Jinwar : A Aldeia de Mulheres Livres em Rojava

jinwarEm Rojava, o Comitê de Construçom da Aldeia de Mulheres Livres do Kongreya Star [confederaçom de organizaçons de mulheres em Rojava,] começou a construir umha aldeia de mulheres chamada “Jinwar” contra a violência contra as mulheres.

Enquanto as mulheres, quem criarom a revoluçom em Rojava, continuam a construir a vida, continuam as suas originais obras em todos os lugares. Começou-se a construir umha vila perto da cidade de Dirbesiye no cantom de Cizîre. A aldeia de mulheres que se chama  “Jinwar” começou a ser construída so pola solidariedade das mulheres. As obras de infra-estrutura da aldeia da vida, que é umha alternativa à violência contra as mulheres, continuaam. Em fevereiro, casas de tijolos de barro seram construídas com base nos princípios da vida ecológica. Os detalhes do projeto seram compartilhados mais tarde. O Comitê de Construçom da Vila das Mulheres Livres do Kongreya Star emitiu umha declaraçom de imprensa enquanto as mulheres estavam plantando sementeiras. Heval Rumet, da Academia de Jineologia, homenageou as irmás Mirabal em ocasiom do 25 de novembro como o Dia Internacional para a Eliminaçom da Violência contra as Mulheres e afirmou que poram em prática o projeto da aldeia de mulheres de Jinwar contra a violência contra as mulheres.

Heval, assinalou que as mulheres tinham enfrentado um genocídio das mulheres, dixo: “A ideologia de gênero pom os homens como potenciais assassinos de mulheres. A vida de cada mulher sem auto-vontade, auto-consciência, auto-organização e auto-defesa está em perigo. As mulheres, cuja vida física nom está em perigo, tenhem enfrentado a sua língua, sua cultura, seus sentimentos, seus pensamentos e seu trabalho para ser roubado e destruído. Nesse sentido, ficar de pé contra o genocídio das mulheres requer umha organizaçom multilateral e trabalhar com amor. Os projetos e as luitas exigem que se garanta que o nome da mulher nom seja referido à morte, mas a nossa cultura histórica iguala-a a vida novamente.”

Heval enfatizou que continuariam com grande asserçom e crença a desenvolver os espaços livres das mulheres sob a liderança da Jineologia, a ciência da Mulher-Vida-Sociedade e criaçom das mulheres livres. Heval expressou que plantaram sementeiras por todas as mulheres mortas e submetidas a agressons.”

1_jinha_logo_b_enPublicado em Jinha, Agência de novas feita por e de Mulheres, agora mesmo ilegalizadada em Turquia e com várias jornalistas presas em Turquia.

 

 

 

Carta desde prisom da jornalista e feminista curda Zehra Doğan

770x500cc-zehra-dogan-odul-mansetZehra Doğan era editora da agência feminista de notícias Jinha Ajansa Nûçeyan a Jinê  que escriviu umha carta desde a sua cela na prisom de Mardin (Curdistam turco). Entre as acusaçons que lhe fai o régime turco está a de retratrar, com os seus debujos, a violenta repressom de Ankara no território do Curdistam do Norte.

Durante cinco meses, Zehra Doğan estivo informando desde Nuseibin (província de Mardin). O dia em que ela deixou a cidade, foi detida pola polícia e encarcerada, enquanto aguarda julgamento. Na sua cobertura das notícias e as suas pinturas de cidades sitiadas como Cizre, Derik, Dargeçit e Nuseibin, Zehra retrata mulheres que tentam recuperar as suas crianças sob bandeiras brancas; cidades queimadas e destruídas; lamentos de mulheres; e a luita nas cidades. Eis, a carta de Zehra:

“Sempre tentei a existir através das minhas pinturas, as minhas notícias, e a minha luita como mulher. Agora, embora eu estou presa entre quatro paredes, eu ainda acho que absolutamente cumprim o meu dever integramente. Neste país, escuro como a noite, onde todos os nossos direitos foram riscados com o vermelho do sangue, eu sabia que ia ser presa.

Quero repetir o ensinamento de Picasso: realmente acha que alguém que usa os pinceis é simplesmente alguém que usa os seus seus pinceis para pintar insetos e flores? Nengum artista dá as costas à sociedade; um pintor tem que usar o pincel como uma arma contra os opressores. Nem mesmo os soldados nazistas julgarom a Picasso por causa das suas pinturas, e eu estou sendo julgada por causa dos meus debujos

DoganVou continuar a debujar. Quando uma mulher assume essa profusom de cores, pode sair da prisom às pinceladas. Mas elas som só pinceladas …. Nom esqueças, que é a minha mao quem segura o pincel!”

Recolhida da web de Jinha.

 

 

Reescrevendo a história das mulheres em Rojava – Parte 2

Por Rojda Serhat-Şevin Şervan-Cahide Harputlu – JINHA

Tradução  Eliete Floripo

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ROJAVA – este ano em Rojava, as mulheres estão se preparando para o 8 de Março com tanta excitação como dor. Apesar da intensificação dos ataques contra as mulheres, elas fizeram um histórico ano para as mulheres através de seu trabalho de defesa de Shengal e Kobane e da construção de Rojava. Nossa série continua hoje com a história da ativista de uma base da organização que precedeu a revolução; reflexões das mulheres sobre o seu trabalho no governo; e uma entrevista com a comandante do YPJ Meryem Kobane.

As raízes da revolução Rojava: décadas de organização para a libertação de curda

Henife Husen, co-presidente do movimento político democrático, guarda-chuva do Movimento para uma Sociedade Democrática (PEV-DEM), diz que a resistência e luta das mulheres tinham uma história muito antes de Rojava. Com a supervisão de Apo (Abdullah Öcalan), a busca da liberdade no Curdistão, chegou a Rojava também. As mulheres de Rojava aceitaram isto desde o início; elas abriram suas casas, deixaram seus filhos para esta luta. “Para a revolução chegar até aqui, houve muito apoio moral e material,” incluindo o combate na linha de frente da Frente Nacional de Libertação do Curdistão (ERNK) e apoio de Apo , disse Henife”.

Abdullah Öcalan passou um tempo em Rojava na década de 1990. “A estadia do líder do Curdistão em Rojava tinha três projetos principais,” disse. O mais importante deles foi o projeto de libertação das mulheres. Em Rojava, muitas mulheres participaram de suas reuniões.

Henife disse que as reuniões resultaram em uma série de mudanças na sociedade. Enquanto as primeiras mulheres juntaram-se a guerrilha uma a uma, as revoltas populares no Curdistão do Norte na década de 1990 resultaram em uma explosão de voluntários para a guerrilha. “O primeiro mártir por ser uma mulher, teve um enorme eco. Cada mártir prepararam o terreno para mais pessoas no voluntariado”.

A filosofia de Öcalan propagou, as mulheres começaram a organizar todas as suas atividades econômicas, incluindo o trabalho doméstico. “As mulheres começaram a fazer o que ninguém mais poderia fazer,” disse Henife. Mas depois que Abdullah Öcalan foi feito prisioneiro pelo Estado turco, disse Henife, a repressão começou a tornar-se intensa em Rojava. O estado facilitou uma gama de políticas sujas que se assemelhavam muito a aquelas implementadas pelo Estado turco contra o povo do norte do Curdistão.

“Começaram políticas de fome. Desemprego ampliado. Nestes dez anos causou imensa devastação, especialmente contra as mulheres,”disse Henife. “Havia uma aliança entre os dois Estados,” ambos facilitaram o crime e a corrupção.

Em um curto período de tempo, prostituição, drogas e espionagem tornaram-se generalizadas em Rojava. “Homens mais velhos que vinham do Norte (Turquia) para comprar mulheres jovens para ‘casamento’. “Depois disso, mudou o entendimento local do Islã, disse Henife. As mulheres também participaram deste novo Islã. Sociedades religiosas apareceram em todos os lugares.

A atividade Pro-curdo foi proibida, e diz Henife que dezenas de seus amigos foram presos e torturadas. Alguns foram mortos por seus torturadores. Narziye Keçe foi preso em 2004 e desapareceu sob custódia do estado.

As pessoas começaram a temer a atividade política. Henife diz que as organizações islâmicas cresceram para preencher a lacuna, quando as pessoas ficaram com medo de organizar a luta de libertação curda e as detenções do estado. Para as mulheres resultou em mais repressão no nível das famílias, onde mulheres ativas foram ameaçadas a serem jogadas para fora de casa ou com o divórcio se permanecem ativas na luta.

Mas, diz Henife, nunca deixaram de se organizar, formando a organização Tevgera Jinan (Movimento de Mulheres) em 2005. Organizadoras formaram parlamentos locais e comitês em cada cidade, mesmo quando a participação foi baixa, inclusive por meio de Tevgera Azad (Movimento Livre). Este nível de organização continuou até a revolução de 2011.

Com o período de 2010-2011 veio uma explosão de atividade e organização. O primeiro Congresso de TEV-DEM, teve a decisão de abertura das casas de mulheres em cada cidade, a decisão da organização das mulheres Yekitiya Estrela, foi de organizar-se em discussões de base — parlamentos de discussões e decisões importantes tiveram lugar um após o outro. Comitês foram organizados para cuidar da educação, imprensa, relações públicas e econômicas, e, mais recentemente, as Academias Femininas, criadas em 2012.

As mulheres foram a chave para tudo isso, tendo papel importante e organizando-se durante o período da revolução. As mulheres eram parte dos Conselhos revolucionários e órgãos de decisão.

O sistema de co-presidente, no qual cada posição tem dois representantes (um homem e uma mulher), foi implementado nos parlamentos locais e comunas. Um cota de 40% para as mulheres também foi implementado.

“Nestes desenvolvimentos de maior participação popular, as mulheres tinham um papel de liderança na sociedade”, disse Henife. Yekitiya Estrela tornou-se um espaço para as mulheres. No início da revolução, as mulheres estavam participando do PYD, onde o sistema de co-presidente estava em asayiş.

Yekitiya Estrela começou a dar suporte para o YPG. Depois as mulheres se organizaram como o YDH em segredo, e então, formaram o YPJ. Kobane tornou-se um exemplo para as mulheres de Rojava e do mundo, com sua mais famosa mártir sendo Arîn Mîrxan, que sacrificou-se para a cidade. “O que libertou Kobane foi o espírito do camarada Arîn” e aqueles como ela, disse Henife.

No governo de Rojava, as mulheres resolvem seus próprios problemas

Ministra de mulheres Hiva Irabu diz que o Ministério foi uma das primeiras instituições fundadas após a declaração de autonomia no Cantão de Cizîre. Somente mulheres no Ministério — o primeiro no mundo.

“Quando começamos a trabalhar, analisamos e pesquisamos experiências em muitos países, mas não conseguimos encontrar um Ministério formado especificamente para resolver os problemas das mulheres,” disse Hiva”. Começamos os projetos nas áreas de interesse para as mulheres: economia, política, educação, desenvolvimento, violência contra as mulheres, a cultura, a lei.” Muitos projetos realizam-se em colaboração com grupos do movimento de mulheres.

“Fizemos um relatório sobre as mulheres que sofreram violência e que vieram para as casas de mulheres,” disse Hiva. “Como resultado, começamos os projetos de solidariedade e abrigos de mulheres. Mulheres em perigo de morte vivem aqui. Também temos projetos para ajudar a resolver os problemas econômicos das mulheres que vivem em abrigos.”

O Ministério reuniu um conjunto de estatísticas não disponíveis anteriormente sobre as mulheres por meio de pesquisa em Cantão de Cizîre . Além da população total de mulheres, as estatísticas também registraram o número de mulheres que sofreram violência, a poligamia, o casamento infantil; que estão em dificuldades econômicas; que se divorciaram; e que são deficientes. Segundo a pesquisa, houve 2.250 casos de violência contra a mulher em 2004.
Agora, o Ministério tem ajudado no desenvolvimento de uma lei que tome medidas contra uma variedade de formas de violência contra as mulheres, do casamento infantil, poligamia, deserdação de mulheres e a troca noiva e a violência doméstica.Essas práticas variam entre os diferentes grupos em Rojava, como a poligamia (por exemplo) generalizada entre os cidadãos árabes, presentes entre curdos e ausente entre assírios e sírios.

Foco principal em 2015 do Ministério é a atividade econômica. O Ministério planeja treinar mulheres com habilidades que eles já têm, então elas poderão se sustentar sem depender de parentes do sexo masculino. Outro projeto cria centros para crianças deficientes e juventude.

Revda Hesen, co- prefeita da cidade de Qamişlo, no Cantão de Cizîre, têm visto as mulheres tomar seus lugares em uma variedade de projetos desde o início da revolução em Rojava há três anos — incluindo os membros da equipe de 30 mulheres no governo municipal. Mulheres dirigem uma série de projetos municipais só para mulheres. Zin Xelil, da força de Asayiş (manutenção da paz) do governo da cidade, diz que as mulheres desempenham um papel importante na defesa da cidade. Ela diz que a autodefesa da revolução liderada por mulheres Rojava é crítica.

Luta do YPJ para a autodefesa das mulheres em todas as áreas da vida

Meryem Kobane, uma comandante da YPJ, tem sido parte da resistência Kobane desde o início.

“Não há nada na natureza sem mecanismos para a sua própria autodefesa”, diz Meryem do projeto de autodefesa das mulheres. Ela diz que a dominação das mulheres não é natural. Militarismo e exploração começaram com o sistema tribal e a ideia de que as mulheres não podem tomar parte na defesa da comunidade, mas só podem servir os homens, mas o Estado formalizou essa mentalidade, de acordo com Meryem.

“Ao longo da história, como as mulheres são descritas? “Sua natureza opõe-se à guerra”. Sim, é claro que isto é verdade, mas para as guerras de dominação. Mas autodefesa é diferente.” Ela observou que a legítima defesa é uma propriedade fundamental e natural. A guerra é uma arte, Meryem diz, e as mulheres em particular, abordam dessa forma.

“Dizem as mulheres, “vocês não tem força de vontade, vocês não são fortes, vocês não podem ser uma liderança, vocês não podem proteger suas próprias vidas”, disse Meryem. “As mulheres tomaram parte em muitas revoluções na história, mas seu papel sempre foi suprimido”.

Ela observou que houve algumas dificuldades para as mulheres no início da defesa de Kobane, apesar da longa história de luta das mulheres em Rojava e no Curdistão em geral.

“Um número de camaradas da resistência Kobane, incluindo os mártires Sozdar e Roza, queriam as posições YPJ para ser separado dos homens — porque nossos pais e irmãos nos disseram ‘não pode fazer isso’, disse Maryem. Mas as mulheres lutaram contra os homens que lhes disseram que não tinham nada na frente. Agora, seu papel é famoso. Mulheres mártires como Viyan e Peyman, deram suas vidas para Kobane. Mulheres do YPJ tem estado na vanguarda da guerra em locais como Serêkaniye e Efrîn.

“O Daesh fez uma maratona de Mosul para cá, mas eles foram parados em Kobane”, disse Meryem. Dizendo que elas sentiram a necessidade de mostrar que as mulheres geradas na filosofia de Abdullah Öcalan nunca iriam desistir, disse ela “, enquanto houvesse um curdo ainda vivo, Kobane não iria cair.”

As mulheres não estão apenas resistindo na guerra, de acordo com Meryem, mas na vida cotidiana. “Em qualquer lugar na sociedade que há um grupo que quer resistir a sua própria exploração, deve haver um mecanismo de autodefesa — em cada rua, cada casa, cada local de trabalho.

“Por exemplo, as mulheres que trabalham em fábricas tem que se organizar. Elas precisam se reunir regularmente e se houver um ataque a uma mulher, elas precisam se unir.” Meryem disse que a solidariedade feminina contra a exploração econômica e todas as outras formas de exploração precisa ser um reflexo de base.

“As mulheres são empurradas para a prostituição, como se elas não tivessem outra opção. As mulheres estão sendo apedrejadas quando elas próprias são vítimas de estupro. Estamos dizendo que há outra forma de viver. E a solução não é só as armas.

“A luta começa com o conhecimento de si mesmo,” disse Meryem, salientando a importância da educação na luta do YPJ. “Nós avisamos os camaradas para que viessem até nós para aprender tudo o que eles queriam, incluindo como usar armas. Sua mente precisa estar aberta a tudo”, disse. Desde o início, o estudo da filosofia de Abdullah Öcalan tem sido crucial para os esforços das mulheres para se organizar.

Meryem diz que, estupro, apedrejamento, rapto, femicídio e outros crimes contra mulheres aumentam na ausência da autodefesa. Em Dera Zor, 700 mulheres e crianças foram decapitadas diante dos olhos do mundo. Crimes contra a humanidade, como a campanha de Anfal de Saddam Hussein e do ataque Daesh em Shengal foram evitadas em Rojava somente graças à luta dos mártires. Ela observou os nomes das mulheres muitos mártires que se sacrificaram nas fileiras da frente: Revan, Gulan, Ozgur, Roza e outras milhares que deram suas vidas para viver livremente suas identidades.

A história está cheia de mulheres que lutaram, de acordo com Meryem, de Rosa Luxemburgo a Leyla Qasim e as três militantes curdas mortas em Paris. Meryem saudou as mulheres que continuam sua luta nas ruas no 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Ela cumprimentou particularmente as mulheres que vão se reunir em Nusaybin, no norte do Curdistão na Marcha Mundial das Mulheres.

“As mulheres têm que se unir” disse. Ela diz que espera um dia para ver uma Assembléia Internacional de Mulheres.

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TEXTO ORIGINAL EM: http://kurdishquestion.com/index.php/kurdistan/west-kurdistan/rewriting-women-s-history-in-rojava-part-2.html

http://www.cabn.libertar.org/reescrevendo-a-historia-das-mulheres-em-rojava-parte-2/

JINHA Agencia de Noticias de Mulheres

JinhaO Curdistam está cheo de açons heroícas, mas nom o heroismo de Hollywood dumha açom e ponto, que também há, mas desse outro heroismo do cotiam, onde por ser no dia a dia nom perde a heroicidade de ser consequentes com a sua ideologia um dia e outro tambem.

A Agência de Notícias de Mulheres JINHA fixo 4 anos o 8 de Março, porque considero que é umha interesante experiência umha pequena resenha.

Este 08 de março, a agência de notícias de mulheres Jinha, com sede em Diyarbakir no norte do Curdistam, vai entrar no seu quarto ano de produção de notícias por e sobre as mulheres nas quatro partes do Curdistam, Turquia e mas alá, aumento cum serviço de novas em Inglês. Além das notícias diárias em curdo, turco e Inglês, a agência vai abrir um serviço árabe em breve.

Jinha é a única agência de notícias de mulheres no Curdistam e umha das poucas agências de notícias de mulheres do mundo. Um grupo de mulheres fundou Jinha no 2012 para abordar a compreensom e deturpação das mulheres nos mídias. A agência tem oficinas em Diyarbakir, Van, e Istambul, jornalistas em Izmir, Batman, Şırnak, Antalya e Siirt, e equipas em Rojava e o Sul Curdistam (KRG).

O Princípio operativo de Jinha é produzir notícias através da solidariedade das mulheres, em lugar da competição, é projeta-lo para combater um sistema capitalista e patriarcal que individualiza as mulheres. Dos câmeras às jornalistas ate chefes de departamento, as notícias de Jinha som produzidas inteiramente por mulheres. Na sua declaração original, as jornalistas fundadoras de Jinha diziam que ficaram frustradas com as imagens de mulheres que iam desde o miserável para o monstruoso ate o pornográfico, mas consistentemente reduzindo às mulheres a umha posição objetivada.

Quatro anos mais tarde, a deturpação das mulheres e especialmente das mulheres curdas continua sendo um problema, com as mulheres curdas que aparecem amplamente na imprensa mundial devido ao seu papel na revolução da Rojava e a defesa de Kobanê do Daesh (ISIS, ISIL, Estado Islâmico).

A Editora de Jinha Zehra Doğan, umha das fundadoras da agência, di que elas se propugerom trabalhar contra a mentalidade masculina nos meios de comunicação que definem às mulheres como “malditas e pornográficas”.

“O sistema masculino orquestrou todas as reaçons em relação às mulheres, até agora. As mulheres som definidas nos meios de comunicação pró-masculinos como quer sujeitos pornográficos, vítimas ou vilans”, explicou Zehra. “Estamos tentando montar a nossa alternativa contra isso. Estamos trabalhando e dizer ‘Parar’. O nosso objetivo é alterar o idioma dos mídia. ”

A jornalista de Jinha Asya Tekin sublinha que fundarom esta agência através da luita das mulheres em todo o mundo a partir de mulheres como Virginia Woolf, Rosa Luxemburg e Clara Zetkin ou jornalistas e luitadoras curdas como Gurbetelli Ersöz, Şilan Aras, Sakine Cansız e Deniz Firat.

“Estamos produzindo as nossas notícias em um contexto onde os meios masculinos perguntam constantemente: ‘que negócio vai fazer disso'”, disse Asya. “Vamos continuar a luitar contra esta mentalidade.”

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