Analisando as YPG: Operaçons e estratégias como Defensores de Rojava

analissando-as-ypgpor Wladimir van Wilgenburg

As YPG (Unidades de Protecçom do Povo curdas) é a força mais eficaz no terreno na Síria luitando o ISIS (Estado Islâmico). Seu sucesso contra o ISIS significa que o “califado” está lentamente entrando em colapso. Apesar do enorme papel que as YPG jogam, pouco se sabe sobre a estrutura e as capacidades do grupo que em 2012 capturou a maioria dos territórios curdos no norte da Síria.

As YPG conseguirom ganhar o apoio da coalizom liderada polos EUA contra o ISIS durante a sua defesa da cidade curda de Kobane em 2014-2015. Desde o assédio de Kobane, os curdos sírios ganharom ainda mais simpatia e apoio do Ocidente como um dos poucos grupos dispostos e aptos para derrotar o ISIS.

Ao contrário dos rebeldes árabes sírios, as YPG nom estám dispostas a trabalhar com islâmistos que som apoiados por Estados sunitas da regiom. As YPG seguem a chamada terceira linha: nom apoiar a oposiçom nem o regime sírio, já que ambos rejeitam qualquer forma de direitos dos curdos. Como resultado, chocam tanto com o regime, como também com os rebeldes sírios.

Contexto

Os três a quatro milhons de curdos sírios nom tinha nengumha experiência da insurgência armada na Síria contra o regime Ba’ath até a guerra civil. Eles nom tinham um partido curdo independente sírio forte e, como resultado, eram dependentes tanto do KDP (Partido Democrático do Curdistam) que focava a luita contra o Estado iraquiano ou o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistam) que luita em Turquia.

Como resultado, muitos curdos sírios juntarom à luita como forças Peshmerga em 1960 e 1970 no Iraque, ou com o PKK contra o Estado turco desde a década de 1980. O regime de Assad por alguns anos concedeu refúgio ao PKK na década de 1990 até que Assad restaurou os seus laços com a Turquia. O uso das bases sírias e libaneses do PKK ajudou a construir o apoio entre os curdos na Síria. O PYD (Partido da Uniom Democrática), ligado ao PKK, foi criada na Síria no 2003.

Portanto, tanto o KDP e o PKK tinham umha base de apoio no norte da Síria e ambos começarom a desempenhar um papel através dos seus representantes e partidos curdos mais pequenos quando o regime Baath sírio perdeu o control sobre grandes partes do norte da Síria em 2012.

A ideia inicial do PKK para formar as YPG iniciou-se no 2004, após o regime sírio reprimiu a revolta curda naquel ano. Grupos de auto-defesa das YPG forom formados mais adiante no 2011 e começou a organizar-se clandestinamente nas cidades curdas.

Primeira Fase

Quando a sede da segurança nacional do regime sírio em Damasco foi bombardeada o 18 de Julho de 2012, matando muitos agentes importantes de segurança, o PYD / YPG viu umha oportunidade e, o 19 de julho, iníciou o que eles descrevem como a “revoluçom de Rojava”. Primeiro tomarom o control de Kobane desde que era umha “fortaleza” do PKK sem presença de forças do regime. A cidade de Afrin foi igualmente tomada rapidamente, mas a província de Hasakah foi mais difícil devido à presença de forças do regime.

A libertaçom progrediu em três etapas: em primeiro lugar, tendo como objetivo o regime nas aldeas que actuavam como bases avançadas das YPG; segundo, confiscando as instituiçons de serviço do regime, tais como centros de electricidade, água e juventude; e terceiro, assumindo as sedes militares, espalhrom-se sobre toda a província, exceto a cidade curda de Qamishli, onde as forças do regime permanecem até hoje.

Como resultado de umha posiçom dominante no chao polas YPG, outros grupos curdos sírios alinhados com o KDP de Massoud Barzani forom marginalizados. Barzani apoiou a criaçom das forças ” Peshmerga de Rojava ‘no Curdistam iraquiano em 2012, que agora luitam na província de Mosul contra o ISIS, mas as YPG nom lhes permitirom entrar em Rojava ao temer umha guerra civil semelhante ao do Iraque curdo na década de 1990 e nom querem a concorrência dos curdos de Barzani.

Segunda Fase

Após a YPG assumiu o control da maior parte dos três enclaves curdos de Kobane, Afrin e Jazira (Hasakah), e assegurou a cidade de Serekaniye (Ras al-Ayn) em 2013, as auto-administraçons locais forom criadas para organizar a administraçom em três cantons separados em janeiro de 2014. Após isso, o principal objetivo das YPG era unir esses cantons em um território contíguo no norte da Síria.

As YPG também moveu-se para recrutar nom-curdos e trabalhar com tribos árabes locais e grupos cristians. Isto resultou, em setembro de 2014, em uma sala de coordenaçom conjunta com o FSA (Exército Livre Sírio) em Kobane. Receando essa coordenaçom receberiam apoio dos EUA, o ISIS assediava Kobane em setembro de 2014, mas foi derrotado lá em Março de 2015. Em Junho de 2015, as YPG empurrado mais e uniu os cantons de Kobane e Jazira, com o apoio dos Estados Unidos, através da captura de Tel Abyad. A avançar este movimento, as YPG criou a multi-étnica SDF (Forças Democráticas da Síria) em outubro 2015.

O objetivo das YPG agora é unir todos os cantons com as SDF, e configurar umha regiom federal no norte da Síria e Rojava, num prazo de três meses. Em maio de 2016, as SDF lançarom umha nova operaçom, com o apoio dos EUA a tomar a cidade estrategicamente crítica de Manbij. Com esta operaçom que foi concluída o 12 de agosto, as YPG esperavam unir as suas administraçons através de Manbij e al-Bab cara Afrin.

Consideraçons Finais

Parece que a Turquia fixo acordos com o Iram e Assad para parar a criaçom de umha regiom federal no norte da Síria.

O PYD conseguiu ganhar umha posiçom dominante no norte da Síria através das YPG, enquanto os partidos ligados ao KDP estam marginalizados no chao. As YPG conseguirom dominar rapidamente, devido ao planejamento cedo, Rojava, enquanto os partidos apoiados por Barzani nom estavam preparados, e inicialmente apoiarom ‘a revoluçom síria pacífica “. As YPG forom formadas antes dos Peshmerga de Rojava, e já se tornarom em autoridade de facto no terreno. Foi também mais arriscado para Barzani envolver-se na guerra civil síria, tendo que proteger a regiom autônoma do Curdistam no Iraque.

As forças das SDF acabam de derrotar o ISIS em Manbij, mas a questom é se a coalizom liderada polos EUA permitirá que as SDF marchem sobre mais cara Afrin, ou se vam empurrá-los para se concentrar em Raqqah, onde os curdos som relutantes a ir. Além disso, a intervençom da Turquia, na cidade de Jarabulus no último mes visa prevenir a unificaçom das auto-administraçons locais no norte da Síria. Parece que a Turquia fixo acordos com o Iram e Assad para parar a criaçom de umha regiom federal no norte da Síria e apoia os rebeldes sírios a tomar Jarabulus. Isto poderia criar mais desafios para as YPG. No entanto, é evidente que as SDF seram um parceiro fundamental de Ocidente, atee que a ameaça do ISIS exista na Síria.

 

Wladimir van Wilgenburg é um analista da política curda para Jamestown Foundation e jornalista freelance. Está atualmente em Qamishli, Rojava, norte da Síria, realizando um projecto de investigaçom sobre os curdos sírios para o Instituto Iraquiano de Estudos Estratégicos (IIST), financiado polo International Development Research Centre (IDRC). He tweets at @vvanwilgenburg.

 

Publicado em The London School of Economics and Political Sciences.

 

 

Em defesa de Rojava

Em defesa de RojavaPor Memed Aksoy

O exército turco, juntamente com umha gentuza de jihadistas e militantes do Exército Livre Sírio, invadiu áreas de Rojava e continua a sua incursom ainda mais no território que já fora liberado do ISIS.

Milicianos apoiados por Turquia, como os Batalhons Nour al-Din al-Zenki, Faylaq al-Sham (A Legiom Sham), Brigada Sultan Murad e Jabhat Fateh al-Sham (antes al-Nusra), entre outros -todos salafistas / grupos islâmicos responsáveis por inúmeros crimes aos direitos humanos – já declararom que iam atacar Manbij, a que celebrou recentemente depois de ser libertada do ISIS polas Forças Democráticas de Síria (SDF). Imagens de mulheres tirando os nicabs e fumando, e homes barbeando-se ainda estam frescas na memória.

Depois do acordo de sustituir  em  Jarablus ao ISSIS sem disparar um so tiro, o exército turco envolveu-se em ataques aéreos e bombardeios de áreas civis, matando polo menos 45 em duas aldeias ao sul de Jarablus. Dúzias de combatentes locais do Conselho Militar de Jarablus, filiados às SDF, forom feitos prisioneiros e torturados frente das câmeras; a maioria deles árabes.

Com a última correria militar, a Turquia tentou camuflar a sua guerra regional contra os curdos, usando o ISIS como um pretexto, tentando impedir a uniom dos três cantons de Rojava. Além disso, esta também a tentativa de reforçar às forças sunitas / Irmandade Muçulmana, alinhados ideologicamente com o governo turco do AKP. Através destes mandatários Erdogan espera reviver as suas aspiraçons neo-otomanas de poder decidir no futuro da Síria e umha influência de longo prazo no Oriente Médio e Norte da África.

O que está em jogo, porém, tanto quanto os ganhos curdos, é a possibilidade de umha política e o sistema progressista, laica e democrática na regiom. Isto é o que Rojava representa e é por isso que o regime sírio, Iram, Rússia e os EUA concordarom na invasom da Turquia. A existência de Rojava nesse sentido é umha ameaça ao status quo e interesses de todos os Estados-naçons e governos no Oriente Médio e, e por extensom, aos saqueadores da regiom. Com um modelo alternativo de governança Rojava provou que pessoas de diferentes etnias e grupos religiosos podem-se organizar a nível local, viver, produzir e luitar juntos, sem um Estado centralizado, mesmo nos tempos de umha guerra sectária. A unidade entre curdos, árabes e turcomanos contra a invasom da Turquia é prova disso.

Por esta razom, o desenvolvimento de Rojava e a uniom dos três cantons -Cezire, Kobanê e Afrîn- está a ser impedido por todos os poderes envolvidos na guerra síria. Além disso, e pola mesma razo, o desenvolvimento de Rojava nom pode ser encarados com a mesma luz que as áreas que estam sendo capturadass polos grupos jihadistas apoiados pola Turquia ou o regime. Estes dous sistemas políticos -Islamista e Baathista- nada tenhem que aportar às pessoas em termos de umha democracia humana, progressista e participativa. Na verdade, eles nem sequer fam qualquer tipo de reivindicaçom.

Ainda que Rojava, com a sua retórica anti-nacionalista já refutou as acusaçons de alguns setores de que os curdos estam tentando capturar terras árabes, também é digno de nota que a área entre Kobanê e Afrin, que está sob ataque de Turquia e jihadistas do FSA, forom sistematicamente arabizadas polo regime sírio na década de 1970. Mesmo se nom fosse este o caso, os curdos, enquanto grupo distinto vivendo em umha parte contínua de território em Turquia, Iram, Iraque e Síria, ainda teria o direito de auto-determinaçom e reconhecimento internacional. Defender o contrário significaria que os estados de acima, que tenhem grandes povoaçons curdas cujos direitos tenhem sido negado durante décadas, devem ser considerados ilegítimos desde o momento em que forom declarados.

Em suma, Rojava tornou-se um facho, umha luz de esperança para todas as pessoas progressistas do mundo; contra a desigualdade, os regimes despóticos e sistemas hierárquicos e o patriarcado, Rojava tem levantado a bandeira da humanidade contra a barbárie. É por isso que a Revoluçom de Rojava deve ser defendida contra a agressom turca e jihadista mais umha vez. Mais umha vez as pessoas revolucionárias, democratas, feministas, laicas e todas as forças progressistas devem-se unir, como figeram em Kobanê, para fazer a Revoluçom de Rojava vitoriosa novamente.

Publicado em Kurdish Question.

 

 

Umha carta de amor para Jarablus

Mulheres curdas em Kobanê / Hawzhin Bouhaddou
Mulheres curdas em Kobanê / Hawzhin Bouhaddou

Por Hawzhin Azeez

Turquia está a atacar a cidade de Jarablus com a ajuda de grupos islâmicos apoiados por eles e apoio aéreo dos EUA. Nom so estam os curdos e as Forças Democráticas da Síria (SDF) em Rojava cercados no sul polos russos apoiando as forças do regime, o Isis no centro, juntamente com umha amálgama de outros aspirantes a jihadistas que competem entre si para ganhar poder e território, mas agora no norte os EUA aprovarom a invasom da Síria pola Turquia e os seus clones do ISIS que se está desenrolando. Pior ainda, embora nom surpreendente, é a crença generalizada de que Barzani aprovou a invasom depois de umha reuniom entre el e Erdogan ontem.

Traído, cercado, sufocando em meio ao fedor sufocante da traiçom, as YPG-YPJ-SDF, cansas da recente libertaçom de Manbij e, em seguida, o conflito com Assad em Hesekê, Rojava continua incansável. O problema que a Turquia, Assad, EUA, Iram e os seus companheiros enfrentam nom é a “questom curda”, que as suas mentes fascistas, imperialistas, violentamente coloniais orientalistas sempre considerarom como o “problema curdo”. O que eles enfrentam é a “Alternativa curda”, umha ideologia que viu milheiros desses combatentes da liberdade subir ao Monte Shengal para libertar os Jazidis e luitar contra exércitos mil vezes melhor equipados ca eles, a ideologia era mais poderosa do que quaisquer armas ou bombas que o ISIS e a Turquia poderia lançar aos curdos, e, finalmente, levou à liberaçom de Kobane; a mesma ideologia que arde mais brilhante do que as bombas Made-in-USA que som acionados por maos turcas em Jarablus sobre os seus civis inocentes agora, e que atuará como a luz guia que vai levar os deslocados a Kobane, Cezire e Afrin.

As livres, zonas autônomas de liberdade, humanidade, e resistência continuam a existir; sobrevivem e sobrevivem e sobrevivem e permanecem e ardem brilhantes, apesar das fronteiras fechadas, as reunions secretas, as alianças feitas e quebradas. Já nom podemos confiar nas montanhas, pois mesmo elas nom podem proteger-nos contra esse tipo de traiçom, assim como nós nunca fomos quem de confiar em certos curdos. Mas o ponto de partida da nossa libertaçom já está ao nosso alcance. Nas maos de jovens que termam as armas da libertaçom e a liberdade, e a ideologia de inclusom e multiculturalismo, por outro. À medida que os imperialistas vampiros, sedentos de sangue do capitalismo ajudam-se os uns aos outros a destruir a Síria e Rojava, bombardeando crianças com terror e traumas, nós reconstruímos; levarmos os famintos, os cansados, os deslocados e os despossuídos; levarmos as mesmas pessoas que eram responsáveis e encarregadas das nossas torturas, violaçons, massacres e opressons pouco tempo atrás, e colocamos o pano quente da democracia inclusive nos seus ombros cansos. E esta é a maior arma, a maior ameaça, o maior artefato explosivo de umha profunda mudança e humanidade que eles estam tentando sufocar com as suas tácticas terroristas na pretensom de destruir outros terrorismos que o seu terrorismo provocou. Mas a nossa arma é muito maior; o já frágil, home velho – considerado tam perigoso- que eles forçarom-no a sentar sozinho em uma cela por 17 anos na Ilha de Imrali – que deu origem a umha ideologia e umha revoluçom tam profunda que destruiu milheiros de anos de racismo e sexismo- assim que as mulheres árabes cansas podem fugir voluntariamente cara a seguridade das armas libertadoras das. A ideologia que orienta armênios, assírios, árabes, cristians e outros a juntar as maos com os Curdos – voluntaria e organicamente, com o sangue dos seus corpos que estam juntos nas linhas da frente- a formar a alternativa:

A lenda de Rojava, de Kobane vive hoje; respira; existe; formula-se e reformula-se. Rojava nom será conferida ao passado, nom seram os Camelots, o Avalons, nem a Ithaca de Homero do passado porque muitas pessoas tenhem vindo a conhece-la; e muitos estam dispostos a morrer por isso – nom pola Utopia que poderia ser em um futuro distante, imprevisível, mas a Utopia que é hoje.

Eles nem sequer sabem o que estam luitando com a sua produçom de guerra, fabricaçom de bombas baseadas nas alianças: podedes matar às pessoas, destruir os edicícios mais resistes; mas nom podedes matar as ideas e as mentes livres.

 

Hawzhin AzeezHawzhin Azeez tem um doutorado em Ciência Política e Relaçons Internacionais. Ela é defensora dos direitos das mulheres e dos refugiados. Está atualmente trabalhando na reconstruçom de Kobane através do Conselhode  Reconstruçom de  Kobane.

 

Anistia Internacional: Os civis curdos estam sob fogo da “oposiçom” síria em Aleppo

Civis em Sheijh Maqsoud de ARA NewsAnistia Internacional dixo que eles tenhem documentado graves violaçons do direito internacional por parte de grupos armados em Aleppo contra os curdos, que matarom e ferirom mais de 800 civis em bombardeios indiscriminados.

As violaçons forom realizadas principalmente por grupos que fam parte da coalizom Conquista de Aleppo (Fatah Halab).

A coligaçom de Conquista de Aleppo está composta por cerca de 31 grupos armados que coordenam ataques contra as forças do governo sírio, ISIS e os curdos na  governadoria de Aleppo.

“Incluem ataques entre fevereiro e abril de 2016 onde o bombardeio indiscriminado e o uso de bombas improvisadas matarom ou ferirom cerca de 800 civis que vivem em Sheikh Maqsoud, um bairro curdo defendido polas Unidades de Protecçom do Povo [YPG]”, dixo Anistia.

Anistia Internacional saudou a declaraçom de Conquista de Aleppo em maio de 2016 afirmando o compromisso dos grupos armados para respeitem o direito humanitário internacional e anunciando que iriam investigar os ataques, mas nom se sabe que medidas forom tomadas desde entom.

O bairro curdo de Sheikh Maqsoud sofreu, e foi rodeado polo oeste e o norte pola Divisom 16 desde o 2015.

Um trabalhador de um hospital de campanha local deu-lhe a Anistia Internacional, polo menos, os nomes dos 25 civis sequestrados que forom capturados pola Divisom 16 entre 2012 e 2016.

“Moradores de Sheikh Maqsoud tenhem que atravessar os bairros da cidade de Aleppo que estam sob o control da Divisom 16 antes de chegar a Afrin [o cantom curdo no norte da governadoria de Aleppo]. Muitas pessoas forom sequestradas entre 2013 e 2015 para que as pessoas finalmente deixaram de tomar o risco “, dixo o trabalhador de Anistia.

“Abriu-se um novo caminho cara Afrin desde Sheikh Maqsoud depois que o governo sírio recuperou o control de partes do norte da governadoria de Aleppo em 2016”.

Anistia Internacional conseguiu falar com duas mulheres que foram sequestradas pola Divisão 16. Lamia contou-lhe a Amnistia como a sua mae Farida Sleiman foi sequestrada pola Divisom 16 no bairro de Sakan al-Shababi na cidade de Aleppo, e desapareceu desde 21 de agosto de 2013.

Minha mae deixou Sheikh Maqsoud de manhá para assistir a umha consulta odontológica na parte da cidade de Aleppo, que estava sob o control da oposiçom. Ela saiu e nunca mais voltou “, dixo ela.

“Três dias após da liberaçom do meu vizinho, meu irmao foi a Sakan al-Shababi para perguntar sobre a nossa mae. El chamou-me dizendo que el fora capaz de localizar o centro de detençom administrado pola Divisom 16. Foi a última vez que ouvim falar del”.

“Até o momento, nom temos nenguhma novidade sobre o seu destino e estamos com muito medo de aproximarmos à Division 16”, acrescentou.

Hussam, que é curdo, contou como a sua mae, de 60 anos, foi seqüestrada pola Division 16 no início de 2013.

“Minha mae e minha irmá estavam em caminho a Afrin quando elas foram sequestradas em um posto no bairro de al-Ashrafieh”, dixo. “O taxista avisou a minha irmá que estavam se aproximando a um ponto de control controlado pola Divisom 16. O grupo detivo-as assim que descobrirom que eram de Sheikh Maqsoud”, acrescentou.

“Um homem curdo liberado há alguns meses dixo-me que a minha mae e outras duas mulheres curdas estavam trabalhando na cozinha em um dos centros de detençom sob a Divisom 16. Estou feliz de que ela esteja viva, mas estou com medo de ir e perguntar por ela “.

ARA News também conseguiu falar com outros civis curdos que forom capturados polo Exército Livre Sírio (ELS / FSA) no passado.

Ahmed Mahmud (29 anos), curdo de Kobane que foi preso polo famoso comandante da Divisom 16, Khaled Hayani, há alguns anos e ficou mais de dous meses na prisom.

Hayani foi morto no ano passado em combates com o governo sírio.

“Nós fomos presos polo FSA em Aleppo quando queríamos comprar carros”. “Quando nos digerom a onde iamos, eu digem Manbij, nom podíamos dizer Kobane porque seriamos presos, mas porque o meu Billhete de Identidade pom Kobane, fum capturado”, dixo Mahmud a ARA News.

Como resultado, todos os seus carros e dinheiro forom roubados. “Acusaram-nos de duas cousas: ou es um membro do PKK, ou es parte do regime sírio”, dixo.

Por mais de dous meses estivo em umha prisom do FSA onde foi torturado diariamente. Para ser liberado, o FSA pediu milheiros de dólares por el.

“35.000 dólares e meu carro desapareceram. Eles som só ladrons e saqueadores, nom é umha revoluçom, umha revoluçom nom é assim, eles saquearom todas as lojas dos mercados de Aleppo “.

De acordo com Idris Nassan, um ex-funcionário da administraçom Kobane, no começo, muitos curdos apoiarom a revoluçom síria e protestarom contra o regime sírio em 2011. “Nós estávamos torcendo polo FSA e pedimos-lhes de nos proteger”, dixo.

Mas cada vez mais os grupos tornarom influenciados polo islamismo e perderom a sua origem secularista, e os líderes da oposiçom síria figerom comentários racistas contra os curdos, e como resultado as manifestaçons nas áreas curdas pararom.

“Os grupos tiverom um control crescente das idéias religiosas e o chauvinismo e nós desistimos dessa revoluçom. Eu chamo-lhe crise agora, nom revoluçom. As demandas das pessoas eram pola liberdade,  a democracia e o secularismo, e nom por um califado ou o islamismo “.

Outro problema que el xomentou foi o apoio de paísesda  regiom, como Turquia, Arábia Saudita e Qatar a grupos islamistas. “Este é o grande problema, Turquia suporta só aos islamitas, que também estám sendo pagos pola Arábia Saudita e Qatar”, dixo el.

“Em Aleppo e Idleb hoje, os grupos armados tenem mam livre para cometer crimes de guerra e outras violaçons do direito humanitário internacional com impunidade. Surpreendentemente, nós também documentamos a grupos armados usando os mesmos métodos de tortura que rotineiramente som usados polo governo sírio “, dixo Philip Luther, diretor do programa de Oriente Médio e Norte da África da Anistia Internacional.

“Os Estados membros do Grupo Internacional de Apoio a Síria, incluindo os USA, Qatar, Turquia e Arábia Saudita, envolvidos nas negociaçons sobre a Síria, devem pressionar aos grupos armados para acabar com este tipo de abusos e que estejam em conformidade com as leis da guerra. Eles também devem interromper qualquer a transferência de armamento ou outros apoios a grupos implicados em crimes de guerra e outras violaçons graves “, concluiu Philip Luther.

Artigo de Wladimir van Wilgenburg para ARA News.