Balanço do Estado de Emergência nos Meios de Comunicaçom na Turquia

12 Decretos Legislativos (KHK) foram emitidos durante o estado de emergência que foi declarado em 20 de julho de 2016. No total, 177 meios de comunicaçom foram fechados por três dos 12 KHK, dos que 11 forom reabertos.

A Associaçom de Jornalistas da Turquia (TGC) e a Uniom de Jornalistas da Turquia (TGS) declararom que 2.500 jornalistas e trabalhadores dos mídia foram deixados desempregados devido ao encerramento de 121 órgaos de comunicaçom da comunidade Gülen e círculos curdos desde que o estado de emergência foi declarado.

Cinco agências de notícias, 28 canais de televisom e 34 de rádio, 62 jornais, 19 revistas e 29 editoras forom fechadas.

Meios de comunicaçom fechados:

Agências

Cihan Haber Agency, Muhabir Haber Agency, SEM Haber Agency. Dicle Haber Agency, Jin Haber Agency.

Canais de televisom

Barış TV, Bugün TV, Can Erzincan TV, Dünya TV, Hira TV, Irmak TV, Kanal 124, Kanaltürk, MC TV, Mehtap TV, Merkür TV, Samanyolu Haber, Samanyolu TV, SRT Televizyonu, Tuna Shopping TV, Yumurcak TV, İMC TV, Hayatın Sesi, Azadi TV, Jiyan TV, Van TV, TV10, Denge TV, Zarok TV, Birlik Medya TV, Özgür Gün TV, Van Genç TV, Mezopotamya TV.

Canais de rádio

Aksaray Mavi Radyo, Aktüel Radyo, Berfin FM, Burç FM, Cihan Radyo, Dünya Radyo, Esra Radyo, Haber Radyo Ege, Herkül FM, Jest FM, Kanaltürk Radyo, Radyo 59, Radyo Aile Rehberi, Radyo Bamteli, Radyo Cihan, Radyo Fıkıh, Radyo Küre, Radyo Mehtap, Radyo Nur, Radyo Şimşek, Samanyolu Haber Radyosu, Umut FM, Yağmur FM, Batman FM, YÖN Radyo (İstanbul), Özgür Radyo, Radyo Ses (Mersin), Radyo Dünya (Adana), Özgür Güneş Radyosu (Malatya), Radyo Karacadağ (Urfa), Radyo Rengin, Gün Radyo, Patnos FM, Doğu Radyo (Van).

Jornais

Adana Haber Gazetesi (Adana), Adana Medya Gazetesi (Adana), Akdeniz Türk (Adana), Şuhut’un Sesi Gazetesi (Afyon), Kurtuluş Gazetesi (Afyon), Lider Gazetesi (Afyon), İşçehisar Durum Gazetesi (Afyon), Türkeli Gazetesi (Afyon), Antalya Gazetesi (Antalya), Yerel Bakış Gazetesi (Aydın), Nazar (Aydın), Batman Gazetesi (Batman), Batman Postası Gazetesi (Batman), Batman Doğuş Gazetesi (Batman), Bingöl Olay Gazetesi (Bingöl), İrade Gazetesi (Hatay), İskenderun Olay Gazetesi (Hatay), Ekonomi (İstanbul), Ege’de Son Söz gazetesi (İzmir), Demokrat Gebze (Kocaeli), Kocaeli Manşet (Kocaeli), Bizim Kocaeli (Kocaeli), Haber Kütahya Gazetesi (Kütahya), Gediz Gazetesi (Kütahya), Zafer Gazetesi (Kütahya), Hisar Gazetesi (Kütahya), Turgutlu Havadis Gazetesi (Manisa), Milas Feza Gazetesi (Muğla), Türkiye’de Yeni Yıldız Gazetesi (Niğde), Hakikat Gazetesi (Sivas), Urfa Haber Agency Gazetesi (Urfa), Ajans 11 Gazetesi (Urfa), Yeni Emek (Tekirdağ), Banaz Postası Gazetesi (Uşak), Son Nokta Gazetesi (Uşak), Merkür Haber Gazetesi (Van), Millet Gazetesi, Bugün Gazetesi, Meydan Gazetesi, Özgür Düşünce Gazetesi, Taraf, Yarına Bakış, Yeni Hayat, Zaman Gazetesi, Today’s Zaman, Özgür Gündem Gazetesi (İstanbul), Azadiya Welat Gazetesi (Diyarbakır), Yüksekova Haber Gazetesi (Hakkari), Batman Çağdaş Gazetesi (Batman), Cizre Postası Gazetesi (Şırnak), İdil Haber Gazetesi (Şırnak), Güney Expres Gazetesi (Şırnak), Prestij Haber Gazetesi (Van), Urfanatik Gazetesi (Urfa), Kızıltepe’nin Sesi Gazetesi (Mardin), Ekspres Gazetesi (Adana), Türkiye Manşet Gazetesi (Çorum), Dağyeli Gazetesi (Hatay), Akis Gazetesi (Kütahya), İpekyolu Gazetesi (Ordu), Son Dakika Gazetesi (İzmir), Yedigün Gazetesi (Ankara).

Revistas

Akademik Araştırmalar Dergisi, Aksiyon, Asya Pasifik (PASİAD) Dergisi, Bisiklet Çocuk Dergisi, Diyalog Avrasya Dergisi, Ekolife Dergisi, Ekoloji Dergisi, Fountain Dergisi, Gonca Dergisi, Gül Yaprağı Dergisi, Nokta, Sızıntı, Yağmur Dergisi, Yeni Ümit, Zirve Dergisi, Tiroj Dergisi, Evrensel Kültür Dergisi, Özgürlük Dünyası Dergisi, Haberexen Dergisi.

Editoras e distribuidoras

Altın Burç Yayınları, Burak Basın Yayın Dağıtım, Define Yayınları, Dolunay Eğitim Yayın Dağıtım, Giresun Basın Yayın Dağıtım, Gonca Yayınları, Gülyurdu Yayınları, GYV Yayınları, Işık Akademi, Işık Özel Eğitim Yayınları, Işık Yayınları, İklim Basın Yayın Pazarlama, Kaydırak Yayınları, Kaynak Yayınları, Kervan Yayınları, Kuşak Yayınları, Muştu Yayınları, Nil Yayınları, Rehber Yayınları, Sürat Basım Yayın Reklamcılık ve Eğitim Araçları, Sütun Yayınları, Şahdamar Yayınları, Ufuk Basın Yayın Haber Ajans Pazarlama, Ufuk Yayınları, Waşanxaneya Nil, Yay Basın Dağıtım PAZ, Reklamcılık, Yeni Akademi Yayınları, Yitik Hazine Yayınları, Zambak Basım Yayın Eğitim Turizm.

As reabertas

Kurtuluş Gazetesi (Afyon), Lider Gazetesi (Afyon), İşçehisar Durum Gazetesi (Afyon), Bingöl Olay Gazetesi (Bingöl), Ege’de Son Söz Gazetesi (İzmir), Hakikat Gazetesi (Sivas) , SRT Televizyonu, Umut FM, Yağmur FM, Yön Radyo and Zarok TV. (EA/TK)

Publicado em Bianet.

 

 

Por que nom devemos abandonar os curdos

nom-devemos-abardoar-os-curdos
Celebraçom do Dia Internacional da Mulher, Qamishli, Rojava / Joey L (c)

Por Will TG Miller

Os curdos do norte da Síria sofrerom imensamente ao longo da história. Autóctonos da regiom nunca tiverom concedido qualquer nível significativo de autonomia ou auto-governo. Durante toda a existência da República Árabe da Síria, mantiverom o status de um dos grupos mais marginalizados, de acordo com Minority Rights International, e também forom sujeitas a níveis de detençom chocantes arbitrários, e tortura aprovados polo governo, e a apropriaçom ilegal dos seus bens.

Esta foi a pior sob o pan-arabismo durante o regime de Hafez al-Assad. Um relatório da Chatham House detalha a gravidade da situaçom; a língua curda foi proibida em público, e o seu uso, bem como a música e publicaçons curdas, eram estritamente ilegais. No entanto, pouco mudou, mesmo depois de que Assad herdasse o trono no 2000, em detrimento da minoria curda.

Isso fai que o recente ressurgimento dos curdos no quadro da mesma Síria, que reprimiu qualquer expressom de identidade curda, muito incrível. A regiom autônoma de Rojava veu a existir em 2013 conforme as milícias curdas regionais formadas após o Exército Árabe da Síria evacuaara rapidamente vastas áreas de território em face das bandas de terroristas islâmicos, bem como outras organizaçons mais importantes, como a FSA, Jabbhat Al Nursa, e o ISIS. As milícias curdas assumirom a infra-estrutura governamental e militar deixadas para trás quando os Assadistas evacuarom.

Rojava tivo pouco tempo para se alegrar na sua independência nominal da Síria, umha vez que foi imediatamente atacada de todas as direcçons. Os ataques de grupos terroristas dentro da Síria continuou, e as pessoas de Rojava encontrarom a sua determinaçom testada na longa e sangrenta batalha de Kobanî. A vitória improvável adquirida pola ala militar do governo de Rojava, as YPG, foi à custa de muitas vidas de civis mortos por carro-bomba e bombardeios indiscriminados polo ISIS. Apesar das perdas, a derrota do ISIS sublinhou a determinaçom dos curdos de Rojava para o mundo e mostrou que eles nom iam renunciar à sua independência há muito desejada tam facilmente.

Desde entom, no entanto, parece que, embora a situaçom tem a concluir só que a pior. Apesar do feito de que Salih Muslim, co-presidente do PYD, tem declarado repetidamente que o governo de Rojava nom busca a independência da Síria, e em vez disso procura manter o seu estatuto de umha regiom autónoma semelhante ao Curdistam iraquiano, o governo sírio tem efetivamente cortado os laços com a regiom e recusa a conceder-lhe ajuda militar, econômica ou qualquer outra. Isto é apesar das repetidas aberturas de Muslim para o governo sírio e declaraçons de apoio contra os grupos islâmicos que fazem umha guerra terrorista contra as duas entidades.

A partir da sua fronteira norte com a Turquia, Rojava está sob ataque constante. O governo turco afirmou a sua intençom de nom aceitar qualquer tipo de entidade autônoma curda dentro Síria, independente ou nom, e levarom a cabo ataques regulares de bombardeio contra alvos civis a fim de enfraquecer a vontade do povo curdo. Estes ataques intensificarom no início deste ano, à frente da força oficial de invasom, que entrou no Curdistam sírio em agosto.

Assim, o incipiente governo regional de Rojava encontrou-se luitando umha guerra em três frentes; contra o o ISIS, contra a Turquia, e às vezes até mesmo contra o governo sírio. Apesar das repetidas tentativas de umha paz significativa, este estado de hostilidades diretas tem visto pouca mudança nos últimos anos. Enquanto os EUA se envolveu em lançamentos aéreos esporádicos para ajudar a Rojava nos últimos dous anos, a sua assistência (e promessas de ajuda) tem sido evasiva e indecisa. A Rússia, por outro lado, tem-se revelado um aliado muito mais eficaz, permitindo às YPG chamar por ataques aéreos identificando posiçons, dando-lhe algumha superioridade aérea muito necessária na luita contra o ISIS e outros grupos terroristas.

No entanto, qualquer apoio dado pola Rússia – em outras palavras, qualquer apoio substancial -tem sido constantemente prejudicado por Ocidente em cada turno. O ex-secretário de Relaçons Exteriores britânico Philip Hammond dixo no início deste ano que estava “perturbado” com os relatos de ajuda russo para as forças curdas no norte da Síria, pouco antes dos britânicos juntaram-se aos americanos em chamar os russos para ‘sair’ da Síria. No entanto, eles nom fornecem nengumha alternativa eficaz, condenando a Rojava à extinçom nas maos de Turquia e o ISIS.

O comportamento dos Estados Unidos tem sido particularmente perturbador. Após a tentativa separatista de Kosovo nos Balcás, os EUA enviaram a sua força aérea para deixar cair umha quantidade surpreendente de bombas sobre a Sérvia, a fim de garantir a independência do estado incipiente. Assegurar os direitos humanos do povo do Kosovo e impedir o genocídio estavam entre as razons usadas para legitimar esta campanha. Diante disso, as açons norte-americanas na Síria som difíceis de racionalizar. Elas som inconsistentes, nom só com as suas decisons anteriores ao enfrentar circunstâncias similares, mas também com a ideia da América como umha naçom em busca de manter a ordem internacional, evitar o genocídio e os crimes contra a humanidade, e garantir a paz no mundo.

Os Estados Unidos e a Gram-Bretanha optarom por ver Rojava e de feito o povo curdo nom como qualquer outra naçom ou merecedor das liberdades fundamentais, os direitos humanos, e direito às normas mínimas de dignidade, mas em vez disso como peons em umha espécie retorcida de Grande Jogo que está sendo jogado por políticos de Washington contra a Rússia de Putin. Como peons, os curdos estam a ser utilizados quando é conveniente e descartados quando se tornam um inconveniente. E dada a resposta silenciosa dos EUA à invasom turca de Rojava no mês passado, parece ser o caso que o ‘inconveniente’ está aumentando.

Cada vez mais, as vozes de políticos ocidentais, grupos de reflexom e os chamados “analistas políticos” parecem estar a aumentar. A condenaçom das instituiçons de Rojava polos ocidentais é cada vez mais dura. Eles criticam a regiom autónoma por nom ser plenamente democrática, apesar do fato de que está envolvida em umha guerra com os adversários genocidas cujo objetivo é nom só a destruiçom da estrutura administrativa, mas também do povo curdo como um todo. Eles exigem que o governo cesse a sua política de recrutamento, ignorando o conflito existencial, e ao mesmo tempo nom oferecendo absolutamente nada em termos de umha alternativa.

Claro, algumhas críticas sobre o governo e as forças armadas de Rojava som legítimas. Há algumhas evidências que sugerem que aconteceu em algumha ocasioom o recrutamento de menores de 18 anos, apesar de ser ilegal sob as leis de Rojava. Há também razons para criticar a estrutura do governo e o domínio total do PYD à custa de outros partidos.

Mas essas críticas estam ultrapassando nas suas conclusons. Sugerem que, desde que existem problemas como esses, o Ocidente deveria abandonar os curdos sírios aos lobos.

A fazer isso seria desastroso. Nom só seria fortalecer o Estado Islâmico, a posiçom totalitária do governo Assad, mas também umha Turquia cada vez mais islâmista e autocrática. Isso representaria umha grave traiçom das promessas anteriores de apoio feita aos curdos, e, assim, fazer que os EUA a sofrer um golpe enorme ao seu prestígio internacional. Mas o mais importante, constituiria umha traiçom dos princípios que nos som tam caros; os dos direitos humanos universais, o direito internacional e o princípio da auto-determinaçom, conforme descrito na Carta da ONU.

Abandonando os curdos nom imos ganhar nada e reforçariamos os nossos inimigos. Devemos apoiá-los contra os nossos inimigos mútuos como a única pedra de estabilidade no turbulento Oriente Médio.

Will TG Miller é um analista político e ativista da causa curda. O seu trabalho incide sobre o Oriente Médio, Islamismo, e os direitos humanos.

Publicado em Kurdish Question.