Comunicado do PYD

pyd-muslinO Conselho Geral do Partiya Yekîtiya Demokrat (PYD, Partido da Unidade Democrática) condena o mandado de detençom das autoridades turcas sobre o co-Presidente do PYD, o Sr. Mohammed Saleh Muslim. Enfatizamos que nom reconhecemos essa decisom, que contradiz a legislaçom e convençons internacionais de direitos humanos, que a mesma nom satisfaze as mínimas condiçons legais e constitucionais. As acusaçons construídas contra o Sr. Saleh Muslim som falsas, infundadas e caluniosas

Mais uma vez, tem sido demonstrado à opiniom pública mundial que o Estado turco e o governo Erdogan som hostis ao povo curdo, onde quer que seja. A Turquia continua com o seu objetivo de extermínio físico, cultural e político de todos os oponentes, especialmente os curdos. O governo turco despreza e viola o direito internacional dos direitos humanos a diário e tem a intençom de cometer um novo crime contra o nosso povo.

A derrota da Turquia e os seus mercenários no campo militar, e o colapso da sua estratégia na Síria, na regiom e no mundo, provocou que o regime turco perda a cabeça, e ataque a discriçom em todas as direçons. No entanto, declaramos a todos que nada vai afectar à nossa determinaçom de luitar e defender a nossa terra e o nosso povo. Nós temos a força, temos as capacidades para atender a todos os enredos e ataques, mesmo que sejam frenéticos.

Chamamos a todos os partidos democráticos internacionais a nom permanecer em silêncio diante da matança física, jurídica e política do regime turco sobre o povo curdo, e dar um passo para deter os crimes diários cometidos polas autoridades turcas.

23 Noviembre 2016

Entrevista a Salih Muslim, co-presidente do PYD: “Rússia vai parar a intervençom de Turquia na Síria”

Salih Muslim com as bandeiras de Rojava e o Grande CurdistamA intensificaçom da intervençom militar da Rússia na Síria está prestes a alterar drasticamente o equilíbrio na naçom devastada pela guerra. O grupo que mais beneficiou da revolta som os curdos, que tenhem amplias áreas consequtivas sob o seu control e som agora os maiores aliados dos Estados Unidos na luita contra o Estado Islâmico, também conhecido como IS ou Daesh. Qual será o impacto que os movimentos russos teramm sobre os curdos da Síria? Al-Monitor entrevistou a Salih Muslim, co-presidente do Partido da Uniom Democrática (PYD), no norte da Síria:

Al-Monitor: Como é que a intervençom militar da Rússia na Síria afeta os curdos?

Muslim: Nós, como Partido da Uniom Democrática acreditamos o seguinte, e compartilhamos este ponto de vista com os Estados Unidos, bem como: Vamos luitar ao lado de quem luita o Daesh. Vamos estar ao lado de quem enfrenta a mentalidade do Daesh.

Al-Monitor: Rússia também di que o presidente sírio, Bashar al-Assad deve manter-se no poder e que defende o regime.

Muslim: Rússia alinhou-se com o regime desde o início. Este é um assunto separado. Mas, tanto quanto Assad permanecer no poder, pensamos de forma diferente. Assad nom pode permanecer no poder como antes. El pode permanecer durante um período de transiçom, durante um período de diálogo entre as partes em conflito, mas, a longo prazo, parece inconcebível que a maioria do povo sírio aceitaria a sua liderança mais.

Al-Monitor: Mas nom existe o risco de que o “período de transiçom” poderia se transformar em um “período permanente”? Tendo alcançado tantos ganhos vocês certamente buscam garantias. Rússia pode ser um fiador para os curdos?

Muslim: Temos tido relaçons com a Rússia durante os últimos três anos. Nós fomos e voltamos a Rússia, em Moscou. Mas o regime nom pode permanecer como está nem podemos retroceder o relógio. Os curdos som umha realidade. E nós somos capazes de nos defender contra o regime e contra outros. Se há de ser umha soluçom para a crise síria, precisa incorporar os direitos dos curdos e de todos os outros grupos étnicos e religiosos na Síria. Isto poderia ser conseguido sob os auspícios das Naçons Unidas. A nossa autonomia democrática [os três cantons curdos no norte da Síria] precisa ser reconhecido. E se nom o forem, imos continuar com a nossa luita. Se o problema curdo continuar sem soluçom, o problema sirio nom estará resolvido. Temos certas exigências, um sistema implantado. Qualquer soluçom que se baseie na erradicaçom destes está errado e nom pode funcionar.

Al-Monitor: Acredita que os curdos poderiam resistiro Daesh sem apoio militar dos EUA?

Muslim: Talvez as nossas baixas seriam maiores, no entanto, nós seriamos capazes de resistir. Acima de tudo, temos fé no nosso próprio povo e na justiça da nossa causa.

Al-Monitor: Voltando à Rússia, estamos ouvindo relatos de que avions russos nom estam so dirigidos contra o Daesh mas também Jabhat al-Nusra e Ahrar al-Sham. Como vai responder América, na sua opiniom?

Muslim: Eu nom acredito que a América se vai opor porque al-Nusra e Ahrar al-Sham nom som diferentes do Daesh. Eles som todas organizaçons terroristas e compartilham a mesma mentalidade radical. Al-Nusra está na lista dos EUA [do Departamento de Estado] de organizaçons terroristas. Eu nom sei se eles vam levantar objecçons sobre Ahrar al-Sham, mas eles sabem quem som. Nom há limites, nom há diferenças entre os três grupos. Mas se eles som empurrados para fora, os restantes grupos da oposiçom, que estam muito fracos, incluindo aqueles que estam luitando ao nosso lado, ligados ao Exército Sírio Livre, seram reforçados.

Al-Monitor: Você acredita que a intervençom da Rússia vai ajudar a trazer as partes para a mesa ou piorrara as coisas?

Muslim: Voltar à mesa de negociaçons parece difícil. O plano elaborado polo enviado da ONU em Síria, Staffan de Mistura, é apoiado sobretudo pola Rússia. Mas o pólo oposto, ou seja, Qatar, Arábia Saudita e a Turquia est am-se resistindo a este [plano]. Se os Estados Unidos querem abrir o caminho para umha soluçom, devem aplicar certa pressom sobre este campo. Em qualquer caso, se nom houvesse algum tipo de acordo entre a Rússia e a América, a Rússia nom teria intervindo.

Al-Monitor: O movimento da Rússia que significa para a Turquia?

Muslim: A política turca em Síria está totalmente falida. Há dous anos eu estava conversando com um oficial russo e el perguntou-me: “Qual é o maior temor dos curdos?” “A possível intervençom turca”, respondim. El riu e dixo: “Isso nom está na fronteira da Turquia [com a Síria], mas com a OTAN”, ao que eu respondim: “. Nesse caso, da-me alívio, obrigado” A Turquia nom pode intervir na Síria sem as bênçons dos grandes poderes.

Al-Monitor: E como será, a “zona livre do ISIS ” que a Turquia quer estabelecer ao oeste do rio Eufrates ao longo da chamada Linha Mare, ser afetados pola intervençom russa?

Muslim: A Rússia e os Estados Unidos parecem ter estabelecido as suas próprias zonas de influência dentro da Síria. Os EUA está ativo no norte. Os russos nom se vam intrometer no norte. Mas se a Turquia tenta intervir, em seguida, eles iram. A Rússia tem um acordo de defesa conjunta com a Síria. Eles vam impedir a intervençom turca nom para nós [curdos] defender, mas para defender a fronteira da Síria.

Al-Monitor: Quais som as perspectivas de cooperaçom entre a Turquia e a administraçom Rojava?

Muslim: Se a Turquia assumisse a luita contra o ISIS a sério desde o início, o ISIS ainda nom estaria nas fronteiras da Turquia. O ISIS está massacrar os curdos, evacua forçosamente os curdos, queima as suas aldeias. Porque é que a Turquia nom fai nada; por que é incapaz de parar isso? Propusemos cuidar de nós mesmos. Entom, por que está a Turquia a ficar no nosso caminho? Sabes que há umha brigada turcomana treinada pola Turquia chamado algo assim como “sultam” e algo mais. Todos eles desertaram para o Daesh. Foi um fiasco total.

Al-Monitor: Está dizendo que nom há esperança para a normalizaçom das relaçons com Ankara?

Muslim: Se a Turquia adopta umha posiçom mais moderada em relaçom a nós, nós, como políticos estamos prontos para falar e cousas boas poderiam resultar daí. Mas as autoridades turcas seguem chamando o PYD e as YPG [Unidades de Proteçom do Povo] “terroristas”. Que tipo de terrorismo exercemos?

Se eles tivessem ido junto com o que nós lhes proporamos há dous anos [cooperaçom] todo poderia ter sido diferente hoje. Em vez disso, de conviver fraternalmente, Turquia etiqueta-nos de inimigos.

O que realmente queremos é luitar o ISIS juntamente com a Turquia, Estados Unidos e as outras forças da coalizom. Além disso, nom nós opomos a umha zona de segurança. O que nos opomos é a umha zona de segurança controlada polos turcos. As zonas de exclusom aérea que foram estabelecidas no Iraque em 1992, poderiam ser aplicadas na Síria também. Se todo o norte da Síria estivera sob protecçom das Naçons Unidas, nos sentiríamos mais seguros.

Al-Monitor: Os recentes ataques do PKK contra a Turquia nom os deixarom em umha posiçom precária? Embora você argumentar que vocês som entidades separadas, que ambos estam inspirados polo fundador do PKK, Abdullah Ocalan.

Muslim: Eu nom acho que isso nos afeta militarmente. Somos organizaçons separadas. Mas a retomada do processo de paz na Turquia seria para o benefício de todos. Qualquer escalada do conflito seria em detrimento de todos. Nom somos os curdos que abraçamos a filosofia de Apo [alcunha do Abdullah Ocalan] os que somos a força de combate mais eficaz contra Daesh? Quando os ataca [o PKK], milhons de curdos sentem que est am sendo apunhalados polas costas. E eles exigem saber por que os EUA e a Europa estam permanecendo em silêncio. Se est am falando a sério sobre luitar o Daesh, entom porque nom param a Turquia? Há tais pensamentos entre os curdos.

Enquanto isso, uma tragédia humana está a ser jogada. O corpo de Aziz Guler, um cidadao turco que veu a Rojava para luitar o ISIS, nom pode ser entregue à sua família porque a Turquia nom oi deixá. Nós nom podemos entender o porquê. No passado, os cidadaos turcos que morrerom em Rojava forom entregues a suas famílias e enterradas no seu próprio país. Este nom foi mais permitido. Turquia adoptou esta política desde a retomada do conflito [com o PKK].

Al-Monitor: Você tem problemas com o Governo Regional do Curdist am (KRG) do Iraque. O presidente do KRG, Massoud Barzani, dixo que abriria rotas de abastecimento logístico desde a sua regiom a Rojava só se permitiam os combatentes curdos sírios do Partido Democrático do Curdistam da Síria (KDP-S) retornar. Você reuniu-se com o presidente Barzani em Erbil recentemente e as autoridades americanas estavam presentes nas conversaçons, mas nom forom capazes de resolver o problema. Por que nom?

Muslim: Nom há novos desenvolvimentos em relaçom a este assunto. Mas aqui está o que estamos propondo. Se eles [o KDP-S] é sério sobre a defesa dos curdos contra o Daesh, entom eles podem vir. Onde está o Daesh agora? Entre Jarablus e Azaz. Deixamos que eles venham e luitem lá. Nom há Daesh em outro lugar nas regions curdas.

Publicado em Al-Monitor.

Rojava vai criar umha nova Civilizaçom: Entrevista com o Co-presidente do PYD: Salih Muslim

Salih MuslimEsta entrevista com o copresidente do PYD Salih Muslim foi conduzida por Kovan Direj para Kurdish Question.

O primeiro de todo, quero agradecer por nos dar um pouco do seu tempo, feliz Newroz e parabéns pola libertaçom de Kobane.

P: Que aconteceu em Kobane?

R: Caso me perguntar o que aconteceu em Kobane, para ser honesto, até agora, nom sabemos. Como você sabe, há dous anos, houvo confrontos pesados e Kobane foi cercada. Desde entom, até o 15 de setembro, eles [o ISIS] atacou e tentou começar a eliminaçom de Kobane, mas o povo resistiu. Eu nom podo dizer qual foi a política da comunidade internacional, mas o que aconteceu com Kobane foi feito intencionalmente. Kobane luitou, resistiu e venceu e agora queremos curar as nossas feridas. Até agora, a guerra ainda está em curso em algumhas partes. Por outro lado, as últimas estatísticas mostram que cerca de 50 mil pessoas retornaram para Kobane. A maioria ou todos vam, eventualmente, voltar, mas agora estamos a ter um momento muito difícil com a alimentaçom e habitaçom dessas pessoas. A cidade e as aldeias ao redor também tem que ser reconstruídos. Mais do 80% da cidade foi destruída e reduzida a pó, e as aldeias nom tiverom melhor sorte, temos que reconstruir todo. Algumhas pessoas de Kobane trabalharom toda a sua vida na construçom das suas casas e gastarom todos os seus aforros neles – agora todo tornou em pó. A pergunta é quantas vezes nós temos que reconstruí-lo? Estamos esperando. Queremos pedir aos nossos amigos, à comunidade internacional e aos nossos colegas curdos para nos ajudar, para que poidamos ajudar ao nosso povo a reconstruir umha vida normal. Queremos fazer isso para que as pessoas poidam voltar. Queremos ser capazes de oferecer-lhes umha melhor qualidade de vida, em liberdade e paz, e queremos construí-la melhor que antes.

P: A principal preocupaçom é reconstruir Kobane. Como o PYD, um governo baseado na auto-gestom, há países que prometerom ajudar com a reconstruçom? Já os contratos forom assinados com esses países?

R: Como você sabe, nós seguimos a palavra do nosso povo. Se eles nos ajudam a reconstruir, o povo vai decidir como. Por esso encontramos mais relaxado que o nosso povo vai tomar a decisom. Estamos felizes porque é a decisom do nosso povo. Agora há um grande conselho instituído responsável pola reconstruçom Kobane. Polo que entendim, tem sete comissons, e agora eles estam calculando, analisando e planejando o que precisam. Para ver um exemplo, quantas casas, prédios etc.

Eu acho que com todos esses planos e cálculos atingiram umha meta. Infelizmente, nom assinamos nengum contrato fora do país, mas que já visitamos um monte de gente e batemos em muitas portas. Pedimos-lhes para nos ajudar a reconstruir Kobane. Explicamos-lhes o que aconteceu em Kobane e agora todo mundo o sabe. A nossa luita em Kobane nom era apenas para o nosso povo, mas por toda a humanidade. Por esta razom é responsabilidade da comunidade internacional para nos ajudar, eles devem fazer o seu dever. Muitos digerom que sim, mas nom recebemos ajuda. Mas acima de tudo, os países escandinavos amosarom-se bastante felizes em ajudar, e fora deles Finlândia mostrou o maior interesse. Temos vindo a informar às pessoas e pedir-lhes para ajudar através de sociedades civis e organizaçons. Isso é só o começo, ainda estamos esperando por mais. Nom só esperando, estamos sobrevivendo. Estamos pedindo à comunidade internacional ajuda.

P: Antes que alguém tinha ouvido o nome ISIS, você e seu povo forom os primeiros a combatê-los em Serekaniye há dous anos. Por que nom aceitam ao seu movimento, enquanto sim o fam com outros semelhantes ao ISIS (al-Nusra etc.)?

R: A organizaçom, mentalidade e ideologia do ISIS / Daesh existia antes do nome. Antes, forom utilizados outros nomes, tais como Jabhat al-Nusra, etc., que, em seguida, tornou-se o nome local para o ISIS. A maioria deles estava fingindo ser do FSA. Como você sabe, a sua mentalidade é Jihadi, eles querem eliminar aos outros, e, infelizmente, recentemente, tornou-se num plano para eliminar aos curdos. Nom só aos curdos, mas também outras pessoas que vivem com os curdos. O seu plano consiste em substituir e eliminar aos curdos e outras minorias. Serekaniye era umha localizaçom estratégica, tam importante quanto Kobane. Mas há três anos em Serekaniye nom era o mesmo que em Kobane. É verdade que há dous anos eles baterom lá e, desde entom, tentou atacar Kobane. Mas nom vamos esquecer Shingal, onde ocorreu o maior ataque. Eles figerom o que figerom em Shingal e, em seguida, atacarom Kobane. Se você me perguntar o que eles queriam, eu acho que eles mesmos nom o sabem. A única cousa que sei é que eles querem ir para o céu. Como você pode ver a partir das suas aços e resultados, é claro que está se tornando um plano ou um jogo para os outros. Eu nom consigo ver qualquer estratégia no que eles estam fazendo. A pessoa que os está enviando tem umha estratégia e um grande plano. Como podemos ver, há um esforço por eliminar ao povo curdo, porque eles poderiam ir contra outros. Mas temos pensamentos, umha estratégia e olhos para ver. Vemos que está sob o tapete, apoiar e armar-se. A esse respeito que eles também fam parte do projeto. O que podemos ver a partir dos luitadores do Daesh (ISIS) é que eles nom sabem o que querem. Se você olha para as pessoas que atacarom Kobane, eu estava muito curioso por capturar um. Eu queria perguntar-lhes que queriam de Kobane, para explicar-me os seus objetivos. Eu nom entendia os seus objetivos sozinho. Eu queria perguntar-lhes por que e quem os enviou para Kobane. Eles nom tiverom sorte no ataque Kobane.

P: Desde a primeira batalha de Serekaniye há dous anos, vocês acusarom à Turquia de apoiar essas organizaçons terroristas. Qual som as provas para isso?

R: Nós nom estamos acusando a Turquia de nada, mas há algumhas evidências. Há evidências de que a Turquia e os grupos tenhem conexons e relaçons. Sabemos que as cousas estam acontecendo, existem relaçons abertas e secretas conhecidas. Se você perguntasse a Turquia se eles estam ajudando ao ISIS, é claro que eles dim que nom tenhem relaçons. Nas primeiras batalhas da Serekaniye, Turquia abriu o portom e deixou-nos entrar por aquele portom. Chegarom por trem e decolarom de Serekaniye desde Turquia. Foi lá que todo ficou claro. Até agora existem muitos campos de treinamento, que a Turquia afirma ser para o FSA. Você nom pode dizer o que esses tipos de relacionamentos som, mas o que saiu nos mídia e até mesmo nos seus próprios mídias era clara. Ficou claro que, na batalha de Kobane, aqueles que atacarom o portom da fronteira de Kobane vinherom da Turquia. Os mídia mostrarom como o exército turco e os combatentes do ISIS estavam tendo conversas fronteiriças. Este nom é que o digamos nós, foi relatado polos próprios midias da Turquia. Mesmo na TV turca havia cobertura ao vivo do mesmo. Se você olhar para os relatórios de inteligência em todo o mundo estam documentando como a Turquia está ajudando ao ISIS. Agora olhe para o que aconteceu nos ataques terroristas em Paris que causou a morte de civis. Depois de três dias, umha das agressores fugiu de Paris e chegou a Raqqa. Como? Por qual caminho? Através de Turquia é claro. Entom é verdade que a estrada está mais do que aberta. Eles ir e vir livremente. Nós nom estamos apenas acusando, mas estamos pedindo à Turquia para parar e cortar todas as relaçons com esses grupos. Estamos pedindo apenas amizade, e nom estamos a tratar a Turquia como um inimigo. Estamos pedindo que as pessoas da Turquia investiguem aqueles que estam lidando com o ISIS, para trazê-los aos tribunais.

P: A acusaçom mais comum contra você e para o partido do que você é co-presidente, é de ser o PKK. Até que ponto você acha que isso é verdade?

R: O PKK para nós é um partido Kurdo e todo mundo sabe disso. Hoje nós somos um partido e estamos luitando polo Curdistam e os direitos dos curdos. Como você sabe o PKK é um partido popular curdo e a nossa relaçom com el é a mesma relaçom que temos com o KDP, o PUK, o HDP, e o BDP. Temos também relaçons com os partidos islâmicos do KRG e até mesmo com o PJAK. Temos relaçons com esses outros partidos curdos, o PKK é um deles. Mas algumhas pessoas querem bloquear a questom curda por parte da comunidade internacional e tentar fazer o trabalho de propaganda contra os direitos dos curdos na Turquia, a Síria, o Iram e o KRG. Como se o KDP, PUK e os partidos islâmicos do KRG som todos terroristas igualmente. Todos esses partidos tenhem boas relaçons com o PKK, como nós. Mas eles estam-nos acusando de umha forma negativa de ter relaçons com eles; Eu acho que existe algum tipo de propósito para essa propaganda. O objetivo dos curdos é ter relaçons com outros curdos. Eles som partes do Curdistam e por isso, devemos ter boas relaçons com eles. Isso é necessário e é o direito dos curdos. Vemos a todos os curdos como irmaos na mesma casa. Devido a isso, temos relaçons com o KDP e o PUK e, como deveríamos, com o PKK.

P: Você é acusado pola criaçom dos cantons. No futuro tenhem quaisquer pensamentos ou idéias sobre como conectar os cantonss? E depois uni-los, faram um referendo, como o KRG?

R: Eu tenho umha pergunta que eu quero que se responda. Como você sabe, o que está acontecendo na Síria tem sido ate agora quatro anos de caos. Que deve acontecer com as pessoas que som deixadas sem qualquer direcçom ou proteçom? Eu quero que esta questom sobre o futuro dessas pessoas a serem respondidas. Em resposta a isso, decidimos estabelecer os cantons. Fomos obrigados a estabelecê-los, fomos forçados a construir algo liderado polo povo. Queríamos organizar às pessoas para que elas nom viveram com fame, e ensiná-las a se protegerem. Fomos obrigados a estabelecer umha estrutura e isso, como você viu, era umha questom para o povo. Este projeto nom foi forçado sobre o povo, e foi escolhido nom só por curdos, mas também por assírio-siríacos, árabes e outros que compartilham o mesmo destino e que vivem com a gente na área. Eles criaram um conselho e no município que tomou essa decisom. Nós, como o PYD apoiamos o auto-governo democrático. O nosso projeto nom era construir esses tipos de cantons, mas o nosso projeto nom era contra isso. Tivemos vários projetos diferentes, buscamos umha Rojava como umha peça única, mas fomos obrigados a construir esses tipos de cantons. O nosso objectivo era conectar todos os cantons, mas como você sabe o ISIS está presente em muitas partes. Fomos obrigados a estabelecer a instalaçom porque nom estavamos dispostos a deixar que o ISIS prejudicara o nosso povo ou a viver sob o seu controle. Tínhamos duas opçons, ou deixar que as pessoas sofreram sob o ISIS ou proteger ao nosso povo, deixando que eles se organizaram e dirigiram. Nós vimos a criaçom de os cantons de ser umha boa maneira de proteger as pessoas. No futuro pretendemos unir Rojava e ligar os cantons um ao outro. Mas nós queremos ser abertos, de modo que os curdos vivem com outras minorias na Rojava – árabes, turcomanos e assírios-siríacos-caldeus. O que você vê no cantom Cizire é um exemplo para as outras partes. É um projeto muito inteligente. Nós pensamos que este projeto é bom nom só para a regiom curda, mas também para os outros usar em outras partes da Síria. Este é o primeiro projeto que está sucedendo no Oriente Médio. Nom há nenhum outro projeto democrático como este, desta medida no Oriente Médio. Nom é apenas democrático, mas também nom silencia as “minorias”. Aproxima-os ao projeto para que eles poidam representar a sua cultura e identidade. E nom vamos esquecer o aspecto principal desta sociedade que está centrada nas mulheres, incentivando-as e colocando-as no poder. Isso, aos nossos inimigos [ISIS] nom os fai felizes.

P: Você menciona as minorias. Rojava faz parte do Oriente Médio, e como todo mundo sabe, as minorias estam sendo empurradas para fora contra a sua vontade. Por que é Rojava diferente do resto do Oriente Médio?

R: Nós temos umha estratégia, e aqui, deixe-me corrigi-lo na medida em que nós nom os vêmos como minorias. Eles som as pessoas originais da área. Se o número é pequeno ou grande, nom importa para nós, eles vivirom com a gente por centos de anos. Partilhamos a nossa comunidade e a nossa cultura com eles. Com eles podemos melhorar a civilizaçom juntos. As primeiras civilizaçons nascerom nesta regiom; criamos juntos a Mesopotâmia. E nós queremos estabelecer um projeto real, novo e moderno. Na nossa mente vemos a Mesopotâmia melhor com diferentes pessoas, línguas e cores. Vemos como as pessoas vivirom centos de anos juntos. Se um dos povos desaparece, entom esta mesma Mesopotâmia nom continuará. Queremos fazer o oposto do que o Oriente Médio nos obrigou a fazer. Esse projeto anterior tinha como objetivo eliminar às pessoas da sua própria terra. O projeto era substituir Jazidis, siríaco-assírio-caldeus, armênios e outros. Eles queriam ter umha naçom de umha cor. Nós estamos completamente contra isso. O nosso projeto está baseado na democracia e a liberdade, incentivando as pessoas a mostrar quem eles som. Eu estou pedindo as pessoas que foram forçadas a deixar as suas terras a voltar. Ficaríamos muito felizes se todos os assírio-sírios retornaram às suas terras. A nossa terra é grande o suficiente para todos nós, somos o país mais rico do mundo. Rico nom só em recursos mas em cultura.

Como você sabe a mentalidade do ISIS tem mais de dous mil anos, eles querem forçar ao nosso povo para fazer isso. Nós estamos 180 graus contra esse projeto. Os recursos que saem da nossa terra som o suficiente para nós e para o mundo todo. Muitos tornarom-se ricos roubando osrecursos da nossa terra. Até agora eles estam sendo roubados. Eles usarom-os para comprar armas com as que luitar contra nossa. Imagine-se, nós somos os proprietários e nós estamos tendo os nossos recursos tirados de nós. Queremos que todas as pessoas viver juntas e compartilhar esses recursos. Nom há necessidade de viver em outros países e compartilhar o seu pam.

P: Imos voltar a Síria. Como se vê a si mesmo como um membrodo PYD dentro de um país chamado Síria? O vosso projetoé construir um outra KRG na Síria?

R: Nós, como o PYD escolhemos a auto-administraçom, e dizemos que nom é só para os curdos, mas para toda a Síria. Temos um projeto chamado Síria democrática, com muitas cores e etnias. Na Síria há muitas etnias e religions diferentes. Há ismaelitas, nós nom os temos em Rojava mas vivem em Hama, nom temos alauítas ou drusos em Rojava, mas existem em outras partes da Síria. Como você sabe, a Síria está composta de umha grande variedade, para o qual o projeto mais eficaz, que pode atender as necessidades dos Sírios – na nossa opiniom – é o modelo da auto-administraçom.

Na minha própria opiniom temos que deixar aos outros construir, como nós figemos. Até agora nós vemos-nos como umha parte da Síria, e estamos na Síria. Até agora, nós já pedimos a todos para vir e ver o que conseguimos. Quando as pessoas vinherom e virom o que aconteceu no terreno, eles ficam fascinados. Digerom que o projeto deve ser praticado em toda a Síria e desejamos que no futuro este projecto seja implementado em toda a Síria. Nós desejamos que a luita na Síria pare em breve. Queremos construir, com outros componentes, umha nova Síria, em que a liberdade e a democracia sejam a primeira prioridade. Queremos construir com eles, lado a lado.

P:Quero perguntar sobre as relaçons entre o PYD e o Ocidente. Algunss estam acusando-o de ser comunista e do PKK, e que estam contra os USA e as pessoas do Ocidente. Como responde a essas acusaçons?

R: Nom, claro que nom. Nós nom temos inimigos e nom somos inimigos de ninguém. E deixe-me dizer umha cousa, no momento em que listou o PKK como terrorista, nom foi umha decissom dos povos ocidentais ou dos seus governos. Foi apenas um serviço para algumhas pessoas e umha decisom muito ruim para a naçom curda. Como PYD, nom estamos envolvidos em questons em torno do PKK e outras relaçons. Essas relaçons nom som o nosso negócio. Nós nom seremos inimigo de ninguém. Queremos estabelecer relaçons com todos, e temos relaçon, mas, infelizmente, até agora, a UE, os EUA e o Ocidente nom nos vem com os seus próprios olhos nem nos julgam polas suas próprias medidas. Fam isso através das medidas de outros. Eles nom observam as leis da democracia quando se lida com o povo curdo. Até agora eles nom derom ouvidos para nós nem usaram os seus próprios ouvidos para nos ouvir. Eles nom conversam com o povo curdo usando a sua própria voz, eles usam a voz de outras pessoas. Por esta razom, a realidade dos curdos foi escondida ao povo ocidental. Mas a realidade saiu na última batalha dos curdos contra os bárbaros do ISIS, e outros como o ISIS que compartilham a mesma mentalidade. Os curdos nom som os que foram retratados como terroristas, nem estamos com fame de sangue. A verdade sobre os curdos veu à superfície, ainda mais durante o ano passado. Na UE e fora da UE, as pessoas estam começando a ver-nos com os seus próprios olhos e agora estamos tentando conversar com a gente com o seu próprio tempo e medidas. Até agora eu nom podo dizer que é suficiente. Se realmente querem estabelecer relaçons e umha democracia no Oriente Médio, se realmente querem entender a realidade do Oriente Médio, entom eles tenhem que escolher para aprender mais sobre os curdos. Nós, entom, aceitaremos quaisquer decisons que tomem em relaçom a nós, mas deixá-los nos ver com os seus próprios olhos e ouvidos. Porque o que está acontecendo agora é novo, nom para nós, mas para eles. Para nós é o mesmo, nós nom mudamos. Desejo pessoalmente estabelecer relaçons mais fortes.

P: Ouvim dizer que você foi impedido de obter a visa para os EUA. Por que acha que isso aconteceu? Por que os EUA tenhem esta política contra os curdos na Síria?

R: Deixe-me dizer que para mim ter a visa para os EUA nom é para ser turista. Se se trata de turismo eu nom quero deixar o meu país, tenho de todo no meu país. Gostaria de ir aos EUA para estabelecer relaçons e deixá-los ouvir a nossa voz, como eu já digem eles nom nos julgam de forma independente, é por isso que eu quero mostrar-lho. Há pessoas que querem que continue, e eu acredito que essas pessoas tenhem esse poder de bloquear a nossa voz. Até agora, nós insistimos em estabelecer boas relaçons com os EUA. Nós insistimos em fazer que os EUA nos ouvam com os seus próprios ouvidos, vendo-nos e que fagam o seu próprio julgamento. Queremos que eles vejam a nossa realidade no terreno, e ver quem somos. Até agora, eles nom se liberarom daqueles que estam trabalhando contra o povo curdo. Os EUA estam levando essa coalizom contra os terroristas, e no terreno estam a coordenar-se com o YPG. Nós temos relaçons com os EUA. Somos amigos nesta batalha. Deixe-me dizer-lhe umha cousa, há poucos dias, tivemos um mártir que era Inglês. El morreu nas mesmas trincheiras ca nós. Temos um mártir australiano e um alemao também. Os ocidentais estam conosco. E os nossos mártires som o tesouro mais glorioso que temos. Nós os vemos como as coroas, que som coroas e som luz que mostram o caminho para a paz e a liberdade. Para isso, por causa dos nossos mártires, estamos obrigados a estabelecer relaçons com eles. Através dos nossos mártires, já existe amizade entre os curdos e o Ocidente, mas queremos torná-lo mais forte. Queremos estabelecer relaçons mais fortes com os ingleses, australianos, alemaes e norte-americanos. Essa relaçom será alimentada polo sacrifício dos nossos mártires.

P: Um par de dias atrás, houvo umhas eleiçons em Rojava e no cantomde Cizire em particular. Havia alguns que nom se juntarom e acusarom-os de ser um ditador e o seu partido [PYD] de matanças e assediar às pessoas.

R: Tes que entender que tipo de eleiçons eram e para quê. No cantom Cizire, temos muitas cidades e vilas, como Derik, Qamishli, Serekaniye etc. e muitas aldeias que foram deixados sem liderança. Muitos municípios forom deixados sem qualquer administraçom e eles nom podiam ajudar às pessoas. Muitas padarias ficarom sem pessoas para funcionar e eles nom podiam servir ao povo. Quando contratas a alguém para leva-la, esses mesmos partidos que deixarom as padarias acusam-nos que contratamos pessoas do nosso próprio partido. Entom, queríamos fazer eleiçons para que quem for eleito contrate às pessoas. Queríamos ter eleiçons entre o povo, isso nom é umha idéia nova. Isso era para acontecer há dous anos, e como você sabe, antes, havia muitos municípios ligados ao regime. A maioria liscou quando o regime marchou. Essas pessoas que estavam a tomar o comando temporariamente nom fossem autorizadas a continuar, porque eles estavam temporariamente lá. Os líderes eleitos que foram votados polo povo vam ter que trabalhar para o povo. Queríamos fazer eleiçons e tivemos um conselho a partir destas eleiçons. Esse conselho, que como todo o mundo sabe nom tinha conexom com nós, eles eram neutros e estam na gestom da auto-administraçom. Eles estam integrados por curdos, assírios-siríacos e árabes. O conselho nom é umha idéia nova; já fai dous anos desde que tomamos esta decisom e outros partidos em umha reuniom em Hewler (Erbil). Esses partidos pedirom-nos de atrasá-las. Entom, nós adiamo-las por dous anos, mas agora nom podiamos adiá-las por mais tempo, porque essas pessoas precisam de gestom e queremos dar-lha. Pedimos aos partidos para designar os seus representantes nas eleiçons e quem obtenha os votos assumam a presidência assim como em qualquer outra naçom democrática. Esse conselho reuniu-se com outros partidos e outras forças políticas em Rojava. Eles decidirom ter umha eleiçom o 15 de março, todos concordarom. Umha semana antes das eleiçons algumhas pessoas publicarom declaraçons dizendo que eles nom estavam interessados nas eleiçons. O conselho eleitoral visitou-nos e pediu-lhes de nomear o seu representante dentro do conselho e escolher os nomes para os seus candidatos. O conselho pediu-lhes: na declaraçom que estás dizendo que esta eleiçom nom é a sua preocupaçom entom que podemos, o conselho, fazer para torná-lo certo? O conselho pediu-lhes que eles nom podiam deixar os municípios sem administraçom. Será que vamos fazer isso? Logico que nom. E eles digerom, você está certo, nom há nada de errado com isso, mas temos que adia-las. O conselho perguntou-lhes: “até quando?”, E eles responderom “mais tarde”. O conselho pediu-lhes: “quando? Um mês? “Eles responderom:” depois, depois “. O conselho pediu-lhes “, dous, três meses?” Eles repetirom a mesma resposta. O conselho pediu-lhes para escrever umha nova declaraçom que lhes mostrou pedindo para adiar as eleiçons e esperar dous meses, mas nunca o figerom. O conselho tinha de continuar com as eleiçons. Deixe-me dizer isso abertamente: Eu acho que há algumhas pessoas que só querem provocar. Eles nom querem ver Rojava como um símbolo da liberdade e da democracia na regiom, eles nom querem ver Rojava em boa forma. Se nós adiamos as eleiçonss nom veríamos Rojava, nom veríamos os cantons ou a administraçom. Se nom começamos, as nossas mulheres e esposas seriam vendidas nos mercados. O nosso povo ficaria sem nengumha proteçom. Você pode tirar o adiamento até um certo limite, mas depois el nom pode ser tomada mais. E se você fai umha declaraçom para o efeito, é só para provocar. Desejamos as pessoas a repensar esses passos e repensar o que vai beneficiar à naçom curda. Queremos ensiná-los e ensinar ao nosso povo as regras básicas da democracia. Para segurar umha caneta e escrever livremente sobre o que significa a democracia através do voto. E como você sabe, no futuro tenhamos eleiçons para as administraçons e deixar que as pessoas escolham o que queiram. Queremos que eles se juntem na administraçom dos cantons e as eleiçons que seram em julho ou agosto. Pretendemos fazer essa eleiçom e queremos ajudá-los. Queremos que todos se juntem a essa eleiçom. É para todo o nosso país, nom só para nós. Este eleiçom do conselho é feita pola decisom da reuniom Duhok-Erbil. Mesmo na reuniom de Hewler decidimos que tínhamos de ter as eleiçons que foram adiadas por um ano e meio. E na reuniom de Duhok tomamos a mesma decisom que tínhamos de ter umhas eleiçons, mas três meses depois, eles nom podiam escolher os seus representantes no conselho da Rojava devido a argumentos sobre a divisom entre si dos poderes. Sobretodo eles simplesmente dam ordens, eles nom tenhem as suas próprias normas para fazê-lo. Você tem que ser sério quando fas um trabalho, e se nom estás indo para fazê-lo, nom digas que estás indo para fazê-lo e, em seguida, retirar-se. E quando dis que vas fazer isso e nom estás indo para fazê-lo; torna-se num jogo de crianças.

P: Rojava compartilha fronteiras com duas áreas, a Turquia e a KRG e, principalmente, há um único portom da fronteira com a KRG chamado Semalka. Há acordos ou contratos com a KRG no portom da fronteira?

R: Quando conseguimos que esse portom se abrira, foi umha grande conquista. Ele deu esperança ao nosso povo de que poderiamos obter comida. Mas, infelizmente, tornou-se sujeito a pressons políticas. Usarom isso para colocar pressom política sobre nós, alguns figerom isso como tática política. Achamos que esse tipo de má política passou, porque o povo curdo das quatro partes do Curdistam estam-se unindo. E as pessoas estam pedindo aos curdos de estar unidos e nom aceitar mais erros que impedam que aconteça a unidade. Queremos construir a unidade, mesmo com o KDP. Queremos tornar o sonho dos curdos tornar-se realidade. Nós nom temos nengum outro, mas o nosso povo curdo, se nom podemos servir ao nosso povo e à nossa naçom ficariamos envergonhados. Por esta razom, queremos começar relaçons fortes com outros partidos curdos baseadas no respeito. Queremos que eles nom interrompam ou forcem aos outros a fazer o que quer que eles façam. Vemos ao KDP e a PUK como partidos curdos no mesmo nível que nós, vêmo-los como partes importantes do KRG. É da mesma maneira como vemos ao HDP no norte do Curdistam, na Turquia. Queremos que eles olhem para nós da mesma forma que olhamos para eles. Queremos construir boas relaçons e nom bloquear-nos uns aos outros. Eles estam dizendo agora vam e unem-se e, em seguida, venhem a mim, e eu abro a fronteira. Bem, eu acho que som as mesmas palavras de Bashar Al-Assad, que nos digerom no 2004. Estávamos ouvindo as mesmas palavras do regime baathista. Em 2004, tivemos umha enorme revoluçom na Rojava e tivemos umha luita contra o regime. Quando nós fomos às negociaçons eles digerom ‘sodes 10-20 partidos, quando se unam, as suas necessidades seram atendidas “. Nom é lógico e tes que ouvir às pessoas e ouvir o que eles querem. Nom encontrar umha desculpa, isso nom é a realidade. Este nom é lógico. Por esta razom, acredito que os políticos tenhem de respeitar a vontade e as decisons das pessoas. Quando fas isso como líder tes que respeitar aos outros também, e é verdade que somos irmaos e estamos felizes de ter aos partidos PUK, KDP, e Gorran. Esperamos que no futuro imos ter melhores relaçons e fazer que os desejos do nosso povo se tornem realidade.

P: Que pensa do futuro da Rojava? Qual é a sua mensagem para o povo de Rojava?

R: O povo de Rojava está passando por um teste, e estamos passando por isso agora enquanto estamos falando. Este nom é um teste normal, é mas difícil. Eles provarom-se e provarom que a vitória será sempre deles. É claro que nom termina agora, mas até agora eles ganharom a vitória. Rojava tornou-se um desejo e esperança para as três outras partes do Curdistam, e nom só para a povoaçom curda, mas para a comunidade internacional. Muitos exércitos nom conseguirom parar ao ISIS, mas os civis de Rojava figerom-o em Kobane e em outras áreas. E o que é muito interessante é que na linha da frente há batalhas, e na cidade, ao mesmo tempo realizam-se as eleiçons. Os curdos na Rojava nom tenhem exércitos ou países que os apoiem, mas a única cousa que eles tinham eram velhos AKs e umha vontade forte. Por causa de que se tornarom num exemplo para todos o mundo. E agora, quando atacam ao ISIS em muitas outras cidades eles dim-lhe ao ISIS, nom tendes vergonha de vós que a pequena cidade de Kobane vos derrotara? Nom só, mas também em Kobane, em Serekaniye e outras partes do Rojava.

Muitas vezes repetim que a Mesopotâmia criou as primeiras civilizaçons. Rojava estabeleceu umha nova civilizaçom também. E agora a Rojava está tomando a liderança em dar um exemplo de democracia em toda a Síria. E o nosso povo está orgulhoso disso. E você sabe que é verdade, quando vê um homem britânico ao seu lado na mesma vala e ele torna-se um mártir, como acontece com os australianos, alemaes e outros. Isso significa que todo mundo está olhando para você e levá-lo a sério e que a sua resistência está-se tornando um exemplo para o mundo.

http://kurdishquestion.com/index.php/kurdistan/west-kurdistan/pyd-co-chair-salih-muslim-rojava-will-establish-a-new-civilisation.html

Entrevista com o Co-Presidente do PYD Salih Muslim

05 de fevereiro de 2015
ANF – News Desk

Salih MuslimO co-presidente do PYD Salih Muslim dixo que a vitória em Kobanê fora ganhada pola organizaçom e luita do povo curdo. Enfatizou que a ameaça do ISIS continua, e que a reconstruçom e a resistência andariam à par.

Salih Muslim falou com Osman Oğuz do jornal Yeni Özgür Politika.

Primeiro de todo, houvo umha significativa vitória em Kobanê. Que criou esta vitória?

O nosso povo curdo. Você sabe quanto devoto o povo de Kobanê é à sua terra e honra. Em lugares no Curdistam, onde nom havia nenhuma organizaçom houvo derrotas, mas agora em Kobanê temos organizaçom. A resistência em Kobanê é um ponto de viragem.

O povo resistiu e ganhou umha vitória significativa. Mas como se vai reconstruir Kobanê? Que vai acontecer na frente?

Criou-se umha comissom em Kobanê para a reconstruçom, mas, ao mesmo tempo, a resistência vai continuar. O ISIS retirou-se de Kobanê, mas ainda está em Rakka e em outros lugares. Enquanto eles existam, podem ser usados polos inimigos do povo curdo. Eles som umha ferramenta. Assim, a resistência vai continuar certamente.

A diplomacia também continua. Você acabou de voltar de Moscou. Você poderia nos contar sobre o encontro que tivo lugar lá?

A reuniom em Moscou era diferente de outras conferências que tiverom lugar, como a de Genebra, em que nom havia agenda. Qualquera podia propor qualquer questom que desejassem. No entanto, mais do que o regime queria foi aceito. Alguns círculos da oposiçom nom forom, mas foi um bom começo e espero que continue.

Nós digemos que desde 1946 havia erros estruturais, umha realidade que todos devem aceitar. O regime, também, precisa aceitar isso.

Qual é a abordagem do regime às demandas do povo curdo dos direitos nacionais e democráticos? Alega que essas demandas já foram atendidas?

Na prática, isso é umha mentira. Mas é bom que isso está sendo discutido. Anteriormente ninguém falou sobre isso, mas agora eles me ouvir. Imos discutir isso com certeza.

Qual é a sua abordagem para com o regime? Em geral, quando há uma discussom sobre o futuro da Síria, a ênfase é sobre se Assad deveria ficar ou marchar …

É errado amarrar todo para umha pessoa. Se você fizer essa pré-condiçom significa que você nom está interessado na paz e nom quere o diálogo. Eles venhem dizendo há quatro anos que vam derrubar ao Assad. E vê você o resultado: devastaçom.

Então você nom está insistindo que Assad marche?

O nosso objetivo é a mudança de regime. Nós nom aceitamos a continuaçom do antigo regime chauvinista do Partido Baath. Mas é umha realidade que se Assad nom se vai em 6 meses, vai-se em um ano. El nom deve ter umha funçom.

A Rússia é um ator importante no que diz respeito a Síria. Como é que a Rússia ve as suas demandas?

Rússia afirma que é neutral, e queremos acreditar nisso. Nós queremos que a Rússia esteja ao lado do povo da Síria.

Em particular após o ataque a Charlie Hebdo a ameaça do ISIS está no topo da agenda na Europa. O que você acha que levou ao surgimento do ISIS como umha mentalidade e como umha força militar?

ISIS di cousas como: “Imos estabelecer um califado”. Eles dim isso para enganar a povoaçom do Oriente Médio, que é principalmente muçulmana. Este é inviável no século XXI. Se umha organizaçom surge com tal afirmaçom, deve haver algo por trás disso. O mesmo vale para organizaçons como Al-Nusra. Eles todos som ferramentas, e nada sabem, exceto de destruiçom.

Ferramentas de quem?

Umha combinaçom de duas partes. Em primeiro lugar, há forças que moram em regions curdas que nom aceitam a sua presença e nom toleram a unidade democrática dos curdos. Em segundo lugar, há os resquícios dos antigos regimes despóticos que nom querem a democracia. Eles usam organizaçons como o ISIS.

Quer dizer que eles se infiltraram no ISIS e estam direcionando-o?

Sim, por exemplo, no Iraque, há pelo menos 80 oficiais do antigo regime do Partido Baath trabalhando sob o disfarce do ISIS.

 

http://kurdishquestion.com/index.php/kurdistan/west-kurdistan/pyd-co-chair-mueslim-rebuilding-and-resistance-in-kobane-will-go-hand-in-hand.html