Sur e Kerboran, estam resistindo heroicamente nas cidades e vilas do Curdistam do Norte contra o terror da polícia e das forças armadas turcas. Esta resistência é também de importância histórica para os curdos; parece que ela também irá determinar o destino da luita dos curdos pola existência e a liberdade.

O 01 de novembro as eleiçons gerais eram de feito um golpe civil polo AKP, que agora está a instigar umha campanha de genocídio no Curdistam. O governo vê a sua permanência no poder como ligada o sucesso desta campanha. Sitiando vilas e cidades curdas, o AKP está empregando abertamente umha política de massacre e migraçom forçada. A política de queima de aldeias curdas e migraçom forçada implementadas entre 1992-1995 foi atualizada e está sendo repetida em vilas e cidades. Este terror e massacres de estado tenhem como objetivo esmagar a resistência curda e completar o genocídio curdo.

A estratégia do governo do AKP também parece que se tornou evidente. Polo que podemos ver essa estratégia está constituída por três pontos. O primeiro é o bloqueio da resistência no Norte do Curdistam da Turquia, Síria e Iraque. Silenciar e separar a sociedade turca e os seus intelectuais e as forças democráticas da resistência curda, o AKP usou o ISIS. Este foi o objetivo real das massacres do 20 de julho em Suruç e o 10 de Outubro em Ankara, massacre na qual 135 pessoas forom mortas em ataques suicidas. Se hoje a resistência no Curdistam do Norte nom está ecoando em cidades turcas esta é a razom.

Para bloquear a resistência da Síria o AKP organizou novos grupos de jihadista e deu concessons aos EUA para fechar os olhos ao enfraquecimento da coalizom anti-ISIS, visando, assim, de impedir que a Revoluçom de Rojava se espalhe para áreas mais centrais na Síria. A suposta inclusom do AKP na coalizom anti-ISIS foi só por este motivo. Além disso, a derrubada do aviom russo, foi umha provocaçom, também para o conseguir. Com esta provocaçom o objetivo era criar um conflito OTAN-Rússia que enfraqueceria a coalizom anti-ISIS e isolaria os curdos.

Estava claro desde o início que o AKP baseou a sua estratégia no Iraque sobre as relaçons com o Partido Democrata do Curdistam (PDK). Dando algumas concessons ao PDK, o AKP fortaleceu os seus laços com este partido e tentou aumentar as tensons entre o PKK e o PDK, ao mesmo tempo, aumentar a sua influência e atividade em Mosul e na área circundante. Os desenvolvimentos seguintes: 01 de novembro imediatamente depois da visita do ministro turco de Relaçons Exteriores a Hewlêr (Erbil), a visita do presidente da KRG, Massoud Barzani, a Ancara e a implantaçom de soldados na regiom de Başika estavam todas destinadas a bloquear a resistência no Curdistam do Norte.

O segundo ponto na estratégia do AKP é bloquear as cidades um por um. Se olharmos com cuidado, podemos ver que eles nom estam alvejando vilas e cidades no norte do Curdistam juntas, mas separadamente. Dessa forma, eles estam esperando isolar, enfraquecer e esmagar a resistência.

De feito eles som mais de atomizaçom, atacando nom toda a vila ou cidade, mas apenas alguns bairros em qualquer momento; e este é o terceiro ponto na estratégia do AKP. No final, apenas alguns bairros curdos som deixados para enfrentar as forças estatais turcas que usam o toque de recolher semanas duradouras para esmagar e afastar o povo. Se o resultado desejado nom é alcançado em um ataque, em seguida, o toque de recolher e os cercos se repetem. Estam sendo usados todos os meios militares, incluindo tanques, artilheiria e helicópteros. A única cousa que nom está sendo usado nas cidades e vilas som avions de guerra, que estam sendo usados extensivamente nas áreas rurais. Em essência, o governo do AKP está realizando umha guerra em grande escala contra o povo curdo e o Movimento de Libertaçom Curdo.

Para invalidar a estratégia de bloqueio do AKP o povo está praticando umha contra-estratégia que tem como objetivo realizar o autogoverno e a liberdade. A essência dessa estratégia é a de anular a estratégia do AKP, isolar o AKP e elevar a consciência do povo, organiza-lo e mobiliza-lo.

Se nós avaliamos a evoluçom deste quadro podemos ver que os sucessos do AKP em 2015 som: voltar o poder nas ‘eleiçons’ do 01 de novembro, após a derrota nas eleiçons do 7 de junho e chegar a um acordo com os EUA para impedir que a Revoluçom de Rojava se espalhe por todo o Eufrates. (Desde a escrita desta peça, as Forças Democráticas da Síria cruzarom o Eufrates.) Para além disto o AKP nom tem sucessos notáveis em 2015. O Movimento de Libertaçom Curdo invalidou todas as políticas que tentaram implementar como parte da estratégia acima mencionada.

Por exemplo as tentativas de derrubar Kobanê e sufocar e esmagar a Revoluçom de Rojava forom derrotadas. As vitórias das YPG-YPJ significarom que os cantons de Cezire e Kobanê forom unidos. Além disso as tentativas do governo do AKP para isolar e cortar os laços entre as forças da coalizom e do Curdistam de Rojava foram invalidadas. Também a estratégia de bloqueio do Curdistam do Norte da Síria também foi neutralizada.

Nós também podemos ver umha situaçom semelhante em relaçom ao Iraque. A vitória das forças de guerrilha em Shengal (Sinjar) e as políticas do PKK em relaçom ao PDK anularom a estratégia do AKP. A retirada dos soldados turcos de Başika é a prova recente disso. A resistência curda no Sul do Curdistam e o Iraque é mais forte do que o AKP assumiu. Pode-se facilmente afirmar que a unidade estratégica e de solidariedade entre os curdos está a desenvolver-se nos próximos tempos.

Quanto à Turquia, é evidente que as massacres polo ISIS e o crescente terror policial tem afetado ao povo parcialmente. No entanto, nom é possível para esta durar e enraizar em si. Isso ocorre porque as contradiçons na Turquia som muito fortes, como é o desejo do povo de democracia. Por esta razom, umha aliança por umha democracia avançada e revolucionária entre a resistência curda e as forças democráticas da Turquia vai-se desenvolver. É seguro dizer que a estratégia de bloqueio do AKP da Turquia também foi derrotada.

Em última instância o bloqueio do governo do AKP do Curdistam do Norte foi derrotado em todos os quadrantes.

Espalhar a resistência pode invalidar ainda mais os cercos dos bairros, vilas e cidades. O povo curdo e o Movimento de Liberdade Curdo têm a força e a experiência para fazer isso. O AKP tentou provocar medo e pânico no povo usando o ISIS-como táticas de guerra psicológica, mas o povo derrotou estas ao resistir. O que resta é o rescaldo e os efeitos da guerra nas cidades e bairros curdos.

O povo curdo concluiu a resistência Kobanê com a vitória na primavera de 2015 e ganhou um triunfo histórico. O mesmo vai acontecer na primavera de 2016 no Curdistam do Norte, onde a resistência polo auto-governo democrático simbolizado pola resistência de Cizre terminará em vitória para os curdos e garantizara a sua existência e liberdade. Isto irá abrir o caminho para a democratizaçom basicamente da Turquia e do conjunto do Médio Oriente.

Duran Kalkan é membro do Comité Executivo do PKK

Publicado por KurdishQuestion.

 

Demirtaş: Silvan, A resistência é pola Liberdade curda, todos devem abraça-la

Artigo DermitasO co-presidente Partido Democrático dos Povos (HDP) Selahattin Demirtaş falou com Med nuce TV sobre a actual situaçom no distrito de Silvan, Amed (Diyarbakir).
Demirtaş descreveu a resistência de Silvan como “umha luita para determinar o status do povo curdo” e enfatizou que todos devem ver isso como umha realidade.

O co-presidente HDP dixo que a ofensiva em Silvan do Estado turco é a mais forte que levou na regiom curda até o de agora, acrescentando: “A cidade está rodeada por veículos blindados e estam vindo relatos de batidas por helicópteros. Isso nom é umha questom de” umha operaçom policial polo bem da ordem pública ‘. Há umha guerra urbana na que os militares turcos também estám participando, além das forças policiais. O Exército esta agora a juntar-se à operaçom ao lado das forças da polícia depois de um curto tempo de hesitaçom sobre entrar o centro da cidade “.

Demirtaş dixo que o povo de Silvan estam levando umha resistência significativa e corajosa contra os ataques do Estado. El dixo que todos deveriam apoiar esta resistência popular que el descreveu como mais gloriosa do que a ofensiva do estado turco.

Salientando que a situaçom em Silvan nom é um caso local, Demirtaş dixo: “Estamos passando por um processo que irá determinar o destino de centos de anos da questom curda e do Curdistam e o status dos curdos. A resistência em Silvan nom está relacionada com umha questom local, pois é umha posiçom e luita polo futuro livre do povo curdo “.

O co-presidente do HDP observou que o destino do Curdistam sírio também depende do estatus dos curdos na Turquia, acrescentando; “A insistência do povo polaa vida livre e o status deve ser encarado. A insistência do povo curdo por esta causa também é a razom por que o AKP está tornando-se tam cruel.”

De acordo com Demirtaş, é o próprio AKP quem aterroriza as pessoas depois de etiquetar a todo um povo que luita polo seu futuro como terrorista.

Assinalando que o HDP está “pronto para resistir junto com o povo até o final”, Demirtaş sublinhou que o autogoverno é um direito legítimo de base: “O povo curdo nom dará passos para trás. Agora que umha pessoa declara que sera o presidente executivo (Recep Tayyip Erdogan) e anuncia umha mudança de regime, as demandas de milhons de pessoas nom podem ser tratadas como terrorismo. O povo de Silvan esta protegendo e defendendo a sua vontade e o direito do povo curdo ao autogoverno e a autonomia. Esta demanda é parte do nosso programa do partido que está pola resistência do povo curdo “.

O co-presidente do HDP enfatizou a importância de formar um bloco contra a frente de guerra, observando que principalmente o Partido Republicano do Povo (CHP) deve tomar umha posiçom clara em relaçom às exigências fundamentais do povo curdo.

El adiantou que se vam encontrar com os líderes de alguns partidos políticos nos próximos dias para discutir a criaçom de um bloco democratico

Publicado por Kurdish Question.

Nom há um problema curdo na Turquia, apenas um problema com as letras X, W e Q

There is no Kurdish problem in Turkey, just a problem with X, W, Q letters

Umha família curda do distrito de Sason na província de Batman no Curdistam turco no sudeste do país, queria registrar o nome de sua filha recém-nascida como “Helqîs”, mas o secretário recusou-se a permitir o nome porque continha a letra ‘Q ‘, que nom existe em turco. O nome do bebê foi assim registado como ‘Helkız’., relatou a Agência de notícias ANF.

“Pode ter um nome curdo, mas com letras turcas”.

A família Aydın tivo umha menina este mês e desejava nomear à criança como a montanha Helqîs de Sason. No entanto, forom informados que a letra ‘Q’ estava proibida.

A família Aydın tem outros três filhos, cujos nomes são Nefel, Beritan e Siyabend.

O ‘Q’ nom é possível, imo-lo escrever com ‘K’.

Os Funcionários da Direcçom de Povoaçom digerom-lhe à família que, que nom havia nengumha letra ‘Q’ no alfabeto turco o nome Helqîz nom pôdia ser registrado. O pai, Davut Aydın, dixo: “Pensei em dar-lhe esse nome há muito tempo. Tinha fé no pacote de democratizaçom, mas parece que continua a mesma mentalidade de proibiçom. Eles digerom-me que poderia por um nome curdo, mas com letras turcas. Nós pensamos que a proibiçom do curdo fora levantada. Queríamos chamar ao nosso bebê Helqîz, nom Helkız. Mesmo se o seu nome no bilhete de identidade é Helkız vamos continuar a chamá-la Helqîz “.

O alfabeto curdo ainda nom é reconhecido na Turquia, e a utilizaçom das letras curdas X, W, Q que nom existem no alfabeto turco levou à perseguiçom judicial em 2000 e 2003.

Mesmo que as letras de “X, Q, W” estám no alfabeto latino e outras muitas línguas, o uso dessas letras em nomes curdos está proibido na Turquia com umha legislaçom de 1928. Algumhas normas legais realizadas no âmbito do “pacote de Democratizaçom” pola AKP, mas estas letras ainda estam bloqueadas. Os partidos políticos curdos também estam sendo investigados de forma contínua. As famílias, que querem dar nomes curdos para suas crianças, proibe-se-lhes polos serviços de registo de nascimentos.

Turquia, que ainda nega a existência constitucional dos curdos, recusa-se a reconhecer a sua populaçom curda como umha minoria distinta. Os curdos pedem mais direitos culturais para os curdos étnicos que constituem a maior minoria na Turquia, uns 22,5 milhons. Os curdos recramam levantar a proibiçom sobre a educaçom em curdo, abrindo o caminho para um sistema curdo democratico autónomo dentro de Turquia.

There is no Kurdish problem in Turkey, just a problem with X, W, Q letters