O fracasso contínuo do sistema internacional na questom curda

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Cidade curda destruída por artilharia militar turca

Por Hawzhin Azeez

Na semana passada, o estado turco, liderado polo presidente Erdogan e o seu governo do AKP, envolveu-se em umha das repressons mais preocupantes sobre os membros eleitos curdos do parlamento. O processo que começou com a prisom dos co-alcaldes de Diyarbakir continuou com a prisom dos co-presidentes do Partido Democrático do Povo (HDP) Selahattin Demirtas, Figen Yuksekdag e 7 deputados.

Esta última repressom ocorre em linha com os acontecimentos do fracassado golpe militar de julho. Desde entom, milheiros de funcionários públicos, professores, trabalhadores municipais, jornalistas e acadêmicos e também soldados forom presos ou demitidos. Esta repressom realça as preocupantes tendências políticas em curso na Turquia. A chamada democracia na Turquia está em sérios problemas e em rápido declínio.

A única marca da democracia da Turquia é a vergonhenta e transparente prisom de deputados, detençom de ativistas e tortura e assassinato de manifestantes.

A única certeza no sistema internacional com as suas leis farsas e falsas instituiçons é o contínuo silêncio cúmplice em vista das graves violaçons dos direitos humanos contra os curdos, grupos de esquerda e outras minorias na Turquia e as invasons inspiradas no neo-otomanismo imperialistas do AKP do Curdistam da Síria e o Iraque. A única liberdade que a imprensa internacional expressa é a sua escolha coletiva contínua de permanecer em grande parte silenciosa sobre essas violaçons. Enquanto a esquerda global permanece negligentemente subjugada, paralisada pola inaçom e indecisom.

Este pesadelo orwelliano representa o fracasso de toda a fundaçom da Nova Ordem Mundial. As suas instituiçons neoliberais, imperialistas e estatistas, outrora símbolo do argumento xenófobo da “Fim da História”, definido como o epítome da sua essência imperial, representam agora a realidade que sempre foi para os oprimidos e colonizados: violentas instituiçons indiferente e de empatia seletiva que determinam o destino das naçons, agora nom com canetas em mapas, mas com o clique de alguns botons em smartphones todo o direito das pessoas de existir ou perecer. E todo isso diante de um público global insaciável que consome com avidez o sofrimento dos oprimidos e exigem imagens cada vez mais violentas das nossas opressons para cumprir  o seu mórbido canibalismo.

Nom se engane, a resoluçom da “Questom Curda” pode ser o maior caminho rumo à estabilidade coletiva coletiva e à paz imediata, ou, se as tendências continuarem, pode implodir em outro conflito prolongado sem fim à vista. A única diferença é que agora a nossa opressom e a violência associada nom será mais contida nitidamente em nossos lares e eiras, como tem sido por décadas e séculos. Mas ela se vai espalhar na sua eira também.

Nom se esqueça que a responsabilidade nom deve ser sobre os oprimidos para provar a sua humanidade e, portanto, o seu direito à existência. Eles já estam carregados com o fardo insuportável da resistência desesperada pola sua própria sobrevivência. Mas em vez disso, a responsabilidade deve ser sempre à elite informada, privilegiada para reafirmar e recuperar a sua humanidade, fazendo algo sobre isso.

E assim imos esperar.

Enquanto permanecemos, coletivamente, no precipício de umha era perigosa.

Hawzhin AzeezHawzhin Azeez tem um doutorado em Ciência Política e Relaçons Internacionais. Ela é defensora dos direitos das mulheres e dos refugiados. Está atualmente trabalhando na reconstruçom de Kobane através do Conselhode  Reconstruçom de  Kobane.

Publicado em kurdish question.

 

“A Unidade no Curdistam do Sul terá um impacto positivo nas 4 Partes do Curdistam”

desmitasO co-presidente do Partido Democrático dos Povos (HDP), Selahattin Demirtaş falou sobre a visita em andamento do seu partido à Regiom do Curdistam (KRG) após a sua reuniom com o ex-líder da PUK (Uniom Patriótica do curdistam, segundo partido histórico da KRG), Jalal Talabani.

Em uma entrevista com Roj News, Demirtaş dixo que a visita tornara-se umha necessidade para abrir o caminho do Congresso Nacional Curdo e acrescentou: “Todos os nossas povos nas quatro partes do Curdistam querem que isso aconteça e querem que as tensons entre curdos diminuam.”

Iniciativa para limpar o caminho para o Congresso Nacional

Demirtaş dixo: “As tensons entre os partidos políticos no Sul do Curdistam tenhem um impacto negativo e reflexo sobre todo  o Curdistam. Sentimos a necessidade de tomar umha iniciativa na abertura do diálogo entre os partidos curdos de acalmar essa tensom e talvez abrir o caminho para o Congresso Nacional Curdo. Em última análise, o HDP tem um projeto e ideias para a resoluçom da questom curda. Também percebemos que todos os problemas estam ligados uns aos outros. Por esta razom, a evoluçom da Rojava e o Curdistam do Sul afeta-nos diretamente. Isso nom significa que estejamos a nos intrometer nos assuntos dos partidos políticos aqui. Nós estamos tentando ajudá-los a criar laços mais estreitos e manter canais de diálogo abertos. Os partidos digerom-nos que valorizam os nossos esforços.”

O co-presidente do HDP também acrescentou que era normal que os partidos políticos curdos pensaram de maneira diferente sobre as questons, mas que todas as questons, Ao final, teriam de ser resolvidas através do diálogo, algo que todos os lados estam dispostos a fazer.

Vimos desejo de umha soluçom para os problemas

“Até agora, em todas as reunions que tivemos, com Masoud e Nechirvan Barzani, o KDP, Komala, Yakgrtu (Uniom Islâmica do Curdistam) e outros partidos políticos e indivíduos, temos visto um grande desejo de resolver os problemas. Há grande desconforto com a forma como estam as cousas. Há muitas razons para os problemas que estam sendo enfrentados e cada umha tem umha abordagem diferente. Isso é compreensível. Mas nós vimos que há o desejo de reiniciar um diálogo, reúnir-se em torno de umha mesa e envolver-se diretamente. Usar a linguagem e abordagem dos partidos “um para o outro é muito importante. Um insulto ao outro e acusaçons através dos mídias tenhem que parar e todos concordam com isso. Este acordo nos faria felizes. É claro que nom é fácil de resolver todo imediatamente. Também nom é possível com umha visita e certamente nom é da responsabilidade do HDP. Os partidos políticos aqui vam resolver as questons entre si. Nós apenas queremos facilitar as cousas e abrir a porta para começar o diálogor”

Barzani assumirá as suas responsabilidades

O co-presidente do HDP também dixo que a abordagem do líder do KDP Masoud Barzani para resolver as questons em torno de unidade nacional foram positivas e que el tinha-se prometido que iria exercer as suas responsabilidades em relaçom ao Congresso Nacional.

As quatro partes do Curdistam estám aqui ‘

Demirtaş também falou sobre os confrontos actuais nas cidades curdas e os ataques do governo do AKP turco ao HDP. “Todo o mundo está ciente da nossa luita contra o governo estadual e o AKP turco. Acreditamos que, se pudermos garantir as relaçons entre os curdos terá um impacto positivo no Norte (Curdistam-Turquia) e Rojava. Por esta razom, é importante que haja unidade dentro de cada parte do Curdistam. Quero enfatizar que nom estamos aqui para resolver os nossos próprios problemas. Estamos a visitar para ajudar a resolver problemas entre os partidos aqui [do Sul do] Curdistam e questons de alianças e de diálogo no Norte e na Rojava. As pessoas tenhem grandes expectativas em nós. Nom so os partidos políticos, mas todo o povo nas quatro partes do Curdistam querem que sejamos bem sucedidos e desejam que as tensons entre curdos diminuam.”

Acampamento *Makhmour
*[O acampamento de refugiados de Makhmour foi fundado no 1994 com milheiros de curdos que fugirom da repressom na Turquia.]

A umha pergunta de um jornalista sobre a extradiçom de alguns curdos que tinham a sua autorizaçom de residência cancelada e foram entregues à Turquia pola KRG, Demirtaş dixo: “Eu falei esse tema ao Sr. Nechirvan Barzani e dixo que tinha expectativas a esse respeito . El está muito sensível e dixo que iria lidar com o problema. Prometeu que iria atender os problemas que enfrentam as pessoas [do Norte-Turquia] que trabalham aqui e também quaisquer problema no campo de Makhmour.”

“É uma honra estar resistindo para o nosso povo

Em relaçom à prisom de deputados do HDP Demirtaş declarou ter notícias de que o presidente da Turquia Erdogan tinha dado instruçons para isso e comentou: “Quero que o povo saiba que eles nom precisam de se preocupar por nós, polos seus deputados. Assim como todos os outros filhos deste povo sabemos como resistir, nós também imos torná-los orgulhosos. Nem umha soa pessoa vai ajoelhar ou obedecer as suas ordens e nrm umha soa pessoa vai dizer nada [no tribunal]. Este é o nosso dever e é umha honra. É umha honra resistir polo nosso povo.”

As pessoas devem-se levantar ‘

O co-presidente do HDP continuou; “Mas as pessoas também precisam de se levantar polos seus e suas deputadas. Quando há umha prisom, independentemente de quem é, todos devem tomar as ruas e fazer ouvir as suas vozes. Esta questom nom é o nosso problema pessoal. Devemos mostrar a Erdogan de que as cousas nom podem continuar desta forma. Imos resistir, imos resistir com o nosso povo. Imos levar perante os tribunais aos autores dos crimes contra o nosso povo; aqueles que queimarom e destruírom as nossas casas, mataram os nossos jovens e queimarom vivos os nossos companheiros,  nom vam ficar impunes.”

“O Presidente Öcalan fixo um chamado. Dixo que estava pronto [para a resoluçom]. El disse que tinha um projeto que poderia resolver o problema [curdo] em seis meses. Mas el também sabe que o AKP e Erdogan nom quere isso. A única maneira que nós podemos torná-lo possível é mantermos fortes, resistir e mostrar ao estado mais umha vez que eles nom podem nos fazer ajoelhar usando as armas, os bombardeos  e os tanques.”

Falando em curdo

Demirtaş respondeu as críticas de que ele era “o líder de um partido curdo, mas nom sabia falar curdo”, respondeu no dialeto curdo **Kurmancki (Zazaki).
**O zaza é um dialeto falado por 1,5-3 milhons de pessoas dos 15-20 milhons de curdos que vivem em Turquia].

Demirtaş dixo que era um curdo zaza e fala zazaki com a sua família e compreende Kurmanji e Sorani [os dous dialetos maioritários do curdo], mas nom sabe falar o suficientemente bem para fazer discursos políticos. “Por essa razom eu fago os meus discursos em turco”, dixo, antes de passar a perguntar se isso era algo para se envergonhar. “Sim, é algo para se envergonhar. Mas nom é a minha vergonha. É a vergonha do Estado turco. É a vergonha das suas políticas de assimilaçom. Essa política [de dizer que os líderes curdos som incapazes de falar curdo] é guerra suja, psicológica dos meios de comunicaçom controlados polo Estado turco. O nosso povo nom os ouve”, respondeu.

“Eu gostaria de falar todos os dialetos da minha língua materna: Zazaki, Kurmanji, Sorani e os outros dialetos. Ao invés de criticar as políticas de assimilaçom do estado eles estam tentando de nos envergonhar, o que mostra como desonrados eles som. Esta pode ser umha carência para nós, mas para eles é umha fonte de vergonha “.

 

Publicado em Roj News

 

 

Duas visons da política na Turquia: Autoritária e revolucionária

Erdogan DermitasPor Cihad Hammy

A finais de dezembro passado, ao retornar de umha viagem a Arábia Saudita, o presidente turco, Erdogan foi perguntado por jornalistas turcos se um sistema presidencial era possível, mantendo “a estrutura unitária do Estado”. El respondeu: “Já existem exemplos no mundo. Pode ver isso quando olha para a Alemanha de Hitler”. “Depois da tentativa de golpe de Estado de julho, quando Erdogan começou excluindo e prendendo adversários políticos, assentando as bases para o control autoritário, alguns críticos começarom a tomar a comparaçom mais a sério.

Na verdade, Erdogan baseia-se na mesma concepçom da política, desenhado sobre o pensamento de Carl Schmitt, jurista e teórico político alemao que era um apaixonado defensor do regime de Hitler. De acordo com Schmitt, a política baseia-se em nada mais que a distinçom entre “amigo” e “inimigo”. Este conceito de política nom está determinada pola economia e categorias éticas. Em vez disso, o estado precisa criar inimigos a constituir-se e assegurar a sua própria sobrevivência. A política de Erdogan tem muito em comum com esta premissa central, como el explicou:

“A democracia, a liberdade e o Estado de direito … Para nós, estas palavras nom tenhem absolutamente nengum valor. Aqueles que estam do nosso lado na luita contra o terrorismo som os nossos amigos. Aqueles do lado oposto som os nossos inimigos”, 16 de julho de 2016

Quaisquer opiniom ou política fora dos limites da ideologia dominante do Estado turco som considerados umha ameaça à unidade e à segurança do Estado. O  binário amigo/inimigo nom é um conceito rígido. Um amigo pode-se tornar um inimigo e um inimigo pode-se tornar no melhor amigo de repente. Esta política nom está estruturada em torno de princípios éticos. O inimigo, para Erdogan, é quem está contra el no seu caminho para a construçom de um Estado autoritário, em quando el implementa a declaraçom de estado de emergência, prisons, guerra e massacres contra os seus rivais políticos.

Erdogan chamou a fracassada tentativa de golpe de “um dom de Deus”, umha vez que ajudaria a esmagar aos seus rivais dentro do estado. El “provou” a existência de um inimigo que el retoricamente construiu nos últimos anos. Consequentemente, vai abrir o caminho para consolidar o seu poder em todo o estado, o que lhe permite instalar um novo sistema hiper-presidencialista autoritário. Agora todos na Turquia – o exército, acadêmicos, jornalistas, juízes e oponentes políticos – podem ser o inimigo aos olhos de Erdogan. O presente de Deus desempenha o seu papel sempre que seja necessário para permitir que todos os “inimigos” do Estado ou rivais políticos sejam arbitrariamente embalados a prisom.

O presente de Deus é o momento do “estado de exceçom” que Carl Schmidt descriviu no seu livro Teologia política, que começa por definir como “soberano … quem decide a exceçom”. O soberano é um líder carismático que salva o seu povo do “perigo”, agindo fora da lei, se é necessário. El é soberano em sentido absoluto; em outras palavras, um ditador.

O que Erdogan está tentando alcançar através deste tipo de política é a construçom de um Estado autoritário luitando contra a diversidade e pluralidade dentro do corpo do Estado, em primeiro lugar, ao excluir as diferentes partes que nom som compatíveis com a ideologia do partido no poder, como a do Partido Democrático dos Povos (HDP) – cujos representantes eleitos forom recentemente despojados da sua imunidade por suposta “cumplicidade com o terrorismo”.  As aspiraçons democráticas do HDP eram um obstáculo para o sonho de Erdoğan de estabelecer um sistema hiper-presidencialista. A outra ameaça a Erdogan foi Fethullah Gulen – o proeminente clérigo muçulmano atualmente vivendo no exílio nos EUA acusado polo governo turco de conspirar para o golpe – e as células Gulenistas dentro do aparato estatal. Depois disso, por meio da penetraçom da esfera social com a sua política, Erdogan tem como objectivo reduzir as massas turcos à passividade.

Política revolucionária como um ha alternativa

A binária política de amigo-inimigo, de feito, limita o âmbito da diversidade e pluralidade na administraçom do campo social. Esse dualismo cru nom pode abranger a complexidade e riqueza da vida, e nem pode, em última instância desfazer o rico significado da política, o significado original grego como a autogestom da comunidade. Esta auto-gestom está enraizada no povo e com base na sua capacitaçom nas instituiçons democráticas participativas. A política nom é umha mera escolha entre branco e preto, mas sim umha forma criativa das pessoas correndo as suas vidas diárias em toda a sua riqueza colorida. Theodor W. Adorno, filósofo e sociólogo alemao, no seu livro Minima Moralia: Reflexons sobre a vida danificada rebateu esse conceito central da política de Carl Schmitt, com ênfase na liberdade, escrevendo:

“Carl Schmitt definiu a própria essência da política polas categorias de amigo e inimigo … A liberdade seria nom escolher entre preto e branco, mas renunciar a tais escolhas estabelecidas”.

Na Turquia de hoje, vemos estas duas visons na contestaçom. Por um lado, Erdogan está perseguindo a trajetória política de Carl Schmitt: por outro lado, muitos som atraídos pola política radical que está totalmente em desacordo com a política de Erdogan. Apesar das duras condiçons de estar em confinamento solitário na ilha-prisom Imrali na Turquia desde 1999, Ocalan, pensador e pai ideológico do Partido dos Trabalhadores do Curdistoam(PKK), desenvolveu o seu conceito de política revolucionária baseando-se no pensamento de filósofos como Hanna Arendt e Murray Bookchin. Este tipo de política é a praticada polo Movimento da Liberdade Curdo no norte do Curdistam (sudeste da Turquia) e Rojava. A sua política revolucionária pretende criar um duplo poder para desafiar o Estado-naçom: umha esfera pública nom-estatal com o poder nas assembléias de base, combinado com umha confederaçom de municípios democratizados, eleitos polo povo através da democracia directa cara a cara.

Umha das principais características desta política revolucionária é a sua forte fusom com a ética racional na sociedade. Enquanto a ética tenta determinar moralmente boas açons, a política tenta criar a melhor açom. Qualquer açom ou política é empurrada por necessidades éticas, e esta política é a manifestaçom de umha ética que procura alcançar umha auto-realizaçom criativa através da participaçom numha sociedade nom-hierárquica e livre. No seu quinto volume, Ocalan analisa a maneira pola qual esta ética desempenha o mesmo papel que a política na gestom da sociedade. El argumenta, “enquanto a política desempenha um rotina criativa, protetora e um papel na alimentaçom, a ética fai o mesmo serviço na sociedade, através da institucionalizaçom e baseado em regras da tradiçom. Pode-se julgar a ética como a memória política da sociedade.”

A política de Erdogan e a política de Ocalan chocarom quando o HDP, abraçando umha política revolucionária e democrática, tivo umha grande vitória nas eleiçons de junho, superando o limiar do 10% do Parlamento turco. Este desempenho impressionante parou temporariamente as ambiçons de Erdogan, daí a escalada subsequente do conflito e da repressom brutal sobre o movimento curdo desde entom. Erdogan encerrou o processo de paz e lançou umha guerra contra a base popular do HDP. Em reacçom a esta guerra as pessoas organizarom assembléias locais e declararom o auto-governo em todo o norte do Curdistam. Desde entom, o governo turco escolheu políticas coercitivas e de engenharia social, promulgadas por meio da guerra como a sua abordagem para desarraigar as sementes da política revolucionária no Curdistam do Norte. A guerra no Curdistam do Norte é umha guerra contra a vontade do povo curdo a seguir umha política revolucionária dedicada à liberdade, democracia, diversidade e pluralidade.

Daqui resulta que o primeiro passo para resolver a questom curda no Curdistam do Norte é a fim ao militarismo em ambos os lados, umha vez que o militarismo também só pode sufocar o verdadeiro papel da política, e umha participaçom mais ativa na construçom de um processo de paz entre o Estado turco e os curdos.

Quando Erdogan, ajudado polo CHP e MHP – dous partidos que tenhem umha mentalidade semelhante à do AKP – despojou da imunidade parlamentar ao HPD, Selahattin Demirtas, co-presidente do HDP, expressou a sua visom de umha política revolucionária arraigada nas pessoas:

“As povos formam parlamentos, e nom os partidos, e os povos podem formar vários parlamentos, se desejam fazê-lo … As pessoas, o povo sera capaz de fazer o que deseja fazer e nós nom iriamos ficar no caminho do nosso povo.”

Turquia está dirigindo-se cara um futuro sombrio sob a sombra de umha política do AKP com base na exclusom e a negaçom de todas as formas de democracia e diversidade na Turquia. Para evitar o abismo, as pessoas precisam de umha nova política revolucionária destinadas a absorver o poder do Estado e dar-lhe a volta para que as pessoas levem as suas próprias vidas de umha forma livre, democrática e ética.

Este artigo foi publicado em Open Democracy.

Jihad Hammy é um curdo de Kobanê. Era estudante de literatura Inglesa da Universidade de Damasco antes de fugir devido à guerra civil na Síria.

 

 

 

O assédio de Cizre termina deixando devastaçom atrás de si

Matthieu Delmas 01Por Matthieu Delmas

A vida na cidade turca do sudeste recomeça depois de um cerco do exército turco de oito dias, mas umha sensaçom de desconforto permanece entre os habitantes.

Cizre, Turquia – Após oito dias de cerco e toque de recolher imposto em Cizre, no sudeste da Anatólia, na fronteira com a Síria, durante umha operaçom do governo turco contra os curdos na cidade, os seus habitantes estam voltando para as casas com cenas de destruiçom e cheiro a morte e lixo nom recolhido.

O toque de recolher imposto na cidade terminou o sábado às 19:00 (17: 00 GMT), e os tanques do exército turco retirarom-se das portas da cidade, deixando entrar os automóveis.

Os habitantes também estavam esperando durante os últimos três dias para a chegada do Selahattin Demirtas, líder do Partido Democrático do Povo (HDP), e o começo do uma marcha de milheiros cara a cidade, a fim de pôr fim o bloqueio.

Matthieu Delmas 02Após a sua chegada, e inflamados pola sua presença, a multitude correu atrás da sua comitiva, mostrando o V do sinal da vitória. Quando el falou, responderom com gritos de ” Cizre Livre”, embora o perigo ainda espreitava. Na noite do sábado, um homem de 75 anos foi morto a tiros por um franco-atirador das forças especiais turcas, afirmarom testemunhas. Digerom que el foi baleado enquanto ia obter um pouco de pam.

Os jovens lutadores da YDG-H (a “Juventude Patriótica do Curdistam”), tampouco depugerom as armas, e continuam a sua presença no bairro de Cudi.

Umha cena de devastaçom

A destruiçom mostra como forom de violentos os combates na cidade. Cartuchos usados de Kalashnikovs e outras armas tais como Douchkas e BKCs estam espalhados ao redor, enquanto peças de morteiros também sujam as ruas. Buracos enormes nas paredes das casas atestam o uso de armas pesadas. Entre trincheiras e barricadas, os moradores enterrarom muitas das vítimas na rua. As forças policiais estam mantendo um perfil baixo, mas alguns tanques permanecem no centro da cidade. As linhas de telefonia móvel ainda estam cortadas.

Os comerciantes estam voltando a fazer o que podem em meio de lojas destruídas – após oito dias de cerco, o abastecimento de alimentos eram escassos, especialmente leite e pam de acordo com os habitantes locais. Como resultado, os moradores começam de volta nos trilhos entre veículos destruídos e casas queimadas, e também têm de lidar com longas filas nas padarias e mercearias. Umha comerciante, Aicha, nom pode conter a sua raiva. O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan “é um ditador e um terrorista. El busca vingança contra nós, porque nós nom o votamos nas últimas eleiçons”, dixo.

Matthieu Delmas 03Os combatentes curdos que participarom nos combates som originários de Cizre, nascidos nos últimos 20 anos durante a política de “terra arrasada” da década de 1990 usada polo governo turco na sua luita contra o PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistam).

As suas famílias forom expulsas das aldeias da regiom e forçadas a estabelecer-se em Cizre. Kawa, de 23 anos, o rosto escondido por um capuz preto e com um rifle nas maos, declarou que está luitando pola democracia. “Nós luitamos polas nossas famílias. Se nom colheramos as armas, eles [o exército turco] ia continuar matando curdos. Erdogan chama-nos terroristas, mas el é o único que aterroriza a povoaçom. Nós nom matamos civis. ”

Os jovens lutadores e outros moradores desde a semana passada construirom muros de areia na entrada de cada bairro. Lençóis foram esticados através das ruas para evitar que os atiradores desde os telhado obtenham umha visom adequada, enquanto aberturas foram feitas entre os edifícios como umha proteçom contra os tiros dos franco-atiradores.

Com o acesso ao hospital da cidade cortado durante o cerco, os ferimentos – mesmo de doença – poderiam facilmente ser fatais. Um bebê de 35 dias de idade morreu da sua doença, porque nom se poido levar ao hospital. Alguns corpos forom mantidos em frigoríficos aguardandom umha oportunidade para um enterro apropriado.

Umha semana sob cerco

Polo menos 20 pessoas forom mortas durante os confrontos – terroristas de acordo com o Governo turco, civis de acordo com os habitantes locais. A maioria forom mortos por franco-atiradores, de acordo com membros do HDP e civis locais que preferirom manter o anonimato pola sua segurança. Somando-se o sentimento de injustiça, as pessoas na da cidade alegam de que os jovens locais envolvidos – o YDG-H – nom estavam relacionados com as forças da guerrilha do PKK.

“Estes jovens, som os nossos filhos. Sabemos deles, som de Cizre. Nom som terroristas, som só patriotas “, dixo Mehmet, um residente local.

O sentimento de raiva e rebeldia som evidentes por todas partes nos muros da cidade, com a declaraçom em letras vermelhas: “Os mártires nunca morrem, o seu sangue será vingado.”

A ira nom está direcionada so ao Governo turco – representantes das mídias de todo o mundo que agora se reunem na cidade também atraem o desprezo. “Por que todos os jornalistas venhem no final da batalha? As pessoas preocupam-se com isso somente quando há dúzias de mortos. Europa fala sobre democracia, mas nom faz nada por nós “, dixo um morador, Mahmoud.

Matthieu Delmas 04A mais recente erupçom da combates entre o governo turco e curdos eclodiu após o atentado do 20 julho em Suruc, oeste de Cizre, realizada polo Estado Islâmico, mas que serve como fator desencadeante do governo central para lançar ataques aéreos contra objetivos curdos na área. Em Cizre, Diyarbakir, Silopi e outras cidades do sudeste, jovens das YDG-H também balearom e matarom policias e montarom barricadas nos seus bairros.

As eleiçons nacionais a ser realizadas o 1 de novembro, convocados após o partido de Erdogan nom conseguiu garantir umha maioria em junho, pode levar a umha reduçom da violência – ou ainda mover o país cara umha guerra civil.

Entre aqueles que retornam para as suas casas e ruínas em Cizre, a resignaçom é evidente. Umha mulher de 60 anos de idade, varre a casa dela e recolhe as telhas quebradas. “Você sabe, estamos acostumados a enterrar a nossa juventude. Tenho 60 anos e tenho a sensaçom de testemunha-lo durante toda a minha longa vida. A verdade é que temos de viver juntos. Olhe ao seu redor, nom podemos continuar assim. ”

Matthieu Delmas é um jornalista francês que estivo em Cizre durante o assédio informando desde a cidade. O artigo e as fotografias som da sua autoria.

Publicado em Middle East Eye.

Selahattin Demirtaş, co-presidente do HDP, revela detalhes do processo de paz

Artigo DermitasPor Ezgi Başaran

A recusa do governo de fornecer garantias legais para a retirada do PKK, juntamente com a construçom de fortificaçons militares, terminarom com o cesse-fogo na Turquia, dixo o co-presidente do HDP.

O processo de resoluçom começou com a carta do líder do Partido dos Trabalhadores do Curdistam (PKK) Abdullah Öcalan que foi lida durante o Nevruz em Diyarbakir no 2013, dizendo: “A era da luita armada terminou.” Esse processo chegou agora a umha grave paralisaçom. Nos últimos 10 dias, ocorreu a massacre Suruç. Em seguida, o PKK executou policias em duas cidades e a Turquia organizou operaçons aéreas dirigidas, tanto contra Kandil, a área montanhosa do outro lado da fronteira, onde estam os acampamentos da guerrilha, como o Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIL) na Síria. Há um sério estado de guerra no país. Todo o mundo tem uma cronologia e/ou uma afirmaçom sobre como chegamos a este estágio.

Todos estavamos esperando que falara sobre o problema curdo, o co-prediente do Partido Democrático dos Povos (HDP), Selahattin Demirtaş, depois de permanecer em silêncio o último par de dias. Que diria, como ageria? Perguntei a Demirtaş sobre todas as alegaçons; el compartilhou conosco alguns detalhes que nunca antes tinha falado. Eu acredito que esta é uma entrevista histórica em muitos aspectos, e toda a Turquia deveria lê-la atentamente.

Todo mundo tem umha cronologia diferente do “processo de resoluçom”e de como o cesse-fogo terminou e quem deixou a mesa de negociaçom em primeiro lugar. Qual é a sua?

O período de 2013 até hoje tem sido a época de preparaçom para o Acordo de Dolmabahçe; era o seu prelúdio. Por uma questom de fato, deve-se analisar a forma como o acordo de Dolmabahçe foi preparado.

Antes disso, havia umha das peças-chave do processo, a questom da retirada de membros do PKK da Turquia. O primeiro-ministro tem enfatizado nesso nas suas declaraçons o último par de dias. Ele dixo que o lado curdo nom se retiraram; que eles nom mantiveram as suas promessas. Que aconteceu durante o período de retirada, poderia dizer e lembrar-nos os seus detalhes?

No início das negociaçons Imrali nas que eu também participei, Öcalan pensava que a retirada deveria ser muito rápido. El dixo: “Este asunto nom deve ser prolongado. Fizemos um acordo com o estado e eles vam fazer a lei sobre a retirada. Devemos fazer a retirada rapidamente de modo que nom houvera quaisquer provocaçom. Fizemos um acordo com a delegaçom estadual. A lei será emitida em muito breve, em qualquer momento. ”

Qual era o significado desta lei?

Deixe-me explicar-lo desta forma … Há pessoas armadas nas montanhas, nom é? Retirada significa que essas pessoas vam passar por povos, vilas e cidades para chegar a outros lugares. Bem, que faram as forças de segurança que vêem a essas pessoas? Que farám o juiz, procurador, governador de distrito ou governador? Será que eles vam olhar para outro lado; que vai acontecer se nom o figeream? E se eles som questionados no futuro, dizendo: “pessoas armadas passaram frente de vostedes; por que nom interviu? “Exatamente por essas razons deve haver umha lei que abrange a retirada. E o estado prometeu que faria a lei.

Quem o fixo prometer, Öcalan?

Sim. Também, depois de voltar de Imrali, realizou-se umha reuniom com a delegaçom estadual. Nós dixemos-lhes: “Concordachedes em Imrali que a tal lei de retirada seria aprovada.” Eles confirmarom. Após isso, fomos conversar com o ministro de Justiça da época, Sadullah Ergin. El dixo-nos: “Agora, no quarto do lado, os nossos especialistas estam trabalhando na lei.” Eu dixem-lhe: “Os nossos especialistas estam também a trabalhar. Vamos apresentar os textos preparados para o parlamento como o direito de retirada. “Note-se que, naquela época, Öcalan nom insistiu que esta retirada armada devia percorrer todo o caminho para Kandil. El também sugeriu que todos os grupos se reuniriam em um lugar dentro das fronteiras da Turquia. A razom para isso é que el foi concebida como tal: Nom haveria outra lei emitida entretanto e a gente das montanhas desceria [para integrar-se na sociedade].

Muitos esforços, mas nengumha lei

Onde estava o ponto de quebra nesta fase?

Eu estou compartilhando todos os detalhes para que o nosso povo o conheça. Depois de falar com o ministro da Justiça Ergin, fomos para Kandil. Digemos-lhes que tanto o ministério e nós mesmos estavamos trabalhando [na lei]. Sobre esta [o comandante do PKK] Murat Karayılan dixo: “Nós decidimos a retirada. Assim que a lei está fora, vamos começar a retirara e concluí-la da maneira mais rápida possível. “No período seguinte, o ministro da Justiça Sadullah Ergin trabalhou duro e exerceu intensos esforços para aprovar a lei, mas foi bloqueado polo entom primeiro-Ministro Erdoğan. El dixo: “Nom há nengumha lei ou semelhante.” Sobre esta, a crise eclodiu. Voltamos para Kandil; a delegaçom do Estado foi para Imrali. O Sr. Öcalan explicou os riscos de cancelamento sem um quadro jurídico, mas mais tarde compreendi que esta lei nom iria passar. Diante disso, na próxima reuniom, Abdullah Öcalan, dixo: “Nós nom poderíamos fazê-los compreender o significado desta lei, embora eles figeram umha promessa. E, no entanto, querem que aconteça a retirada. “Mais tarde, Erdoğan dixo:” Deixe-os enterrar as suas armas e retirar-se. “Mas nom há nengumha lei ou qualquer cousa. Quem vai enterrar as armas? Onde? Como vam enterrá-las? Com esta crise, a retirada prosseguiu por 45 dias. Por uma questom de feito, de acordo com o acordo, a lei teria saido imediatamente e toda a retirada teria concluído no prazo de 45 dias.

Em seguida, a retirada começou com os meios de comunicaçom autorizados para testemunhar umha parte dela, mas nom foi concluída, é assim?

Mesmo que Kandil considerou como muito arriscado, começou, nas palavras de Öcalan “começar de qualquer maneira.” Houvo um cronograma estimado para todas as forças na Turquia para recolher e retirar-se. Calculou-se a cerca de três meses. Eu leveiei esta projeçom de tempo para o governo. Eles digerom que estavam satisfeitos. Foi apenas um par de dias para o início da retirada que o porta-voz do governo Bülent Arınç, dixo depois de umha pergunta durante umha conferência de imprensa: “Eles podem ir para o inferno. Deixe-os retirar, tanto quanto eles queiram. “Esta declaraçom tivo um efeito chocante em Kandil. Eu, pessoalmente, testemunhei isso, porque nesses momentos eu também estava freqüentando as montanhas.

Surpresa em Kandil

Foram as palavras de Arınç um problema em Kandil?

Estou-che dizendo isso com toda a minha sinceridade; eles ficaram chocados. A razom é que eles tinham começado a retirada, enquanto nom havia nenguhma lei à vista, contando apenas com as palavras de Öcalan de “Vamos retirarnos a de qualquer maneira; imediatamente depois haverá umha resoluçom. “Eles já estavam muito desconfortáveis e inseguros. Mesmo que reagiram muito ferozmente a esta declaraçom, eles nom pararom o processo. Mas, depois, foi isso que sempre foi discutido em Kandil e durante outras visitas regionais: “Nessas áreas guerrilheiras que nós abandonamos, começaram rapidamente a construçom de fortificaçons, os chamados ‘kalekol’. Umha vez que vai haver paz, umha vez que estamos descendo das montanhas, porque é que há umha necessidade de kalekols no meio destas montanhas? ”

O primeiro-ministro, por outro lado está dizendo que é natural que o Estado construa represas e delegacias de polícia. Qual é a verdadeira questom aqui?

Sim, o primeiro-ministro nom entende isso; Eu quero explicar. O que eles estam construindo nom é para fins de irrigaçom ou de energia. É umha represa militar. É umha barragem construída para impeder os guerrilheiros de passar por montanhas e pradarias; eles enchem as terras baixas com água. As estradas militares construídas no alto da montanha; nom som auto-estradas duplas.

No entanto, Kandil já o sabia e estava reclamando pola construçom dessas represas e kalekols desde o início do processo. Mas, apesar disso o processo prosseguiu. Por que este problema é trazido novamente?

Tornaram-se em um problema, mais umha vez durante a retirada. Ele foi criado como este, em particular com a construçom de estradas concretas sobre picos de montanha para os veículos militares passar através da zona fronteiriça. Kandil interpretou-no como, “Estamos retirando-nos mas se o estado está construindo isso, entom eles nom tenhem a intençom da paz. Vamos retirar e eles vam começar a guerra. ” Estes debates levarom a que “a retirada deve ser retardada” discutira-se em Kandil. Transmitimos esta situaçom directamente ao governo. A resistência do Parque Gezi coincidiu com este período. A reaçom do governo contra a juventude no Gezi aumentou ainda mais a desconfiança no lado curdo. Eles digerom: “Pode um governo agir desta forma e querer a paz com nós?”

“Erdoğan irritado com o processo pola diminuiçom de votos do AKP”

Naquela época, havia umha declaraçom de Öcalan sobre a necessidade de compreender melhor os incidentes de Gezi …

Na verdade, mesmo antes de Öcalan fazer essa declaraçom, Kandil já tinha colocado os freios sobre a retirada. Entom Öcalan reforçou a sua posiçom, dizendo: “Na verdade, a retirada nom pode continuar em tal estado.” Esta é a história da retirada. Sem examinar os detalhes do que prometeu o quê a quem e quem nom mantivo a sua promessa, com destaque para os incidentes é a distorçom.

Que teria acontecido se a lei de retirada que menciona-che fosse emitida?

Sabe o que o Sr. Öcalan dizia? “Com caminhons e auto-carros, os guerrilheiros seram transportados para um ponto de umha forma muito rápida e vamos iniciar as negociaçons o mais rapidamente possível.” Isso era o que el imaginava. Por esta razom, el dizia: “Eu estou com raiva quando Murat Karayılan me di este asunto vai durar três meses; porque tem que ser muito rápido, porque é assim que nós conversamos sobre isso com o Estado. “Se o governo mantivera a sua promessa, se as guerrilhas do PKK tiveram sido transportados com autocarros e camions, em seguida, a retirada teria terminado, provavelmente o período de desarmamento teria começado. É evidente que nom se fixo a lei.

Bem, nom poderia o processo de retirada, que começou sem quaisquer garantias legais, continuar de umha forma ou de outra?

Este feito nom é umha decisom que o HDP poderia fazer, mas um processo tam delicado nom admite tal violaçom de um acordo ou tal desconfiança.

Se a oferta quebrou naquel momento, qual foi o acordo alcançado em Dolmabahçe?

Agora, vamos chegar a esse ponto … Nós encontramos-nos para esse acordo; Tudo foi preparado porque na verdade a maior parte da retirada tinha sido completada. Caso contrário, teria sido possível? Um pequeno grupo de membros do PKK tinha permanecido dentro da Turquia. O governo sabia disso muito bem. Eles nom figerom umha questom dos remanescente [combatentes], porque a maior parte da retirada estava concluída. E as conversas continuarom. O governo, nesse ponto, nom dixo, “Nom imos negociar até que a retirada estexa ao 100 por cento concluída.” As delegaçons iam e voltavam de Imrali.

Que foi dito em Imrali nos dias e semanas que antecederam ao acordo Dolmabahçe?

Essas promessas foram feitas em Imrali: Grandes delegaçons, jornalistas, outros políticos, além disso representantes de Kandil viriam a visitar a Öcalan.

Quem di isso?

A delegaçom do Estado que se reuniu Öcalan. Enquanto isso, trouxemos tudo o que falamos em Imrali a Ancara e sempre confirmamos. Nós digemos-lhes: “Digeschedes isto e isso. Nós escrivimo-lo na acta. Estas actas também foram copiadas para Kandil. A equipe de campo em Kandil aceitariam que um acordo foi feito sobre este assunto ? Confirma-lo? “Eles digerom:” Sim, nós confirmamos? “- Tanto o ministério como a delegaçom do estado.

Textos da declaraçom Dolmabahçe

Enquanto isso, durante todo este período do diálogo, dizia-se que Öcalan digera à delegaçom do HDP muitas vezes que el confiou na delegaçom do Estado e os esforços de encontrar soluçons do subsecretário [Hakan Fidan] daOrganizaçom Nacional de Inteligência (MIT). Isso é verdade?

Afirmativo. A delegaçom do Estado que também incluia o MIT dixo: “Figemos um acordo, mas os políticos tenhem outras preocupaçons, nom fomos capazes de convencê-los.” Mas em cada matéria, o que Öcalan digera que tinham acordado em Imrali; confirmou-se com Ancara depois. Informamos a Kandil deles. A delegaçom do HDP exerceu inúmeros esforços para construir a confiança entre Ancara, Kandil e Imrali.

Na delegaçom do monitoramento que foi anunciada em Dolmabahçe, forom principalmente os jornalistas e políticos pró-governo. Eles foram para visitar Imrali. Por que estava o presidente irritado com esta formaçom?

Está claro perguntando sobre o que se viu, mas quando olhas para o desenvolvimento dos eventos, entenderia que o que ele estava com raiva nom da delegaçom de monitorizaçom ou das palavras dos acordos.

O presidente nom dixo, na reuniom do seguimento do acordo de Dolmabahçe, que el nom aprovava isso? Tampouco dixo que nom fazia sentido em formar um delegaçom de monitoramento.

A cronologia aqui e o processo que ocorreu levando a essa reuniom som muito importantes. Vou precisar e entrar em detalhes para que o público o entenda.

Enquanto eu estava no Canadá – foi no início de fevereiro – a nossa delegaçom de Imrali chamou-me para dizer que acordaram um texto que para apresentar ao governo. Eles enviarom-mo também. Eu aprovei-no. Entom este texto foi para o governo; revisarom-lo. Eles digerom-nos que era inaceitável e sugerirom um outro texto. No entanto, nesse texto, havia apenas desejos e expectativas do governo. E nom era o texto discutido em Imrali.

Era muito diferente?

Era muito diferente. O texto que preparamos continha os capítulos necessários para as negociaçons, bem como umha chamada o desarmamento. No deles, havia apenas umha chamada para o desarmamento; nengumha negociaçom. Eu digem-lhes exactamente a eles: “Nós também queremos que o PKK deponha as armas, mas isso nom vai acontecer de esta maneira. Nom devemos de enganar o PKK ou Öcalan. Nom vamos construir desconfiança. Kandil diria de onde veu isso? Em seguida, todo o processo seria quebrado. Diante disso, enviamos a nossa delegaçom para Kandil para transmitir o texto do governo. Kandil dixo: “Nom, isso nom é o que foi discutido em Imrali. Nós também temos as actas. Se essa chamada é feita, nós nom a cumpriremos. “A nossa delegaçom contou tudo isso ao governo. Nós digemos: “Vamos preparar um texto que todo mundo poida aceitar.” Sobre esta, a nossa delegaçom e à delegaçom estadual forom para Imrali juntas.

Fornecerom informaçons sobre os dous textos?

Claro. Mostramos ambos textos. Diante disso, Öcalan sugeriu o texto do acordo anunciado em Dolmabahçe o 28 de fevereiro. Diante disso, as autoridades do governo reunirom-se com o presidente.

Tem certeza disso?

Claro. “Este é o texto”, digerom-lhe o presidente e receberom a sua aprovaçom. Decidiu-se que a divulgaçom do evento seria feita em Dolmabahçe. Tudo isso prolongou o anúncio 22 dias. Porque esta crise do texto foi em esse tempo. Agora, o presidente ou o primeiro-ministro está dizendo, “Öcalan fixo umha chamada para depor as armas, mas o HDP impediu-no.” Eles baseiam os seus argumentos sobre as referências a esta crise do texto.

“Eles queriam que nós enganaramos o PKK e Imrali”

Poderia explica-lo melhor?

Eles referem-se à parte em que nós nom aceitamos o seu texto. Por uma questom de feito, na verdade, naquel momento, essencialmente exigiram que enganaramos a Öcalan e o PKK. Nós digemos-lhes: “Se fazemos isso, o processo ficará danificado em uma extensom enorme, e imos ter que começar tudo de novo.” Isto é o que realmente irritou o AKP.

Apesar de tudo isso, o anúncio de Dolmabahçe foi feito.

Cada etapa, incluindo o mapa de lugares – todo foi aprovado polo presidente. O presidente resolveu a crise dos lugares. El estava envolvido no processo. Em seguida, el dixo o seguinte: “Este é um anúncio que estavamos esperando por um longo tempo. É tarde, mas um motivo para se alegrar. “Em outras palavras, a sua declaraçom inicial nom era como” Eu nom aceito isso. “Isso sempre passou despercebido. Do que el nom gosta na demonstraçom inicial foi a afirmaçom que fixo; caso contrário, el nom expressou qualquer problema com o acordo. El nom dixo que o cenário estava errado ou que o acordo era errado.

Que aconteceu depois para que el nom o aprovara?

El viu durante o tempo entre esta declaraçom inicial e a declaraçom “Eu nom o aprovo” que os votos do AKP nom tinham aumentado, na verdade, eles caíram, mas os votos do HDP foram aumentando. As Empresas de pesquisas fornecerom esta informaçom.

Como sabe isso?

Nós aprendemos a partir de dentro, de dentro do AKP. O presidente dixo exatamente isso: “Por que estamos envolvidos neste caso nom há nengum benefício nel para nós?” E começou a ser ouvido o rosmar no interior do AKP, mas eles estam centradas no presidente. El nom se reflecte muito do lado de fora, mas as nossas delegaçons estam em contacto umhas com as outras. O acordo era que o entraria em vigor e, em seguida, umha convençom sobre armas seria realizada. A sua expectativa, por outro lado, evoluiu em idéias de que Kandil iria realizar a convençom imediatamente e anunciar o desarmamento.

Qual foi o acordo original?

Uma grande mesa constituida em Imrali. A nossa delegaçom, a delegaçom estadual e observadores forom falar e discutir e, no mesmo dia, Öcalan chamaria para o desarmamento. Imrali disse OK a isso. Tudo isso ia ser realizado exatamente umha semana após o acordo de Dolmabahçe. Interpusemos os nossos peidos para ir a Imrali, para os observadores ir a Imrali, mas o lado do governo começou a dizer-nos que havia um problema. que problema? Nós encontramos-nos e conversamos publicamente; existiam expectativas. Que aconteceu? Mais tarde compreendi que Erdoğan tinha dito que nom poderia haver uma delegaçom de monitoramento ou algo assim. Como um assunto de feito, até mesmo os nomes foram esclarecidos. Imediatamente após isso, em qualquer caso, o presidente respondeu a umha pergunta prantexada, dizendo: “Eu nom aprovo o acordo de Dolmabahçe.”

Que tipo de contribuiçom fixo Hakan Fidan e o MIT neste momento? Alguma vez falou com eles?

Como parte da delegaçom estadual, mantivemos conversaçons constantes com o Gabinete do Subsecretário do MIT e a Subsecretaria de Ordem e Segurança Pública. Eles figerom promessas como a delegaçom do Estado, que o governo confirmou, mas tudo foi rejeitado de repente. Isto é exatamente o que aconteceu. Eles devem responder por si mesmos qual foi a razom exata. Eu estou explicando todo isso sem adiçom ou subtraçom. Os eventos ocorrerom exatamente assim.

“Existem controvérsias com Kandil”

Chegamos a umha perspectiva diferente do problema. Após o grande sucesso eleitoral do HDP, houvo várias declaraçons de Kandil. Em primeiro lugar, eles nom gostam da expressom “votos confiados”, em seguida, eles consideravam o HDP como passivo. Mais tarde, sobre o que aponta à Öcalan como o diretor do processo de paz, eles usarom o argumento de que “é apolítico.” Em nengum momento mencionarom o seu sucesso como Demirtaş. Qual é a posiçom de Kandil e que di respeito à HDP ou Demirtaş?

Nom há problemas pessoais entre Kandil e eu. Mas nós nom pensamos o mesmo sobre todas as questons. Nom temos que faze-lo. Eu som o co-presidente do HDP, eles som os co-presidentes do KCK. Claro, o KCK é um enorme movimento efetivo no Médio Oriente, Iram, Iraque e Síria. É natural para eles interpretar os acontecimentos políticos na Turquia. Som as suas ideias; nom ordens para nós.

Onde discorda?

Por exemplo, o HDP abriu um âmbito político significativo. Esta área política é uma caminhada incompleta. Assim, a sociedade turca deu o HDP umha grande oportunidade. O que vamos fazer com esta oportunidade irá determinar se o HDP vai encolher ou crescer. Assim, o processo do HDP nom está completo; o seu potencial é além disso. El tem o espírito de um partido no poder.

Bem, como vam alcançar este potencial na realidade?

Através do estabelecimento da paz, mantendo o estado “livre de combates”; sendo coerentes na nossa posiçom sobre esta matéria e dando mensagens íntegros, continuando a defender as mensagens que transmitimos antes das eleiçons. O HDP nom é um partido eleitoral; é um movimento permanente. A sua longa caminhada terá a sua marca na política turca. Assim, as chamadas à paz do HDP, chamadas ao desarmamento, sugestons sobre os métodos som parte da sua missom e papel. Isto nom é apolitico; é o núcleo da política. Estes som os meus pensamentos sobre o assunto.

Que papel pensas que Öcalan deve ter ?

Deve conduzir as negociaçons. Isto nom é uma pressom ou fardo sobre Öcalan. Cabe à Kandil de qualquer maneira tomar a decisom final sobre o desarmamento. Öcalan é o único na posiçom para fazer a chamada. El está dizendo o mesmo. No entanto, as chamadas o desarmamento durante um processo de negociaçom nom incluindo a Öcalan nom seria funcional. Kandil deve aproximar-se mais a questons democráticas da Turquia. Isto é o que eu acho.

Lógica interna de guerra

Por que forom assassinados os policias em Diyarbakir e Adıyaman?

A guerra e o combate tenhem umha lógica interna que os civis nom compreendemos. Se nom tomamos parte da lógica interna da guerra, parece dolorosa e sem sentido para nós, entom nós nom imos ser capazes de parar as mortes. Como umha pessoa envolvida em política civil, nom podo responder à pergunta por que eles forom mortos. Nom deveriam ter sido mortos. Ninguém deve ser morto. Na nossa lógica interna, no nosso mundo político civil, nom podes explicar umha cousa dessas. Eu nom encontro um motivo ou justificaçom.

Que vai dizer entom? Que nom consegue compreender?

Nom, eu nom estou dizendo que nom podemos compreender. Dentro da lógica da guerra, há uma consistência no que o Estado está fazendo e o que o PKK está fazendo. Parece sem sentido para nós, mas devemos ter essa realidade em consideraçom.

Antes que os policias foram mortos em Diyarbakir, Kandil nom tinha sido bombardeada ainda…

Já expressei que nom o aceitava de modo algum. Eu transmitim as minhas condolências; Eu teria dito que aqueles policias mortos eram filhos pobres deste povo. Nós nom temos nengumha vacilaçom sobre este assunto. Como podemos agir como o [vice-primeiro-ministro] Bülent Arınç diante da morte? Para nós, o uniforme que a pessoa morta está vestindo nom é a sua identidade política; nom há nenhum significado para el. Se eu tinha a certeza de que nom haveria provocaçons, eu teria comparecido ao funeral do policia. Eu teria visitado a sua família, teria pago os meus respeitos a essas pessoas. Quero dizer, que diferença há da minha mae? Olhe as fotos, olhe para as imagens. Eles som os mesmos. Seus irmams som como meus irmams. Seus filhos som como os meus filhos. Como podes discriminar as pessoas desta terra? Mas a maneira de parar isto nom é condenar, censurar e, em seguida, sentar-se no seu assento. A única maneira é uma negociaçom séria. Caso contrário, este asunto nom vai chegar a um fim. Vamos viver essas dores outra vez. Estamos abafados.

Se eu digera que a posiçom que vai adoptar HDP é tam importante como nunca antes o foi, concorda comigo?

A nossa política de paz nom está orientada à expiaçom, que é orientada os resultados. Nós nom engana a gente; nom temos essa intençom. Nós nom queremos dar mensagens bonitas e, em seguida, fazer outras coisas por trás. Nós nom o figemos e nom o faremos. Queremos estar de forma permanente e eficaz. O caminho para isso é conciliar os lados conflitantes, tornando-os sentar à mesa. Se o público está esperando que o HDP desempenhe um papel pacífico, eles devem entender a nossa posiçom. É uma posiçom valiosa para todos. Somos o único partido no mundo que pode falar com Ancara, Kandil e Imrali. O Povo da Turquia deve ver esse papel funcional do HDP. Estamos fazendo um trabalho prático. Caso contrário, se o HDP emite demonstraçons populares manhá, a tarde e à noite, nós nom obteriamos resultados práticos. Nós queremos fazer cousas para parar as mortes. As maes daqueles da montanha e as maes dos soldados tambêm desejam isso de nós.

O voto da mae curda pola paz

Davutoglu dixo: “Já nom imos ir a Imrali mais. Eles podem falar com quem queiram falar e fazê-los depor as armas. “Como planeja continuar?

Que pode dizer o HDP neste momento? Se formos para Kandil, que lhes vamos dizer? Vamos dizer-lhes que se rendam?

Pode ser que algumhas cousas como “Deixem as armas; agora é a hora da política civil “, como dixo Öcalan, espera-se de vostede?

Öcalan já dixo que estava pronto para fazer essa chamada. É o governo que tem deixado as conversaçons inacabadas. Estavam a espera que fora feito em troca de negociaçons. Todos esses assuntos estavam acordados; por que eles desistirom? Por que é Dolmabahçe errado? Nom houvo ato ilegal, imoral feito lá. Nós nom negociamos propostas estaduais. Fizemos um acordo sagrado para a paz na sociedade. Por que nom continuar? Até mesmo os ministros do gabinete na foto Dolmabahçe nom o defendêm. Por quê? Todo o mundo está em silêncio. Quando a situaçom é assim, como podemos proceder como HDP? Nom temos armas; eles nom estam sob o nosso control.

O presidente di que tedes um laço inorgânico …

Eu nom sei o que el quere dizer. Somos umha organizaçom diferente; o PKK é diferente. Nós nom temos nengumha relaçom superior-inferior com o PKK nem temos qualquer vínculo de agir em conjunto. Nós tornamos-nos em facilitadores durante o processo de reconciliaçom. Tornamo-nos mediadores ao longo do tempo; às vezes nós tornamos-nos em agentes de resoluçom das crises.

Em várias fases do processo de reconciliaçom, o governo dixo que Öcalan tinha umha percepçom correta dos incidentes, mas nom foi capaz de influenciar Kandil ou por causa das suas duras declaraçons, el estava tendo problemas. Qual é a verdade?

Sim, análises e vontade política de Öcalan som muito poderosos. Há muitas coisas que el pode fazer em termos da paz. Mas agora, as reunions com Öcalan terminarom. Por que está em isolamento desde há quatro meses? Eu acho que eles querem tratar a Öcalan como refém e Kandil e Öcalan nom aceitam isso. Eu podo ver isso.

Tendo em consideraçom os assassinatos dos policias, devemos dizer que há umha mudança na estratégia do PKK na Turquia? Porque Duran Kalkan [comandante do PKK] falou de umha “nova luita” há três dias …

Os pontos revelados por Öcalan em 2013 durante o Nevruz foi um ponto de ruptura estratégica. De acordo com estes pontos, o que precisava ser feito era a criaçom de umha aliança com a Turquia. Eu nom acho que esta estratégia mudara porque contém umha referência ideológica no seu núcleo. Nom é umha estratégia que proteja a conjuntura ou interesses sazonais. Desde 1997, antes que el foi levado para Imrali, Öcalan estivo sistematicamente dizendo isso. A chamada do Nevruz de 2013 nom foi feita durante a noite e isso nom vai mudar nos dias de hoje. É por isso que el nos dixo, nom desperdiçá-la por interesses eleitorais sazonais. Para Kandil, a sua posiçom estratégica nom vai mudar.

Quais som os seus planos como HDP agora?

Toda a Turquia paga o preço da guerra; de todos os lados os mortos venhem. Devemos fazer umha chamada de imediato a ambos os lados que combatem. Queremos forçar a ambos os lados, porque o direito a paz é um direito humano. Os meios nom devem voltar a fábricar a guerra. Eles devem criticar os nossos defeitos, mas eles nom devem desistir da linguagem da paz. As nossas declaraçons nom devem ser interpretadas como proteger o PKK ou batendo no governo. Precisamos de apoio. Sabemos que muitas pessoas dentro do AKP também querem a paz. Eles devem levantar as suas vozes também.

Aumentaches os votos do HDP nas eleiçons presidenciais e, em seguida, nas eleiçons gerais, mesmo ultrapassado essa taxa. Acha que os mais recentes desenvolvimentos criarom decepçom nas pessoas que o votarom?

Som as manipulaçons do AKP quem fixo isso. Nengumha das mortes som responsabilidade do HDP. Umha atmosfera caótica foi desejada enquanto as eleiçons antecipadas estavam se aproximando de modo que as pessoas iriam dizer que só o AKP é capaz de proporcionar estabilidade e segurança.

Mas a imensa maioria tem umha lógica a frente: “O PKK matou os policias. O HDP reúne-se com o PKK. Assim, el deve corrigir isso. “Pode haver erros, mas acha que isso é irracional que essa lógica está-se tornando mais generalizada?

É muito lógico e correto. Claro que precisamos de trabalhar para corrigir isso. Os atos do PKK devem parar. As operaçons do estado devem parar. A mae curda votou em nós e também para a paz. Ela vai-me perguntar: “Nós votamos por vostede. Meu filho está na montanha. As Bombas nom devem cair em cima deles à meia-noite. É capaz de falar com Ankara. Vai e corrija isso. “Ela está certa? Ela está-o.

Como umha última pergunta, existe um descontentamento particular contra vostede no partido e em Kandil?

Eu nom quero personalizar esta entrevista, mas eu vou responder brevemente. Eu tenho um estilo diferente na política, diferente do que outros. Na verdade, quando elevas o nível, o nível mais baixo da barra para os outros destacas e isso cria mal-estar. Mas este nom é umha grande parte; há um grande segmento que me apoia. Eu nom tenho nengum apego ao meu assento. Eu podo deixá-lo em qualquer momento. Sou único na tradiçom política do país. Eu som homem de ninguém; Eu nom tenho nengumha facçom, nem conexins internacionais ou de inteligência. Eu som um home do povo.

Publicado no Hurriyet Daily News.