Por que é importante parar a “guerra da Turquia contra os curdos”?

Why it is Important to Stop Turkey’s War On The Kurdspor Memed Aksoy

Mália que o artigo está feito para a manifestaçom de Londres, considero que é também muito claro para qualquer outro lugar.

Vários grupos de solidariedade curdos e nom-curdos de todo o espectro político estam organizando umha manifestaçom o 06 de março de 2016 em Londres sob a lenda “Parar a guerra da Turquia contra os curdos.” Esta é a primeira vez na história que umha manifestaçom nacional está a ser organizada nesta escala em solidariedade com os curdos. Vem em um momento crucial para o povo curdo, mas também para todos os povos do Médio Oriente.

As atrocidades cometidas polas forças do Estado turco em vários bairros curdos desde julho do 2015 som a ponta do iceberg em relaçom ao que poderia acontecer no Curdistam do Norte, a Turquia e o resto da regiom se esta guerra nom é parada. 178 pessoas forom queimadas vivas, incluindo mulheres e crianças em 3 ‘sotos da morte’ em Cizre em fevereiro; centos de outros forom mortos em Sur, Idil, Nusaybin, Dargeçit, Silopi e em outros lugares desde a implementaçom dos bloqueios marciais e cercos. Mais de um milhom de pessoas forom deslocadas e os distritos mencionados acima transformarom-se em paisagens distópicas por equipes e soldados especiais das forças policiais usando artilharia, tanques e substâncias químicas.

A juventude curda principalmente, estam tentando defender essas áreas, cavando trincheiras e erguendo barricadas no que se transformou em umha guerra urbana, por primeira vez na história do conflito entre o Estado turcos e os curdos. Outros, como Abdulbaki Somer, o autor do atentado Ancara, em um estado de desespero sentido por muitos curdos, tentou vingar-se atacando o Estado turco no seu próprio quintal. Sabemos que “a guerra é umha continuaçom da política por outros meios”, mas deve haver umha outra maneira de acabar com este conflito, que se parece cada vez mais a umha guerra civil. E todos nós sabemos o que isso significa, se olharmos do outro lado da fronteira com a Síria; polo menos 11 milhons de deslocados, 470.000 mortos ou feridos, um habitat inteiro arrasado e todo um país destruído.

O atual conflito no Curdistam do Norte também é umha extensom da guerra na Rojava e Síria. Embora seja um assunto complicado com as alianças que se sobreponhem, mudanças diárias e realpolitik, a única constante da guerra tem sido a inimizade da Turquia contra a Revoluçom da Rojava e o seu apoio a grupos jihadistas para luitar contra os ganhos de Rojava. O temor a que Rojava ganhe reconhecimento internacional é tam grande que Erdogan admitiu que cometeu o erro de permitir que os curdos no sul do Curdistam (N.Iraq) obter a autonomia, mas nom vai repetir o erro cometido na Síria, mesmo que leve a um conflito regional. Assim, a Turquia continua alimentando a guerra em Rojava e Síria, criando e apoiando, marcas de banda cada vez maiores de mercenários na sua fronteira, que está tornando mais difícil um cessar-fogo sustentável ou conversaçons de paz. A política sectária do governo do AKP também está alimentando a guerra e o caos no Iraque, que está mantendo os curdos dependendo do Estado turco.

A fobia dos curdos da Turquia deriva da fundaçom da República Turca que foi construída sobre a negaçom e aniquilaçom dos curdos especificamente e de qualquer cousa nom-turca em geral. É por isso que a igualdade, um status e reconhecimento para os curdos em qualquer lugar é considerado como umha ameaça para o Estado-naçom turco e a sua soberania. E isso é. Porque a igualdade e reconhecimento dos curdos vai significar umha constituiçom e sociedade plural, inclusiva e democrática, bem como as bases da democracia radical em toda a Turquia, Curdistam do Norte (Bakur) e do Curdistam Oeste (Rojava). Este é um anátema para o AKP e grande parte da elite dominante turca, tanto à esquerda como à direita. Por isso, o governo do AKP e Erdogan estam-se tornando cada vez mais autoritários, nacionalistas e por falta de umha palavra melhor fascistas. A proibiçom de jornais e canais de televisom, a prisom de jornalistas, acadêmicos, ativistas de direitos humanos e políticos eleitos e a militarizaçom e islamizaçom da sociedade som todos indicadores perigosos que a Turquia está em caminho da destruiçom.

Há umha tendência nos seres humanos de tomar medidas, umha vez que é tarde demais. As condiçons agora estam para a guerra total ou umha paz duradoura. O resultado só pode ir de duas maneiras entre os curdos e turcos. A guerra da Turquia contra os curdos está derrubando as escalas em favor do conflito, devemos apoiar em favor da paz. O silêncio dos governos, dos meios de comunicaçom e organizaçons internacionais precisa ser e vai ser quebrado polas pessoas. Nós nom poidemos impedir a guerra civil na Síria; imos impedi-la na Turquia e o Curdistam do Norte.

A característica mais importante desta demonstraçom é que está sendo organizado por pessoas de todo o mundo, nom so curdos. Espero que a ideia se espalhe por todo o mundo e as pessoas, em solidariedade com os curdos e os povos do Oriente Médio vam se juntar para dar um golpe contra as políticas imperiais, intromissons e imposiçons das chamados ditaduras regionais e e regimes opressivos, bem como as “superpotências”.

Parar a guerra da Turquia contra os curdos significa evitar a guerra civil na Turquia e Curdistam do Norte, isso significa parar a morte, destruiçom, deslocamento e migraçom, significa contribuir ao fim da guerra na Síria, Iraque e em toda a regiom, significa fortalecer o terreno para umha soluçom política e pacífica para a questom curda na Turquia e significa o fortalecimento da democracia, direitos humanos, fraternidade e liberdade no Oriente Médio para todos.

Nota: Existem entre 400,000-500,000 curdos e turcos que vivem no Reino Unido, principalmente em Londres. Cada um deles tem família, amigos e seres queridos que vivem na Turquia e Curdistam do Norte. A maioria deles nom têm conhecimento ou sente-se impotente diante do perigo que estamos enfrentando. Este é o dia no que cada curdo e Turco deve sair para exigir um fim a esta guerra que ameaça quebrar a sociedade e levar a Turquia de volta cem anos atrás.

Publicado em Kurdish Question, para mas informaçom em: www.stopwaronkurds.org

 

Turquia: Onde Chamar pola Paz é terrorismo

Turkey Where Calling for Peace Is Terrorism Artigopor Rosa Burç, este artigo foi publicado originalmente em telesurtv.net

Turquia atraíu a atençom internacional depois de que umha carta assinada por Noam Chomsky e mais de 1.100 acadêmicos condenaram a violenta repressom do governo.

Umha declaraçom assinada por mais de 1.100 acadêmicos, incluindo o famoso linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky, pediu ao governo turco “abandonar a sua massacre deliberada” da povaçom curda do país.

O documento, que foi viral, irritou a Ancara, Recep Erdogan, o presidente, chamou a todos os signatários “escuros, desonestos e brutais.”

O documento está chamando a atençom internacional para um aliado dos EUA e membro da OTAN que está se tornando cada vez mais autoritário e empregando a violência estatal e a repressom para criar um clima de terror no país.

“O que os meios de comunicaçom estám dizendo é muito diferente do que estamos experimentando. Consulte-nos, por favor, escuite-nos ouvir e ofereça-nos ajuda”, dixo Ayse Çelik, um professor da província de Diyarbakir, que chamou o Beyaz Show – um dos programa de televisom de entretenimento mais bem cotados na Turquia. “Nom deixem que as pessoas morram, nom deixem que as crianças morram e nom deixem que as maes chorem.”

A Turquia é, provavelmente, um dos poucos países no mundo onde este tipo de declaraçons é julgadas como terrorismo, o programa de TV foi investigados por “propaganda terrorista”, e onde o apresentador do programa tivo que pedir desculpas publicamente polas suas declaraçons e manifestar o seu total apoio às operaçons militares do estado.

O chamado de Çelik era umha tentativa desesperada de romper o silêncio no país, principalmente no Oeste de Turquia. Enquanto o Ocidente se envolve com o nacionalismo e firme apoio para as narrativas que saem de Ankara nas que as operaçons militares nas províncias curdas se justificam como umha operaçom anti-terrorista em defesa do estado, a realidade política no sudeste curdo evoca umha zona de guerra, onde os toques de recolher, a tortura e as execuçons tornarom-se comuns.

O conflito turco-curdo leva mas de três décadas, e ainda atingiu novos níveis de violência recentemente. Hoje, o Estado continua a implicar a mesma lógica que há 20 anos: cortar qualquer exigência política curda através da aplicaçom de duras políticas de segurizaçom e coerçom sob as leis anti-terroristas vagamente definidas e umha constituiçom escrita em 1982 por umha junta militar liderada polo general Kenan Evren .
Depois de rematar o processo de paz com o Partido dos Trabalhadores do Curdistam ou PKK, em agosto de 2015, o governo Erdogan lançou umha ofensiva militar em cidades curdas no sudeste da Turquia. Forom impostos dúzias de toques de recolher, a mais longa está sendo a do distrito de Sur na cidade de Diyarbakir, que agora está no seu 49 dia. Os toques de recolher mais pesados forom imposta notavelmente nas cidades curdas, onde o AKP de Erdogan, ou Partido da Justiça e o Desenvolvimento, tivo poucos votos nas últimas eleiçons.

Os curdos no entanto, emanciparom-se da abordagem do estado para a questom curda na redefiniçom do conceito de democracia e luitando por umha paz digna. Hoje nom é unicamente o PKK quem desafia o Estado turco na primeira linha, mas é umha organizaçom ad-hoc de civis – mulheres, crianças, idosos – que defendem as suas vidas atrás de trincheiras e barricadas.

Resistindo um estado que conduze a sua força por meio de armas pesadas, artilharia, veículos blindados, helicópteros e detençons caprichosas sobrevivir so é possível tornando-se invisível para o Estado. Trincheiras e barricadas, portanto, som espaços de sobrevivência e nom o resultado de umha agenda separatista curda, como falsamente proclama o Estado turco.

Em impor violentos toques de recolher em um estado de emergência de facto, o Estado turco nom só coloca as cidades curdas sob assédio, mas também tem sabotado qualquer possibilidade de negociar pacificamente umha soluçom política.

A autonomia curda dentro das fronteiras turcas unicamente está sendo discutida e, assim, criminalizada como parte das chamadas “trincheiras-políticas” por colunistas e políticos tradicionais, em vez de avaliar a demanda de autodeterminaçom como um direito fundamental. Por isso, o governo do AKP nom tem nengum problema em militarizar ainda mais o conflito. Colocando as demandas curdas sob assédio, a ofensiva contra a vida de civis, certamente demonstra umha tentativa de isolar a questom curda de outras discussons em torno as deficiências democráticas da Turquia.

Embora a estratégia de isolamento do governo parecia ser bem sucedida no que di a respeito ao silenciamento das vozes críticas na parte ocidental da Turquia, foi a iniciativa dos acadêmicos chamando pola paz imediata a fim de pôr fim ao crescente número de mortes na Regiom Sudeste do país o que desencadeou umha discussom sobre a guerra da Turquia contra os seus cidadaos, nom só na Turquia ocidental, mas até mesmo internacionalmente.

A declaraçom foi inicialmente assinada por 1.128 acadêmicos de 89 universidades turcas, bem como por mais de 300 cientistas de fora do país. Noam Chomsky, Judith Butler, Etienne Balibar, David Harvey e Tariq Ali estam entre os nomes mais populares dos muitos apoiantes.

“O direito à vida, à liberdade e a segurança, e, em particular, a proibiçom da tortura e maus-tratos protegidos pola Constituiçom e as convençons internacionais forom violados”, dizia a declaraçom. “Exigimos que o estado abandone a sua massacre deliberada e deportaçom do povo curdo e outros na regiom.”

A declaraçom também pede umha delegaçom independente de observadores internacionais para ir a regiom, bem como um fim dos toques de recolher. Certamente, em um país como a Turquia, que reforça o nacionalismo através dos conceitos de traidores e terroristas, os intelectuais derom um passo à fronte, dizendo: “Nós nom formaremos parte deste crime”.

Agora todos os signatários acadêmicos estam enfrentando represálias penais e profissionais depois de que o presidente Erdogan os chamou de ” escuros traidores ” e o Conselho de Educaçom Superior (YÖK) anunciou umha investigaçom contra os estudiosos que apóiam a iniciativa. Mais de 20 acadêmicos já foram detidos por “propaganda terrorista.”

A descida da Turquia num crescente Estado autoritário está marcada polo que qualquer dissidência pacífica, apelando pola paz com os curdos, bem como difundir o conhecimento das mortes de civis, é estigmatizado como traiçom.

Em uma resposta ao ataque do AKP à liberdade acadêmica, Judith Butler afirmou que “a denominaçom da análise crítica como traiçom é umha antiga e indefensável tática dos governos que desejam ampliar os seus poderes à custa da democracia.”

Quando a prerrogativa da interpretaçom está nas maos de um estado que está em umha perigosa deriva autoritária, nom é nengumha surpresa que chamar pola paz seja percebido como umha grande ameaça para o poder do Estado.

Rosa Burç, 25 anos, é estudante pre-doutoral e Assistente de Investigaçom no Department of Comparative Government, da Universidade de Bonn. A sua investigaçom é sobre Estados-Naçom e Teorias do (pós-)Nacionalismo.

Publicado por Kurdishquestion.

 

“Nós nom seremos levados ao matadouro.” Entrevista com Cemil Bayik co-lider do KCK

Nós não serão Conduzido até ao matadouro Artigopor Wieland Schneider, Qandil

O líder curdo Cemil Bayık compara a Erdoğan com Assad, critica a ajuda militar da OTAN para a Turquia, e demanda que a UE exerza pressom para parar a guerra.

As ruas acabam entre os campos em curvas estreitas. Em seguida, a visom abre-se a umha cadeia de montanhas cobertas de neve. Penhascos marrons escuros sobre nós. Em um deles está pendurado umha grande imagem do líder curdo Abdullah Öcalan. Aqui nas montanhas Qandil do norte do Iraque, perto da fronteira iraniana, entramos no território da organizaçom guerrilheira PKK.

Desde 1999 o líder ideológico do PKK está em umha prisom turca. Em 2013 Öcalan, desde a sua cela na prisom, pediu um cessar-fogo. Seguido de um processo de paz, que pretendia acabar com a guerra de décadas entre o Estado turco e a organizaçom clandestina curda PKK. Agora esse processo encontra-se em um caos tremendo com o o governo turco tentando destruir o PKK com umha ofensiva militar. Avions de combate turcos conduzem repetidamente ataques aéreos contra os refúgios do PKK nas montanhas de Qandil.

“Cerca de duas vezes por semana eles venhem e lançam bombas. Pode durar até seis horas “, di um jovem luitador do PKK. Um Kalashnikov e um mais velho rifle de assalto americano M-16 encostar num canto da pequena casa. Nas paredes cinzentas penduram cartazes com fotos de combatentes do PKK martirizados. Os homens bebem chá para se aquecer antes de retornar os seus postos no exterior do recinto. Este edifício é a primeira estaçom em um caminho para a área dos combatentes clandestinos curdos. Em um lugar secreto, a nossa entrevista com Cemil Bayık, o chefe do PKK- realizara-se.

Depois de umha hora de espera, o porta-voz de imprensa internacional do PKK aparece. Os nossos telefones celulares, mochilas e laptops devem ser entregues. Empilhando em um veículo todo-o-terreno, somos levados para as montanhas. Dirigimos-nos ao longo de pistas cujos profundos sulcos som preenchidos com a água marrom das choivas de inverno. Umha vez que sair, imos esperar mais umha hora em outro abrigo do PKK. Caminhamos a pé por montanhas cobertas de florestas e através dos pequenos vales que se encontram entre elas. Finalmente chegamos ao ponto onde o líder do PKK, Cemil Bayık nos espera com os seus guarda-costas.

* * *

Die Presse: Desde o Verao, forom atacados pola força aérea turca. Como conseguem sobreviver aqui nas montanhas?

CB: Nós resistimos a esses ataques porque o nosso movimento tem umha vontade forte. A Turquia nom pode quebrá-lo. A Turquia nunca vai obrigar-nos a nos submeter. Queremos viver em liberdade e de acordo com os nossos próprios valores, ou nom imos viver. Podemos pagar um preço elevado e sofrer perdas, mas o nosso movimento vai-se tornar mais forte. A Turquia é um país da OTAN e quer aderir-se à UE. Os EUA, a UE e os Estados membros da OTAN dim que cumprem certos valores. Turquia, com sua açom militar contra os curdos, está violando todos esses valores. No entanto, os EUA e a UE permanecem em absoluto silêncio e nom condenam os ataques turcos.

O que exatamente querem dos membros da Uniom Europeia, como a Áustria e a Alemanha que fagam?

Eles tenhem que intervir e avisar o governo de Ancara contra a continuaçom das violaçons dos valores europeus. Os membros da OTAN nom devem dar nengum apoio militar mais a Turquia. Áustria e Alemanha devem exercer pressom sobre o Estado turco para umha soluçom pacífica para a questom curda. A Turquia isolou o nosso líder, Abdullah Öcalan, na prisom desde abril de 2015. Desde entom, nom recebemos nengumha informaçom sobre el.

Como maciços som os ataques?

Turquia está atacando cidades no Norte do Curdistam [sudeste da Turquia] com tanques, artilharia e helicópteros. O exército turco está destruindo casas e matando qualquer pessoa que nom observe o toque de recolher. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, umha vez condenou o presidente sírio, Bashar al-Assad, por ter feito isso, por infligir terror de Estado na sua própria povoaçom. Mas agora Erdoğan está usando os mesmos métodos que Assad.

Realmente quer comparar a Erdoğan com Assad?

Sim. A Áustria e a Alemanha devem enviar delegaçons para as cidades sitiadas, como Silopi e Cizre. Dessa forma, eles vam testemunhar em primeira mao os crimes que forom cometidos lá contra os curdos. Se a UE nom intervém, esso significa que considera a devastadora situaçom nas cidades curdas como normal. A UE condenou as políticas de Assad. Por que nom fazer o mesmo com a Turquia?

Mas a Turquia é um parceiro mais importante para a UE, especialmente agora, para evitar umha emigraçom de mais refugiados sírios para a Europa. A chanceler alemá, Angela Merkel visitou o Presidente Erdoğan antes das eleiçons na Turquia. A UE precisa da Turquia.

Nós nom queremos que os membros da Uniom Europeia ou da OTAN cortem os seus laços com a Turquia. E esperamos que os países da UE cuidem dos seus próprios interesses vis-a-vis com Ankara. Mas eles nom podem promover os seus interesses à custa dos curdos.

Como pode a OTAN acabar com a sua colaboraçom militar com a Turquia? A Turquia é também um importante aliado na guerra contra o ISIS. Jatos turcos decolam de bases aéreas militares turcas e lançam bombas aqui em Qandil. Nom só isso, avions de combate norte-americanas decolam de Incirlik, como fazem os Tornados alemaes, para as suas missons contra o ISIS na Síria.

Os Estados Unidos, a UE, e a OTAN todos dim que estam luitando contra o ISIS. Eles também aceitarom a Turquia nesta aliança e usam Incirlik. Mas há aqui umha contradiçom: a Turquia é um importante apoio do ISIS, e os que luitam mais efetivamente o ISIS som os curdos.

Foi inteligente que a juventude do PKK iniciara umha rebeliom nas cidades do sudeste da Turquia? Agora todos os moradores civis estam sofrendo lá sob condiçons onerosas.

As açons do PKK nas cidades nom justificam que os militares turcos matem civis. Que o PKK apoia os rebeldes nas cidades nom dá ao Estado turco o direito de cometer os crimes que se cometem. Se se cometeu um erro, esso nom dá direito a Ankara para cometer outro erro. Os jovens nas cidades nom começarom a guerra. Eles defenderom o povo lá contra as massacres do exército. Öcalan e o PKK tenhem tentado resolver a questom curda por meio de negociaçons. Ao mesmo tempo apoiamos grupos democráticos que participam das eleiçons para entrar no parlamento e ser capazes de resolver a questom curda lá.

As eleiçons saiurom-lhe pola culatra a Erdoğan.

As eleiçons do 7 de junho foi um ponto de viragem. É privou a Erdoğan, com as suas idéias anti democráticas, da sua república presidencial. E do outro lado o HDP e outros grupos democráticos trabalharom para construir umha república democrática. O resultado das eleiçons foi que o AKP de Erdogan perdeu a maioria absoluta. El nom aceitou esse resultado e, basicamente, decidiu, dar um golpe de Estado.

Mas simpatizantes do PKK matarom dous policiais turcos em vingança polo ataque do ISIS em Suruç. E Ancara acusa o PKK e os seus seguidores da criaçom de umha administraçom paralela nas áreas curdas.

Quando vimos que Erdoğan estava a criar dificuldades à democracia em Ancara, tentamos construir estruturas democráticas ao nível local. Nom é sobre a separaçom da Turquia-é umha luita contra as idéias neo-otomana de Erdogan. O Estado turco usou a auto-gestom democrática e os políciais assassinados como umha desculpa para atacar os curdos. O planeamento militar para isso vinha acontecendo desde setembro do 2014.

Rússia tem-lhes oferecido ajuda?

Rússia compreende que os curdos som umha das forças mais importantes na regiom. Se a Rússia tivera a ajuda dos curdos, poderia aplicar as suas próprias políticas na Síria de forma mais eficaz e, ao mesmo tempo exercer pressom sobre a Turquia. O caos prevalece no Oriente Médio agora, e todo poder regional ou internacional está tentando promover os seus próprios interesses. Há, por exemplo, umha frente xiita e umha frente sunita. Rússia apoia a frente xiita, e os EUA a sunita. Os curdos nom apoiam nengum frente – nós temos o nosso próprio terceiro caminho. Mas nós queremos manter laços com integrantes individuais dessas frentes.

Se a Rússia oferecesse armas o PKK, a fim de enfraquecer Erdoğan, iriam aceitá-los?

Nós aceitaremos qualquer companheiro que aceite a soluçom democrática para a questom curda.

Se a situaçom no leste da Turquia agrava-se ainda mais, o PKK vai enviar as suas forças de guerrilha às cidades?

A Turquia já intensificou a guerra. Ninguém nesta situaçom pode negar-nos o nosso direito de autodefesa. Mesmo quando um animal é levado ao matadouro, el luita pola sua vida até o último momento. As unidades da guerrilha tenhem o direito de ir as cidades. Se as pessoas estám sendo assassinadas diante dos seus olhos, eles nom podem ficar de braços cruzados e observar.

O que deve ser feito para reiniciar o processo de paz?

Turquia deve terminar a sua política de guerra. O exército turco deve cessar os seus crimes nas cidades e regressar à mesa de negociaçons.

O presidente do Governo Regional do Curdistam, Massoud Barzani, exigiu que o PKK se retire das áreas jáziges em Sinjar, no norte do Iraque. Mas o PKK quere ficar. Nom existe o perigo de que esta situaçom poderia levar a umha luita entre o PKK e os Peshmerga da KRG?

Turquia quer provocar um conflito entre os curdos, mas nós nom imos deixar que aconteça. Já faz tempo que um congresso de unidade nacional, em que todos os partidos curdos participem.

Mas Barzani deixou claro que Sinjar deve continuar a ser parte do KRG.

Shengal [nome curdo para Sinjar] é a pátria dos jazidis, que som os curdos ancestrais. A questom de Shengal é, portanto, umha questom de todos os curdos- nom é umha questom apenas de Barzani, o KDP ou o PKK. Quando o ISIS atacou os Jazidis em Shengal, eles foram deixados indefesos. Nem os Peshmerga da KRG nem o exército iraquiano tomou a sua defesa. Foi o PKK quem enviou as suas forças guerrilheiras a Shengal para resgatar essas pessoas. Sem o PKK, todos os Jazidis teriam perecido. Sem o PKK também, os Peshmerga nom estariam em umha posiçom para depois poder voltar para Shengal.

Como apoiam os Jazidis agora?

Shengal ainda nom está inteiramente libertado. Ainda existem aldeias controladas polo ISIS. E o ISIS ainda está por perto, em Tal Afar e Mosul. Queremos ajudar os Jazidis lá para construir a sua própria administraçom e as suas próprias forças de defesa. Até que isso seja implantado, as nossas forças guerrilheiras permanecerám no lugar.

Qual lhe parece que deveria ser o futuro político da regiom?

Oficialmente, o governo central iraquiano ainda é responsável por Shengal. De facto, no entanto, a área está administrada pola KRG no norte do Iraque. O status de Shingle é, portanto, claro. Em nossa opiniom, seria bom se Shengal continua a fazer parte do Curdistam. Mas isso vai significar que adoptem um tipo de auto-administraçom. As pessoas de lá tenhem que decidir sobre o futuro estatuto de Shengal. Nengum partido curdo pode determinar um modelo para os Yazidis.

***

Cemil Bayık. Sob o nome de guerra de Cuma, co-lidera, com Bese Hozat, a KCK (Coordinadora de comunidades do Curdistam), a principal organizaçom global do PKK e os seus partidos irmaos na Síria e no Iram. As forças militares da guerrilha do PKK estam subordinadas ao KCK. Bayık é a cabeça do movimento e é o número dois, após o líder ideológico preso Abdullah Öcalan.

Bayık tem sido um membro do PKK desde a sua fundaçom, em 1978, por isso é um dos seguidores mais longos de Öcalan. O PKK originalmente marxista luitou na Turquia por um Estado curdo. Agora procuram um tipo de autonomia a nível local.

***

Este artigo foi publicado em alemao em Die Presse, 16 de janeiro de 2016 e traduzido por Janet Biehl e publicado em Kurdishquestion.

 

“Nom entrar no jogo de guerra do AKP”, Duran Kalkan, do Comité Executivo do PKK

duran_kalkan_geri_cekilme_falan_yok_h536Membro do Comité Executivo do PKK Duran Kalkan convidou os soldados turcos e outras forças para nom entrar no jogo de guerra do AKP e os ataques através dos quais pretende estabelecer a sua ditadura e manter-se no poder.

O membro do Comité Executivo do Partido dos Trabalhadores do Curdistam (PKK) Duran Kalkan falou com a TV Mednûçe sobre os mais recentes desenvolvimentos na Turquia e o Curdistam.

O Curdistam está testemunhando dias históricos, com declaraçons de auto-governo democrático, por um lado, e umha repressom crescente do Estado turco contra a procura do povo curdo de auto-governo, por outro lado. Mas, como e por que os acontecimentos chegarom a esse ponto?

Está a ser feito um esforço para deformar a verdade deliberadamente, para fazer esquecer algumhas verdades e até mesmo apagá-las da história, que incluem as negociaçons de Imrali, as negociaçons de Oslo antes disso, as negociaçons entre o nosso partido e o AKP, através de umha delegaçom do HDP e outros mediadores. As mais recentes conversaçons em Imrali chegara ao ponto do 28 de fevereiro o Acordo de Dolmabahçe com base em o “Projecto do processo de negociaçom da Paz e a Democrácia”. Alcançou-se um acordo sobre 10 pontos e decidira-se formar delegaçons para as negociaçons sobre a base desses pontos.

Agora, finge-se que todas estas cousas nunca acontecerom. O AKP está tentando apagar essas coisas da memória do povo como se nengumha negociaçom tivera lugar até agora. O líder Apo (referindo-se a Abdullah Öcalan) fixo um esforço incessante quando foi convidado a prestar apoio em face das dificuldades enfrentadas durante esses processos. Agora que nom se realizou nengumha reuniom e conversas em Imrali desde o 5 de abril, nós nom sabemos o que está acontecendo em Imrali em estes últimos quatro meses e meio. Nós nom sabemos sobre as condiçons de saúde e de segurança do líder Apo, tampouco.

Os funcionários do governo que supostamente dim que o PKK está “aumentando mais forte por causa das negociaçons de Imrali”, sem nunca questionar a razom disso, que é o feito de que o PKK está tratando o processo com sinceridade e honestidade e cada vez mais forte porque a sua atitude é abraçada pola sociedade também.

Discutimos e suscitarom-se algumhas objecçons contra os pontos declarados o 28 de fevereiro, porque nós os encontramos insuficientes, após o qual o líder Apo fixo algumhas alteraçons e nós digeramos que era “apropriado”. Nós aceitamos e ficou até o fim. Agora, o AKP atribui a sua derrota das eleiçons do 7 junho às negociaçons de Imrali. Isso nom é verdade. Durante o curso das negociaçons, os membros do AKP poderiam facilmente sair e falar com o povo como a sociedade apoiou-nos no caminho das negociaçons e a paz. Agora que as negociaçons forom suspensas, eles, entretanto nom podem sair e ter umha soa conversa com as pessoas que lhes gritam.

O AKP perdeu porque nom tratou o processo honestamente, nom porque el mantivera as conversaçons de paz em Imrali. Eles levarom o processo como um meio de vencer nas eleiçons e chegar ao poder, em vez de alcançar a paz e a democracia no país.

Umha outra questom é o feito de que nós creiamos no processo eleitoral apesar do feito de que ao lider Apo negaram-lhe as reunions, o HDP foi sujeito a ataques e repressom, os seus locais em Mersin e Adana forom bombardeados, e cometida umha massacre no miting em Amed. Apesar de todas estas cousas, manifestamos umha postura pacífica, a fim de certificar que as eleiçons tiveram lugar em um ambiente saudável.

Na esteira das eleiçons, foi avaliada a situaçom e revelou-se como um passo para o estabelecimento da democracia sob a liderança do HDP e um fim à constituição e as leis que entrarom em vigor no golpe militar do 12 de setembro.

Ahmet Davutoglu, que foi designado para formar um governo, nom fixo nada nos 45 dias, depois que el anunciou que nom poderia fazer o que el queria. É óbvio que Davutoğlu tinha atribuído a ‘nom formar um governo’ e ‘ganhar tempo. El cumpriu a sua missom muito bem.

Este Parlamento nom apresentou umha soluçom para os problemas, nem formou governo, mas el decidiu começar umha guerra contra o PKK e apresentou um mandato para umha operaçom contra o movimento curdo.

Nesse meio tempo, alguns políticos chamarom-nos para “terminar a luita e a rendiçom incondicional”. Por que fariamos isso enquanto eles nom fam nada para acabar com o conflito? O PKK tem sido um obstáculo para a soluçom dos problemas e o inicio da política democrática? Polo contrário, foi o nosso movimento quem tentou fazer que todos alcançaramos este objectivo para o bem da sociedade da Turquia, apesar da repressom imposta ao líder Apo e o povo.

Agora, el di que “umha nova eleiçom será realizada para revelar umha nova vontade”. Entom, por que foi a eleiçom realizada o 7 de junho? Por que nom revelou a vontade do povo? E agora, quem assegura que a vontade do povo seja respeitada neste momento?

Existem as eleiçons de um lado, e umha guerra do outro lado. Devemos ter a certeza se vamos enfrentar umha guerra ou umha eleiçom. Tayyip Erdogan tem sangue nas suas maos, defendendo que “a guerra vai continuar”. Quando este for o caso, é óbvio que isto nom é umha questom de eleiçons.

Por outro lado, o AKP tratou o processo com base nos seus próprios interesses e usou-na para o seu bem nas eleiçons. Em março, Erdoğan terminou o processo ao anunciar que nom havia necessidade de negociaçons mais como um processo eleitoral estava em vigor. Depois do Newroz, el adotou umha atitude clara e anunciou que suspendia o processo, acreditando que eles iriam ganhar as eleiçons e nom precisavam mais do PKK, e defendeu fortemente bater no movimento curdo. Eles tradicionalmente baterom todos aqueles com quem eles tinham feito umha aliança antes. Um por um, Erdoğan atacou e atingiu o chamado Ergenekon, o exército, a estrutura paralela, e, eventualmente, o PKK. O AKP mais tarde conversou com cada um destes círculos para formar um governo, mas nom o conseguiu.

Os resultados das eleiçons nom forom como era esperado e imaginado por Erdoğan. El nunca pensou que o HDP seria capaz de ultrapassar a barreira eleitoral [NT em Turquia precissa-se superar o 10 % dos votos para ter representaçom parlamentar], nem que o AKP nom poderia ter o poder sozinho. A sua intençom era começar umha guerra contra o PKK, umha vez que el ganhara 400 assentos no Parlamento, mas ficou chocado ao enfrentar umha situaçom inversa. Depois de superar o choque dos resultados das eleiçons, decidiu para outra eleiçom. Esta é, no entanto, nom umha nova eleiçom embora. Ele simplesmente ignora estes resultados e quer que eles sejam apagados da história.

O resultado que Erdoğan quer alcançar é conseguir 400 deputados, e el claramente quer fazer isso por meio da fraude com o exército destinado a intervir e assumir o control sobre todo no Curdistam por motivos de falta de segurança, a fim de que o AKP receba tantos votos quanto eles querem. Isto é o que eles pretendem fazer com umha nova eleiçom. Erdoğan insiste na repetiçom da eleiçom, a fim de fazer o AKP chegar ao poder, que eles nunca vam conseguir fazer por meio de umha eleiçom justa e democrática.

Isto é ditadura. Erdoğan teria repetidamente afirmar que ‘Nós vinhemos com as eleiçons, e imos-nos com eleiçons “. Por que o AKP nom deixa o poder, entom? Esta é uma maneira ditatorial tradicional para a nom deixar o poder umha vez que se tem.

O AKP começou a guerra contra o PKK, a fim de manter o seu próprio governo. Colocarom a questom do ISIS adiante como umha desculpa, mas eles nom estamo envolvidos em qualquer tipo de conflito com o ISIS. E agora, o seu plano é manter as eleiçons em um ambiente de conflito e, assim, dificultar à HDP de fazerem propaganda e deixá-lo sob o limiar, a fim de que eles cheguem ao poder mais umha vez.

Eu também gostaria de expressar que o HDP e o CHP permanecerom fracos e nom conseguirom derrotar o AKP, a Erdoğan e as políticas do MHP para o caos e a guerra através de um programa de democracia assertiva. O MHP está à procura de um golpe e Erdogan afirma ter alterado o sistema político. Esta é também a razom pola qual os curdos declararam o auto-governo em face deste impasse depois de que o Parlamento de Ancara nom reconheceu os deputados que elegeram, o que os obrigou a formar as suas próprias assembléias para resolver os seus problemas. Perante este movimento, o Estado, o poder dominante e todo mundo começou a atacar os curdos. Por que esses ataques nom se dirigem a Erdoğan, ou o MHP que chama por um golpe de Estado, mas os curdos que tomarom medidas para estabelecer o auto-governo democrático, a fim de melhorar a democracia?

Os recentes incidentes em Silvan, Varto, Silopi e Cizre som umha manifestaçom do que será feito no processo da nova eleiçom. No entanto, é o direito mais fundamental do povo para revelar a sua própria vontade, agora que os seus representantes eleitos nom conseguirom dar umha soluçom.

Você declarou que a atitude do povo nom vai mudar em umha nova eleiçom. No entanto, este conflito recente, por outro lado trouxo mudanças significativas, como a reaçom manifestada polas famílias dos soldados e polícias mortos contra o AKP, ao contrário das vezes anteriores do conflito. A que atribui a reaçom dessas famílias contra o AKP?

A sociedade curda tem um conhecimento da realidade do AKP muito boa, como eles revelaram também na eleiçom do 7 de junho. Agora, parece que a sociedade da Turquia também já começou a ver as verdades e adotando umha postura. A atitude adoptada polas famílias e maes de soldados contra a guerra em curso, é de grande importância. Atribuímos-lhe um significado e importância. Esta situaçom revela que som as mulheres e jovens que podem parar esta guerra e liderar a realizaçom de umha soluçom para os problemas. Esta guerra pode ser interrompida polas maes turcas e curdas. A este respeito, elas estam agora a adoptar umha nítida, mas ainda umha atitude tardia contra a decisom pró-guerra do Presidente. Erdoğan atreve-se a governar a Turquia só por causa da falta na sociedade de organizaçom e consciência, e a nom tomar a atitude necessária contra del.

É um desenvolvimento histórico que a sociedade agora di “basta” para as práticas do governante AKP. Todas as famílias dos soldados mortos estam mostrando agora umha reaçom. Em face desta situaçom, o que precisa ser feito é assegurar que os jovens nom se juntem ao exército para realizar o serviço militar. Os jovens turcos nom devem fazer isso para atacar os curdos, e os jovens curdos, em particular, devem evitar alistar-se no exército.

Estou mais umha vez afirmando claramente que nom tínhamos a intençom ou planos para desenvolver tal conflito, especialmente com o exército. Mudamos o nosso paradigma, assim como a nossa abordagem teórica e ideológica. Nós nom estamos rejeitando o estado ou o exército. Devem existir, mas voltar ao seu dever real. Além disso, queremos que a sociedade curda e democrática governar-se com base na sua própria organizaçom, cultura e língua. A este respeito, nós nom temos um conflito com o exército. Esta guerra foi iniciada por um ataque desenvolvido polo AKP e Erdoğan.

Como umha resposta a essas maes, eu estou chamando as forças da HPG e YJA Estrela para nom atacar os soldados que nom estejam embarcados em operaçons e ataques contra a guerrilha e o povo, os que nom estejam interessados na política do governo e estam so montando guarda na fronteira e nos postos. Isto nom está em conformidade com as nossas idéias. Aqueles que nom tomam parte nesta guerra nom deveriam ser atacados e as forças guerrilheiras devem evitar qualquer ato de ferir os civis. Caso esses actos ser cometidos, consideraremos isso um crime e julgaremos os responsáveis.

Também estou convidando os soldados e outras forças para nom se juntar o jogo de guerra do AKP e os ataques através do qual pretende estabelecer a sua ditadura e manter-se no poder. Nom haverá nengum ataque lançado do nosso lado contra eles. Os guerrilheiros devem realizar acçons de retaliaçom contra os culposos e estritamente evitar a violência contra aqueles que nom estam participando nesta guerra. Em troca disso, as forças democráticas da Turquia, especialmente as maes e famílias, nom devem enviar as suas crianças para as forças armadas, a menos que a situaçom atual seja alterada.

Os esforços para umha soluçom e o auto-governo democrático nom se pretendem para a violência, conflitos ou guerra. Estas obras som umha parte da política democrática. Isto é a forma como vemos, planejamos e executamos essas práticas a partir de um aspecto teórico. É o AKP e o próprio Erdoğan que quer aterrorizar nesta situaçom e tenta impedir essas atividades políticas e sociais e de democratizaçom, possuindo as forças militares e policiais e atacando o povo.

Publicado por ANF.