A incursom em Síria significa a Guerra perpétua da Turquia contra os Curdos

vinheta01Por Hawzhin Azeez

Nas últimas horas informaçons emergerom que o exército turco está bombardeando a aldeia de  Til-Emarne (al-Amarne) de Jarablus com fogo de artilharia e avions e também ataca às SDF em Ain Diwar (leste de Rojava) e Afrin (oeste Rojava). Fontes curdas relatarom que dúzias de civis foram feridos e mortos. A incursom da Turquia na Síria já confirmou o que muitos pensavam que era, umha agressom contra os curdos.

A propaganda pro-turcaa é abundante, afirmando que Jarablus foi “libertada” polo exército turco sem derramamento de sangue, em oposiçom às “YPG” – o que implica que as YPG som um exército invasor e selvagem que mata e assassina pessoas inocentes desnecessariamente, em oposiçom ao mais “legítimo” exército turco. Mas a realidade é que nom houvo “luita” para libertar Jarablus porque claramente havia um acordo entre o ISIS eTurquia. A relativa facilidade com que a Turquia tomou Jarablus suscitou importantes questons estratégicas e políticas. Por que combateu o ISIS tanto para manter Kobane ou Manbij mas nom Jarablus? Por que atravancarom-se, pugerom centos de minas e armadilhas em toda Kobanê e Manbij, perderom milheiros dos seus combatentes envolvidos em umha guerra de guerrilha e luitarom pola território casa por casa, rua por rua, mas nom há sinais das suas estratégias em Jarablus? Por que abandonarom tam facilmente e sem derramamento de sangue Jarablus?

Talvez a resposta pode ser encontrada em que os combatentes do ISIS forom vistos simplesmente trocando as suas roupas polos ‘uniformes’  dos geupos que apoia Turquia?

Seja qual for a verdade, a este respeito, a realidade é, o cerne do acordo ISIS eTurquia foi que após a perda espetacular de Manbij,  estrategicamente era melhor permitir que Turquia controlara Jarablus, o que efetivamente cortaria a possibilidade de uniom entre os cantons de Kobane e Cezire com o cantom de Afrin e estabelecer a “zona tampom” que a Turquia levava tempo procurando. Deixando nesse processo que o ISIS se recupere e contine os seus ataques em Afrin, no leste e sul do cantom de Kobane e em Cezire, o sudoeste de Rojava, norte da Síria. Esta estratégia também envolve o aumento de ataques suicidas e carros-bomba em Cezire, enquanto a inexistência de um corredor humanitário imposto pola Turquia e apoiado polo governo de Barzani na KRG (norte do Iraque) assegura um ambiente de pressom para as zonas autônomas assediadas.

Agora, existem sugestons de que a Turquia e os seus co-conspiradores estam decididos a “libertar” Manbij utilizando a presença das YPG como um pretexto para a guerra -quando é bem sabido que as YPG deixarom a cidade, so os conselhos locais das Forças Democrâticas da Síria e o Conselho Militar de Manbij, composto por luitadores locais quedarom lá. Este processo descarrila eficazmente o argumento de que os curdos estam “apropriando terras”, por nom mencionar que as Forças Democráticas da Síria (SDF) tenhem um grande número de árabes e outros grupos etno-religioso que se juntarom na libertaçom das cidades sob o control do ISIS, e os quais forom os responsáveis da libertaçom de Manbij.

Mas a história se repete novamente, entom pretensa guerra da Turquia sobre o ISIS na Síria com o nome de “Escudo do Eufrates”, é simplesmente umha tentativa mal disfarçada para atacar os curdos, como foi o caso no ano passado, quando em vez de atacar o ISIS atacou o PKK nas montanhas de Qandil no Curdistam do Sul. Naquela época, também os EUA tinham combinado com os curdos para o acesso à base militar de Incirlik (Adana). Mas agora as implicaçons geoestratégicas desta incursom na Síria som muito maiores do que o conflito turco-curdo. Aludindo a isto, o primeiro-ministro da Turquia, Binali Yildirim, afirmou que a invasom da Síria basea-se em “defender a integridade territorial da Síria” – mas o governo de Assad condenou fortemente a incursom como umha clara violaçom da sua soberania; pois reflete as aspiraçons crescentes da Turquia para a liderança e hegemonia regional.

A ascensom do neo-otonomanismo da Turquia foi apoiado pola absoluta incapacidade da Europa em lidar com o fluxo de pessoas na Europa, resultando, paradoxalmente, no fluxo de milheiros de milhons de euros cara Turquia para “parar os refugiados”. À vez, a Turquia respondeu transportando os refugiados de volta a território sírio, atirando, matando, e batendo nos refugiados na fronteira com a Síria. Ainda mais paradoxalmente, os EUA ajudarom e incitarom a Turquia na sua invasom e violaçom da integridade territorial da Síria e a entrada em Jarablus com apoio aéreo, apesar do feito de que a Turquia tem sido aliada com a filial de Al-Qaeda, Jabhat Fatah al-Sham (antes Al Nusra) e o ISIS na Síria e Turquia. A recente visita de Joe Biden e as declaraçons de começos desta semana em apoio da Turquia aludiu à presença da Turquia na Síria sendo umha idéia a longo prazo. A consequência resultante era umha invasom apoiada polos EUA de Jarablus, quando menos de umha semana antes os EUA estavam a fornecer apoio aéreo para a libertaçom de Manbij às SDF. Enquanto isso pode ser visto como umha mensagem clara dos EUA aos curdos, esta mudança de aliança também deve ser vista como um lembrete oportuno para que os curdos mantenham a integridade ideológica e militar e continuem nom alinhados com qualquer umha das partes em conflito.

A invasão do Jarablus é também um reflexo da recente reforço do poder político de Erdogan e o seu controle do país após a recente tentativa fracassada de golpe. Os EUA tem recompensado a Erdogan pola enorme purga de militares e civis que ocorreu e reafirmou o férreo control sobre o país, fornecendo cobertura aérea para a sua invasom da Síria. Os EUA estam alinhando-se claramente com a autocracia de Erdogan, talvez em umha tentativa equivocada de controlar a situaçom na Síria, evitando “soldados em território inimigo”, um erro que fjá cometeu na invasom do Iraque em 2003 e que lhe custou muito em diversas maneiras .

Mas os EUA está muito enganado se acredita que pode manter umha guerra delegada na Síria e controlar o regime cada vez mais inestável de Erdogan. O visível envolvimento de Iram, Arábia Saudita e os seus estados aliados menores complica mais a situaçom geopolítica. Do mesmo modo, a UE permanece completamente paralisada desenrolar umha abordagem coerente e concisa em relaçom à Turquia, nom só à luz da recente invasom, o tratamento cada vez mais abusivo dos refugiados na Turquia, mas também as violaçons dos direitos humanos contra as minorias, como os curdos, alevitas e outros, que estam ocorrendo na Turquia.

Em vez de conter a Turquia e apoiar continuamente aos curdos e as Forças Democráticas da Síria (SFD , nas suas siglas em inglês, umha combinaçom de árabes, curdos, armênios, assírios e outros grupos étnico-religiosos), na luita e rejeiçom do ISIS – algo que tenhem feito com sucesso- os EUA ea UE continuam a mostrar fraca vontade, escolhendo o que parece ser a  realpolitik sobre a política ética e democrática. No entanto, esta abordagem é questionável, considerando a ampla opiniom pública global e o feito inegável que, até à data, forom as forças mais bem sucedidas na eliminaçom do ISIS, mas também na criaçom de regions pacíficas, inclusivas e democráticas.

O que está claro é que os curdos estaram em um estado de guerra perpétua para os tempos vindouros, tanto se o conflito inclui a Turquia, o ISIS ou as suas outras filiais, a Assad, ou a todos simultaneamente. Parece que a situaçom de paz para os curdos passou a significar um estado perpétuo de resistência e auto-defesa. Mas se há umha cousa que o último ano tem demonstrado, é que os curdos som muito bons na arte da guerra e na auto-defesa. Sem mencionar que nos últimos anos o terrorismo de Estado e os abusos contra os curdos já nom podem permanecer ocultos, o que levou a umha condena crescente do terrorismo de Estado da Turquia e o apoio ao regime polos EUA e a UE. Isto, combinado com o suporte global visível para as forças curdas e as SDF na sua heróica resistência contra o ISIS asseguram um interesse internacional contínuo e a visibilidade da questom.

O que está claro é o próximo movimento na Turquia: a invasom e desestabilizaçom de Rojava com ataques contra o três cantons e “recuperar” o território para os seus aliados islamistas. A açom militar e estratégica mais difícil dos curdos ainda está por vir.

Hawzhin AzeezHawzhin Azeez tem um doutorado em Ciência Política e Relaçons Internacionais. Ela é defensora dos direitos das mulheres e dos refugiados. Está atualmente trabalhando na reconstruçom de Kobane através do Conselhode  Reconstruçom de  Kobane.

Publicado originalmente por Kurdish Question.

 

 

Por que a Turquia invade a Síria agora?

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Mapa da Situaçom da Síria a Junho do 2016

Por Mark Campbell

O objetivo da Turquia som os curdos nom o ISIS.

A drástica invasom das forças turcas em Jarablus é apenas a mais recente reviravolta dramática na guerra já complicada na Síria, mas por que a Turquia escolheu agora para fazer este calculado movimento?

Turquia di que o seu objetivo é atacar o ISIS e as forças curdas das YPG mas nom há provas suficientes de ataques ao ISIS.

O movimento vem curiosamente semanas depois da libertaçom da importante cidade estratégica de Manbij, ao sul de Jarablus do ISIS. As forças das SDF (Forças Democráticas Sírias) que incluem árabes sírios, luitarom fortes batalhas intensas com o ISIS pola cidade. Batalhas que virom as SDF perder mais de 400 luitadores.

A libertaçom de Manbij foi a última gota para a Turquia que vêem às forças curdas liberando faixas de território do ISIS e estabelecendo a sua própria forma de autonomia em conjunto com tribos árabes e comunidades étnicas do norte da Síria ao longo da fronteira da Turquia.

Umha rápida olhada no mapa acima mostra por que a Turquia está determinada a parar isso. Os curdos estam tentando juntar as duas áreas povoadas curdas marcadas em amarelo. (Ambos, Manbij e Jarablus estam na zona cinzenta, perto da fronteira com a Turquia entre as duas áreas curdas amarelas.) A Turquia quer parar com isso. Os curdos acreditam que a Turquia tem estado a apoiar o ISIS nos últimos 4 anos e juntando os cantons de Rojava interromperia o abastecimento do ISIS e a passagem dos seus combatentes provenientes da Turquia.

Por que a Turquia se importa tanto que os curdos liberem a sua própria terra do ISIS?

Um deles, como já foi dito, porque deteria o abastecimento do ISIS que os curdos acreditam que têm sido apoiado pola Turquia apesar dos desmentidos oficiais da Turquia.

Mas em segundo lugar, porque, desde o estabelecimento do Estado turco, a Turquia tem estado constantemente tentando assimilar à força os curdos e pacificar os seus sonhos de autogoverno. Umha regiom autônoma curda de Rojava, di Turquia, poderia motivar aos curdos no sudeste da Turquia para empurrar para a autonomia também. Mas curdos no sudeste da Turquia já estam empurrando para a autonomia e a Turquia está a realizar umha brutal guerra que inclue crimes de guerra contra civis. A incursom da Turquia em Jarablus só vai desestabilizar ainda mais a zona.

No dia depois da incursom de Jarablus, forças curdas na cidade curda de Cizre, no sudeste da Turquia, explodiu umha base do exército matando dúzias de soldados. Os confrontos armados entre o exército turco e combatentes curdos levam desde meados dos anos 90 meados e é notória a ‘Guerra Suja’ contra os curdos.

Assim, a incursom da Turquia em Jarablus e no Norte da Síria para atacar os curdos vai ter consequências graves e destabilizara a própria Turquia.

Nom há soluçom militar para aquilo que se tornou conhecido como “questom curda” mais guerra e sofrimento para os curdos nom é a resposta nem vai trazer a paz.

A pressom internacional sobre a Turquia é necessária urgentemente para suspender as operações militares contra os curdos e iniciar negociações políticas com os curdos para umha soluçom pacífica para a questom curda começando com um cessar-fogo em ambos os lados e umha retomada das negociaçons com o  lider curdo Abdullah Ocalan e o comando do PKK nas montanhas de Qandil.

No entanto, se a Turquia som autorizados a continuar a sua invasom de terras curdas na Síria a guerra está prestes a explodir e saltar sobre a fronteira para a Turquia.

E se isso acontecer, o ISIS seria o vencedor final.

As suas linhas de abastecimento permanecerám abertas e militantes do ISIS seram livres de viajar ao longo da fronteira da Turquia e daí para a Europa.

A aposta dificilmente poderia ser mais alta.

Publicado em Kurdish Question.

 

 

 

Umha carta de amor para Jarablus

Mulheres curdas em Kobanê / Hawzhin Bouhaddou
Mulheres curdas em Kobanê / Hawzhin Bouhaddou

Por Hawzhin Azeez

Turquia está a atacar a cidade de Jarablus com a ajuda de grupos islâmicos apoiados por eles e apoio aéreo dos EUA. Nom so estam os curdos e as Forças Democráticas da Síria (SDF) em Rojava cercados no sul polos russos apoiando as forças do regime, o Isis no centro, juntamente com umha amálgama de outros aspirantes a jihadistas que competem entre si para ganhar poder e território, mas agora no norte os EUA aprovarom a invasom da Síria pola Turquia e os seus clones do ISIS que se está desenrolando. Pior ainda, embora nom surpreendente, é a crença generalizada de que Barzani aprovou a invasom depois de umha reuniom entre el e Erdogan ontem.

Traído, cercado, sufocando em meio ao fedor sufocante da traiçom, as YPG-YPJ-SDF, cansas da recente libertaçom de Manbij e, em seguida, o conflito com Assad em Hesekê, Rojava continua incansável. O problema que a Turquia, Assad, EUA, Iram e os seus companheiros enfrentam nom é a “questom curda”, que as suas mentes fascistas, imperialistas, violentamente coloniais orientalistas sempre considerarom como o “problema curdo”. O que eles enfrentam é a “Alternativa curda”, umha ideologia que viu milheiros desses combatentes da liberdade subir ao Monte Shengal para libertar os Jazidis e luitar contra exércitos mil vezes melhor equipados ca eles, a ideologia era mais poderosa do que quaisquer armas ou bombas que o ISIS e a Turquia poderia lançar aos curdos, e, finalmente, levou à liberaçom de Kobane; a mesma ideologia que arde mais brilhante do que as bombas Made-in-USA que som acionados por maos turcas em Jarablus sobre os seus civis inocentes agora, e que atuará como a luz guia que vai levar os deslocados a Kobane, Cezire e Afrin.

As livres, zonas autônomas de liberdade, humanidade, e resistência continuam a existir; sobrevivem e sobrevivem e sobrevivem e permanecem e ardem brilhantes, apesar das fronteiras fechadas, as reunions secretas, as alianças feitas e quebradas. Já nom podemos confiar nas montanhas, pois mesmo elas nom podem proteger-nos contra esse tipo de traiçom, assim como nós nunca fomos quem de confiar em certos curdos. Mas o ponto de partida da nossa libertaçom já está ao nosso alcance. Nas maos de jovens que termam as armas da libertaçom e a liberdade, e a ideologia de inclusom e multiculturalismo, por outro. À medida que os imperialistas vampiros, sedentos de sangue do capitalismo ajudam-se os uns aos outros a destruir a Síria e Rojava, bombardeando crianças com terror e traumas, nós reconstruímos; levarmos os famintos, os cansados, os deslocados e os despossuídos; levarmos as mesmas pessoas que eram responsáveis e encarregadas das nossas torturas, violaçons, massacres e opressons pouco tempo atrás, e colocamos o pano quente da democracia inclusive nos seus ombros cansos. E esta é a maior arma, a maior ameaça, o maior artefato explosivo de umha profunda mudança e humanidade que eles estam tentando sufocar com as suas tácticas terroristas na pretensom de destruir outros terrorismos que o seu terrorismo provocou. Mas a nossa arma é muito maior; o já frágil, home velho – considerado tam perigoso- que eles forçarom-no a sentar sozinho em uma cela por 17 anos na Ilha de Imrali – que deu origem a umha ideologia e umha revoluçom tam profunda que destruiu milheiros de anos de racismo e sexismo- assim que as mulheres árabes cansas podem fugir voluntariamente cara a seguridade das armas libertadoras das. A ideologia que orienta armênios, assírios, árabes, cristians e outros a juntar as maos com os Curdos – voluntaria e organicamente, com o sangue dos seus corpos que estam juntos nas linhas da frente- a formar a alternativa:

A lenda de Rojava, de Kobane vive hoje; respira; existe; formula-se e reformula-se. Rojava nom será conferida ao passado, nom seram os Camelots, o Avalons, nem a Ithaca de Homero do passado porque muitas pessoas tenhem vindo a conhece-la; e muitos estam dispostos a morrer por isso – nom pola Utopia que poderia ser em um futuro distante, imprevisível, mas a Utopia que é hoje.

Eles nem sequer sabem o que estam luitando com a sua produçom de guerra, fabricaçom de bombas baseadas nas alianças: podedes matar às pessoas, destruir os edicícios mais resistes; mas nom podedes matar as ideas e as mentes livres.

 

Hawzhin AzeezHawzhin Azeez tem um doutorado em Ciência Política e Relaçons Internacionais. Ela é defensora dos direitos das mulheres e dos refugiados. Está atualmente trabalhando na reconstruçom de Kobane através do Conselhode  Reconstruçom de  Kobane.

 

Turquia-FSA Toma Jarablus Do ISIS Sem Luita

FSA
Membros do FSA apoiados por tanques turcos entram em Jarablus

Tropas turcas e os chamados militantes “moderados islâmicos” do Exército Livre Sírio (FSA) entrarom no centro da cidade de Jarablus e assumirom todos os edifícios públicos do Estado islâmico. Há relatos de que quase nengum confronto ocorriu entre os dous bandos, os militantes do ISIS tinham evacuado a cidade dias antes. Filmagens de militantes do FSA também mostram que nom há presença de civis nela.

Mais de 20 tanques turcos e mais de 500 tropas do FSA entrarom no Norte Síria esta manhá como parte da operaçom “Escudo do Eufrates”, o que as autoridades turcas chamam um “ataque aos terroristas do Estado Islâmico e as YPG.”

Fontes curdas relataram o bombardeio turco dos bairros de maioria curda no leste e oeste de Jarablus, onde polo menos 49 civis forom mortos.

Mais de 3000 civis fugirom para a vizinha Manbij, que foi libertada do Estado Islâmico polas Forças Democráticas da Síria (SDF) recentemente.

As autoridades curdas condenarom a incursom da Turquia como ocupaçom, e o co-presidente do PYD Saleh Moslem dixo: Turquia entrou no lamaçal sírio e seram derrotados como o Daesh (Estado Islâmico). Analistas curdos e alguns meios de comunicaçom internacionais tenhem enfatizado que a verdadeira meta da incursom militar nom é o IS mas as forças lideradas polos curdos que estavam preparando umha operaçom militar para libertar Jarablus, Al-Bab e Mare do IS e unir os três cantões de Rojava .

Esta afirmaçom é corroborada polas autoridades turcas que digerom que nom permitiriam que umha entidade curda se criara na sua fronteira.

Enquanto isso, autoridades norte-americanas, incluindo o vice-presidente Joe Biden, declararom o seu apoio à operaçom e “convidarom” às YPG a voltar ao leste do Eufrates. Muitos comentaristas chamam à postura dos EUA de “traiçom” contra os curdos. [Mídias “oficialistas” dos EUA tentam vender esta operaçom eleitoralmente como um éxito frente o ISIS].

Em resposta o comandante das YPG Redur Xelil dixo a Reuters que a decisom de retornar ao leste do Eufrates os seus combatentes deveria ser tomada polo Comando Geral das SDF (organizaçom que aglutina a árabes, siriaco-assírios, turcomanos e curdos).

O Ministro de Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu também confirmou o apoio dos EUA dizendo que a operaçom fora planejada com os EUA “desde o princípio”, e advertiu ao PYD / YPG de recuar ou no caso contrário eles iriam “fazer o que for necessário.”

Comentadores digerom que os EUA, Iram, Rússia, Síria e o Governo Regional do Curdistam (KRG) derom luz verde e concordarom com a operaçom.

No entanto, o Ministério de Assuntos Exteriores sírio, também condenou a incursom como umha “violaçom da soberania do país”, e dixo que “a Turquia está substituindo um grupo terrorista por outro.”

A Rússia também valorou ao travês do Ministério das Relaçons Exteriores dizendo que eles estam receosos sobre os desenvolvimentos na fronteira Turco-Síria.

Fontes turcas estam a dizer que a operaçom poderia continuar até Al-Bab e Mare, com um empurrom final sobre Manbij, o que provavelmente levaria a confrontos com as SDF.

Recolhido de Kurdish Question.